<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367</id><updated>2012-02-11T11:59:05.567-08:00</updated><category term='inicio'/><title type='text'>Será filosofia?</title><subtitle type='html'>Contestações da vida!
Crítica das críticas!</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>127</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-743944627986962038</id><published>2011-04-21T07:45:00.000-07:00</published><updated>2011-04-21T07:46:06.695-07:00</updated><title type='text'>...</title><content type='html'>Tiradentes,&lt;br /&gt;DentesTira.&lt;br /&gt;Heróipréfabricado?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-743944627986962038?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/743944627986962038/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=743944627986962038' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/743944627986962038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/743944627986962038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2011/04/blog-post.html' title='...'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-142050604123936859</id><published>2010-04-27T09:15:00.000-07:00</published><updated>2010-04-27T09:16:50.586-07:00</updated><title type='text'>Ter educação é uma virtude em extinção</title><content type='html'>Por que ter educação está cada vez mais distante da nossa realidade?&lt;br /&gt;            As pessoas, hoje em dia, não se respeitam mais, se agridem o tempo todo, não são cordiais e nem amáveis. Nem por cortesia as pessoas são educadas. Ou pior ainda, nem fingem serem educadas. Parece que a nova onda é ser grosso, mal educado e chulo.&lt;br /&gt;            E não estou falando apenas da realidade de nosso país, mas de uma realidade muito mais abrangente. Até a Europa e os europeus (que se julgam finérrimos) não escapam dessa.&lt;br /&gt;            Será que o problema está na criação? Ou está na escola? Ou dentro de cada pessoa?&lt;br /&gt;            Vou mais além, será que a escola tem essa função?&lt;br /&gt;Até que ponto a escola tem a responsabilidade de fazer esse papel de educar os filhos dos outros? Se for assim, então é melhor lermos “A República”, de Platão.&lt;br /&gt;Neste livro da Grécia Antiga o filósofo propõe que os filhos sejam entregues ao Estado, e só após terem terminado os seus estudos são integrados na Cidade Ideal. Mas a cidade é ideal, é utópica. E aí entram os direitos humanos e um “monte” de entidades que nunca permitiriam isso. E também quem garante que isso daria certo?&lt;br /&gt;            O que eu sei é que parece que estamos estagnados quanto ao nível do intelecto, e as pessoas não têm interesse em mudar. Mudar é um verbo que não se conjuga.  As pessoas não reconhecem as suas falhas. Infelizmente vivemos em um tempo que o pragmatismo e o utilitarismo imperam, sem falar no individualismo excessivo.&lt;br /&gt;            O aluno não respeita o professor, porque não vê nele a figura do mestre. O professor não respeita o aluno, por acreditar que esse já vem para a aula com o estigma de preguiçoso e mal-educado. Com isso geramos um ciclo vicioso, e não saímos do lugar, não evoluímos.&lt;br /&gt;            Na última quinta-feira (15), às vésperas de completar 80 anos a estátua do Cristo Redentor foi pichada – braços, peito e rosto. Pela primeira vez o “pichamento” atingiu pastilhas de pedra sabão que compõe a estátua. Escreveram coisas como: “onde está a engenheira Patrícia?” (desaparecida desde junho de 2008) e “quando os gatos saem, os ratos fazem a festa”. Eu não vou entrar no mérito da questão se é crime ou não, ou o que quiseram dizer à engenheira Patrícia. O que me interessa nesse caso é como a má-educação é um problema geral, de todos.&lt;br /&gt;            O que a estátua de Cristo tem a ver com o problema da engenheira? O Cristo Redentor é um símbolo. Necessitamos de símbolos para, exatamente, simbolizar, no caso a fé. E o Cristo pichado é o símbolo do Rio de Janeiro após mortes nos morros, após injustiças, após criminalidade, após chuva, alagamento e deslizamentos. Mas também o Cristo pichado é símbolo de nossa educação falida, de nosso descaso e de nossa conformidade com todas as barbáries que acontecem nessa “terra de nosso senhor”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-142050604123936859?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/142050604123936859/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=142050604123936859' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/142050604123936859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/142050604123936859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2010/04/ter-educacao-e-uma-virtude-em-extincao.html' title='Ter educação é uma virtude em extinção'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-142076550411331580</id><published>2010-04-15T13:22:00.000-07:00</published><updated>2010-04-15T13:23:26.022-07:00</updated><title type='text'>Ética em nossas vidas</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ano de eleição. Política, ética. Falta de ética. Ecologia, direito civil, criminalidade. Bioética, religião, cultura. Sociedade, educação, profissionalismo. Códigos de ética. Valores. Virtudes. Agir bem, o que é o bem? Ou o mal?&lt;br /&gt;Mas afinal o que é ética?&lt;br /&gt;Ética, essa palavra tão usada e, ao mesmo tempo, tão mal compreendida. Podemos “aplicar” a ética/moral em todas as esferas de nossas vidas. Em, praticamente, todo o âmbito de nossa realidade social.&lt;br /&gt;Ontem eu estava escrevendo o texto desta semana e assistindo a um telejornal, assistia ao caos no Rio de Janeiro. Aliás, caos provocado não apenas pelos fenômenos naturais, mas pelo lixo acumulado que entope os sistemas de escoamento de água. Choveu quinze horas ininterruptas, 270 mm de água, e fica a pergunta: como o solo vai absorver toda essa água se por todos os lados vemos apenas asfalto?&lt;br /&gt;O homem e o seu “progresso” desenfreado não enxerga que o planeta pede socorro. Do ponto de vista da ecologia, é ético o que nós mesmos fazemos com o nosso planeta?&lt;br /&gt;Catástrofes naturais são cada vez mais freqüentes. Terremotos no Haiti, no Chile e, agora, no México. O que fazer? A natureza está em revolta contra o homem? Pode-se dizer que sim.&lt;br /&gt;Aquecimento global, lixo acumulado, testes nucleares. Tudo isso parece que se relaciona com outras áreas do conhecimento, mas é assunto da ética também.&lt;br /&gt;A ética está por toda a parte.&lt;br /&gt;Ainda no mesmo telejornal, vi uma notícia rápida sobre a nossa cidade, Bauru. A notícia não tinha nada a ver com ecologia, mas tinha a ver com a ética. A notícia – que na verdade era quase uma “notinha” – dizia que em nossa cidade poderá haver toque de recolher para menores. Fiquei assustada, porque para mim isso é um retrocesso a um estado de exceção, a uma barbárie. E a ética serve de base para fundamentar essa discussão, será que proibir coíbe a criminalidade?&lt;br /&gt;Segundo a notícia esse projeto é de um juiz que vê no toque de recolher a solução para os delitos provocados por esses menores. Agora, alguém me responda: Quem garante que isso vai dar certo? E os delitos não acontecem de dia também? Logo nos proibiram de sair de nossas casas na hora que bem entendermos, em nome, é claro, de nossa segurança.&lt;br /&gt;Com tanta violência já estamos nos aprisionando em condomínios de luxo. Cadeias estão superlotadas. Crianças nas ruas fumando crack (porque inalar cola já é coisa do passado). E um juiz vê a solução em toque de recolher?&lt;br /&gt;Eu sou parceira da idéia de que somente a educação e a cultura salvam.&lt;br /&gt;Porque não temos um projeto de centros culturais no centro de nossa cidade? Temos tantos prédios históricos abandonados ou “detonados”. Ao invés de toque de recolher, poderíamos ter projetos sociais, de teatro, de literatura nesses lugares.&lt;br /&gt;Mas a verdade é que isso dá muito trabalho, e proibir fica sendo mais fácil... E o nosso país vai ficando com um déficit cultural enorme...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-142076550411331580?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/142076550411331580/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=142076550411331580' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/142076550411331580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/142076550411331580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2010/04/etica-em-nossas-vidas.html' title='Ética em nossas vidas'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-4156364794562262026</id><published>2010-04-15T13:21:00.002-07:00</published><updated>2010-04-15T13:22:33.283-07:00</updated><title type='text'>Conhecemos ou somos informados?</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Você já parou para pensar em que nível o conhecimento está inserido em nossa sociedade? Avançamos, paramos ou regredimos em relação aos nossos antepassados?&lt;br /&gt;            Para responder a tais questionamentos volto à Grécia Antiga.&lt;br /&gt;            Entre os gregos antigos não havia inter-relação direta entre a esfera do conhecimento e do trabalho. Trabalhar não era uma atividade nobre, era reservada aos escravos e servos. Quem detinha o conhecimento das coisas era tido como um ser nobre, que gozava de direitos exclusivos dentro da polis (cidade grega).&lt;br /&gt;            Será somente com a Revolução Industrial que esta configuração fechada do mundo se modifica. Neste período o conhecimento é aplicado (usado) no trabalho.&lt;br /&gt;É preciso saber para aplicar este conhecimento de modo prático. Com as enciclopédias, como a de Diderot no século 18, aparece pela primeira vez uma lista de ocupações e o que se deve estudar para preencher tais ocupações. Por exemplo, “quem quer ser médico precisa estudar anatomia; quem quer ser um engenheiro, precisa estudar calculo”.&lt;br /&gt;            E hoje, qual é o papel do conhecimento?&lt;br /&gt;            Parece-me que hoje há uma interação do conhecimento e do trabalho, eles estão fortemente ligados, ao passo que não há trabalho sem algum tipo de conhecimento envolvido. Assim, o conhecimento é o principal fator de produção, porque o peso está no conhecimento, na tecnologia.&lt;br /&gt;            No entanto a tecnologia – que é filha do conhecimento – não pode ser um fim em si mesma. A tecnologia é uma ferramenta a ser usada para auxiliar o homem e não para escravizá-lo.&lt;br /&gt;            Infelizmente no século 21, só alguns detém o conhecimento – principalmente em nossa sociedade tão desigual –, as grandes empresas detém o conhecimento e a tecnologia necessária para aplicar em seus bens de consumo.&lt;br /&gt;O que se verifica é que ao invés de irmos em direção à inteligência estamos regredindo e voltando aos dados, ao simples acumulo de dados, e o conhecimento está limitado às grandes corporações.&lt;br /&gt;            O acumulo de dados não é algo novo, aliás, é algo antiqüíssimo. Os dados, cada vez mais abundantes, são a forma mais simplista e não envolve pessoas.&lt;br /&gt;            Já as informações envolvem pessoas, os veículos de informações. E acredito que é neste nível que a nossa sociedade está inserida. Ao passo que o conhecimento é algo mais rico e amplo. Envolve teoria (que para algumas pessoas é algo pejorativo) e compreensão.&lt;br /&gt;            E o último patamar é o da inteligência, que nada mais é do que um projetar toda essa gama de coisas: dados, informações, conhecimentos. Ao chegar neste nível, do conhecer, é porque temos condições de projetar os dados, as informações, as teorias.&lt;br /&gt;            Ao pensar sobre esta pequena análise eu acredito que não regredimos, mas ficamos estagnados. Não conseguimos evoluir. Temos que ter consciência e clareza para entender a tecnologia e utilizá-la de maneira positiva e emancipatória.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-4156364794562262026?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/4156364794562262026/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=4156364794562262026' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/4156364794562262026'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/4156364794562262026'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2010/04/conhecemos-ou-somos-informados.html' title='Conhecemos ou somos informados?'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-4500327420854064752</id><published>2010-04-15T13:21:00.001-07:00</published><updated>2010-04-15T13:21:33.081-07:00</updated><title type='text'>Para onde correr?</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Será que você está a salvo porque tem convênio médico? Eu acho que não. No último mês eu mesma constatei que ter convênio médico, hoje em dia, não é sinônimo de qualidade de atendimento médico. Sinceramente, eu estou com medo de procurar o hospital em uma próxima vez.&lt;br /&gt;É claro, que a rapidez do atendimento em relação ao serviço único de saúde é indiscutível, mas e a qualidade do atendimento médico, será que difere tanto assim? Após ficar internada no hospital da Unimed fiquei com algumas dúvidas.&lt;br /&gt;Um amigo me disse: O médico para trabalhar no SUS faz concurso, mas e o medico de convênio faz concurso para trabalhar no hospital do convênio? Eu não sei responder a esta pergunta, não sei quais são os critérios para trabalhar num hospital particular. Não sei se pautam pela qualidade ou pelo dinheiro. Pela ética ou pelo capitalismo.&lt;br /&gt;A questão toda vai além dos problemas de nossa cidade, e descobrimos que o problema de médicos ruins é nacional. &lt;br /&gt;Quantos morreram ou sofreram deformações por erros cometidos por médicos? Médicos condenados judicialmente ainda atuam. Quantos cirurgiões plásticos furaram, por exemplo, os intestinos dos seus pacientes? Quantos aplicaram medicamentos fortes indiscriminadamente? Quantos, por descaso, mandaram o paciente para casa e depois de algumas horas eles morreram?&lt;br /&gt;Nesta terça-feira, eu vi na tevê dois casos envolvendo erros de médicos. O primeiro de um cirurgião plástico “carniceiro”, condenado pela justiça, mas que ainda atua em sua clínica em São Paulo. E o outro caso é de uma mulher que sofreu um acidente quando era transportada por um moto taxista; no hospital só fizeram Raio-X, quando a mulher chegou em casa morreu.&lt;br /&gt;O descaso, a impunidade e a falta de preparo são elementos que configuram a nossa realidade.&lt;br /&gt;Soube por psicólogos da USC que médicos, aqui em Bauru mesmo, estão aplicando Tramal (indicado para dor crônica; derivado de morfina) até em crianças. E ainda mais, alguns médicos não estão preparados para diagnosticarem sintomas de somatização. Ou seja, sintomas provocados, por exemplo, por estresse, que não aparecem em exames. São sintomas provocados pela própria mente do paciente. Este tipo de patologia está cada vez mais freqüente em nossa realidade, já que vivemos em um mundo que propicia o aumento do estresse.&lt;br /&gt;Na realidade o nosso sistema econômico tem a sua parcela de culpa também nesta esfera da sociedade. Somos vistos como números e não como seres humanos. É mais fácil aplicar morfina e dopar o paciente, que não sentirá mais nada, nem dor, nem vida. É mais fácil calar do que tratar.&lt;br /&gt;Temos que nos organizar e não deixar impune os descasos sofridos no SUS ou no convênio. Porque o SUS não é caridade, não é favor do Estado, pagamos impostos para termos direito do uso. E no convênio médico pagamos uma verdadeira fortuna. Fortuna sim! Parem para pensar na quantidade de conveniados e nas mensalidades pagas, e no detalhe de que a cada aniversário que passa a sua mensalidade pode aumentar, e como aumenta quando se é idoso.&lt;br /&gt;            Se liguem nas coisas que acontecem ao seu redor, não deixe a impunidade tomar conta de todas as esferas da sociedade. Denuncie, proteste, reivindique os seus direitos! Somos cidadãos, temos deveres, mas acima de tudo, temos direitos básicos que estão sendo esquecidos.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-4500327420854064752?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/4500327420854064752/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=4500327420854064752' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/4500327420854064752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/4500327420854064752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2010/04/para-onde-correr.html' title='Para onde correr?'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-3550545510167063514</id><published>2010-03-07T15:30:00.000-08:00</published><updated>2010-03-07T15:33:43.028-08:00</updated><title type='text'>?</title><content type='html'>é ridiculamente inclassificavel o extremo ato de rebeldia de algumas pessoas: "te deletei do meu orkut". Quem sabe não é uma maneira de dizer: "não sou mais seu amigo".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-3550545510167063514?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/3550545510167063514/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=3550545510167063514' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/3550545510167063514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/3550545510167063514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2010/03/blog-post.html' title='?'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-364307855690448310</id><published>2009-10-14T08:15:00.002-07:00</published><updated>2009-10-14T08:16:30.485-07:00</updated><title type='text'>Liberdade de escolha</title><content type='html'>Esta semana quero compartilhar uma experiência vivida no ensino. Como vocês já sabem sou professora universitária, e na última quinta-feira, eu e outra professora promovemos uma aula diferente. Combinamos de juntar as nossas turmas e trazer alguns convidados para falar sobre “Manifestação da fé”. Foi uma idéia incrível.&lt;br /&gt;            O resultado não poderia ter sido mais positivo!&lt;br /&gt;            Confesso que estava apreensiva. O que era natural, já que seria a primeira vez que estávamos fazendo uma “mesa redonda” com lideres religiosos de diversas crenças. Fiquei ansiosa para ver qual seria a postura e reação dos alunos.&lt;br /&gt;            Convidamos um pastor, um umbandista, um padre e representantes do budismo. Cada um falou sobre a sua fé, a sua ESCOLHA. Foi uma oportunidade, um momento em que muitos mitos e tabus foram dissipados. A desmistificação é um processo importante para a aquisição do conhecimento, da cultura e da formação de uma consciência moral.&lt;br /&gt;            O senso comum não pode mais ser calcado em mitologias modernas, temos que ser esclarecidos, pois a ignorância leva à violência e à intolerância.           &lt;br /&gt;            Temos que parar de pensar que uma religião é melhor do que a outra. Imaginem se todos nós gostássemos apenas da cor preta? Ou da cor azul? É tudo uma questão de gosto, estilo, crença, cultura, enfim, de se sentir bem.&lt;br /&gt;            A grande busca de nossas vidas deve ser a felicidade, se sentir bem, independente do que os outros pensam. Uma felicidade fundada no presente, porque ninguém vive de passado e muito menos do que está por vir. Viver o hoje eticamente. Viver o hoje não fazendo mal a ninguém. Viver o hoje com a intensidade de uma vida desprendida de materialidade.&lt;br /&gt;            Charlatões estão por toda a parte, como em todas as esferas da sociedade: ensino, política, religião... Devemos usar o bom senso e saber escolher todos os lugares que freqüentamos. Tolerância e bom senso devem andar juntos, sempre.&lt;br /&gt;            A manifestação da fé deve ser algo pessoal, puro e íntegro. Algo realmente levado a sério e livre de julgamentos de valores, como “a minha fé é melhor do que a sua”. Desta forma, manifestações da fé de forma impositiva devem ser repensadas, porque podem incomodar pessoas de orientações religiosas diversas. Cito dois exemplos: romeiros saem por vai andando juntos e manifestando a sua fé de forma coletiva, isso não deve incomodar ninguém, já que eles estão expressando coletivamente a fé deles, para eles, para o Deus deles. Agora, na Copa do Mundo de 2010, a Fifa quer proibir qualquer manifestação coletiva da fé, neste caso a “proibição” é justificável. Explico: depois da final da Copa das Confederações, a seleção brasileira se reuniu dentro de campo para rezar pelo título conquistado do torneio, liderado por Kaká. Este gesto foi criticado pelo presidente da Federação de Futebol da Dinamarca, Jim Stjerne Hansen. Eu não sou adepta à proibições, mas no caso de uma Copa do Mundo estaremos em contato com muitas religiões e religiosidades, e impor a fé dos jogadores não é algo legal, já que pode ofender a outros. Não é o contexto apropriado.&lt;br /&gt;            Não me interpretem mal, mas atletas fazendo sinal da cruz ao entrar em campo, beijando anéis, medalhas de santos, cruzes e patuás que trazem pendurados em cordões e apontando aos céus como a agradecer pelo gol marcado. Ninguém tem nada a ver com isso, são manifestações individuais. Mas uma manifestação coletiva, explícita e organizada como um ritual religioso pode dar margem a críticas ao ser associada a um bem público.                        A religiosidade de cada um seja ela qual for merece respeito, da mesma forma como merece ser respeitada a falta de religiosidade daqueles que assim optaram a seguir a vida. O respeito e a liberdade são condições de uma boa vida, e de uma fé autentica.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-364307855690448310?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/364307855690448310/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=364307855690448310' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/364307855690448310'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/364307855690448310'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2009/10/liberdade-de-escolha.html' title='Liberdade de escolha'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-9021576924245482450</id><published>2009-10-14T08:15:00.001-07:00</published><updated>2009-10-14T08:15:41.493-07:00</updated><title type='text'>Querer estar perto</title><content type='html'>Quando amamos nós vivemos num estado de suspensão. Queremos sempre o amado (a) por perto. No entanto o que “rola” é sempre a velha história da utopia de perfeição e até a utopia do auto-conhecimento. Queremos que o parceiro seja perfeito aos nossos olhos, mas ninguém consegue atingir a perfeição, justamente pelo fato da própria utopia do auto-conhecimento. Temos a ilusão de nos conhecermos.  Mas o que sempre acontece é em algum momento da vida (ou todos os dias) nos perguntarmos: quem somos?&lt;br /&gt;            Como queremos nos conhecer, ter esse auto-conhecimeto e compreender o outro se nos dias atuais não temos tempo? E não só tempo, mas também paciência. Temos preguiça de nos relacionar. O que impera hoje é a máxima: “Eu não te ouço e você não me ouve”. Vivemos em um mundo surdo, só escutamos quando nos convém. Só ajudamos quando há interesses. Não nos relacionamos de forma fluídica e desinteressada. Acabamos fazendo o outro como meio, e não como um fim de uma ação.&lt;br /&gt;            Podemos pensar no amor. Em todas as suas configurações livres. Mas, o que é amar? O que é amar uma pessoa? Tive a liberdade de colocar aqui neste, “meu” pequeno espaço, um poema de Carlos Drummond de Andrade intitulado “Quero”, que na minha opinião é belo e expressa o querer estar perto, o bem-querer, e está em sintonia comigo, e com certeza com muitos leitores e leitoras:&lt;br /&gt;            “Quero que todos os dias do ano; todos os dias da vida; de meia em meia hora; de 5 em 5 minutos; me digas: Eu te amo.                Ouvindo-te dizer: Eu te amo,    creio, no momento, que sou amado. No momento anterior e no seguinte, como sabê-lo? Quero que me repitas até a exaustão que me amas; que me amas; que me amas. Do contrário evapora-se a amação; pois ao não dizer: Eu te amo, desmentes apagas teu amor por mim. Exijo de ti o perene comunicado. Não exijo senão isto, isto sempre, isto cada vez mais.                       Quero ser amado por e em tua palavra; nem sei de outra maneira a não ser esta de reconhecer o dom amoroso, a perfeita maneira de saber-se amado: amor na raiz da palavra e na sua emissão, amor saltando da língua nacional, amor feito som vibração espacial.            No momento em que não me dizes: Eu te amo, inexoravelmente sei que deixaste de amar-me, que nunca me amastes antes. Se não me disseres urgente repetido; Eu te amoamoamoamoamo, verdade fulminante que acabas de desentranhar, eu me precipito no caos, essa coleção de objetos de não-amor”.&lt;br /&gt;            O amor é ordem, o caos a desordem. Sem amor não vivemos, o ser humano se alimenta de amor. O problema é quando a sociedade do consumo coloca os seus produtos no mesmo patamar do sentimento puro, aí o caos se instaura. As pessoas ficam confusas e não diferenciam uma necessidade fetichista de consumo com o amor desinteressado.&lt;br /&gt;            Homens e mulheres sentem a necessidade de ouvir e sentir o amor, o amor do amado (a). O belo poema de amor de Drummond enaltece o maior sentimento do ser humano. O texto desta semana é um apelo a todos os leitores e leitoras, para que pensem e reflitam se amam e estão sendo amados.&lt;br /&gt;            Não transfira para bens de consumo o potencial emotivo que reside dentro de você. Parece papo de “chalalá”, mas é verdade. Vamos realmente amar uns aos outros. E, principalmente, não esquecer de comunicar isso às pessoas, seja em palavra, texto ou gesto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-9021576924245482450?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/9021576924245482450/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=9021576924245482450' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/9021576924245482450'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/9021576924245482450'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2009/10/querer-estar-perto.html' title='Querer estar perto'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-3698279519131196744</id><published>2009-10-05T13:45:00.001-07:00</published><updated>2009-10-05T13:45:35.188-07:00</updated><title type='text'>.</title><content type='html'>lembrei! ufaa! detesto quando não consigo lembrar das minhas próprias idéias e devaneios. era sobre a autenticidade das obras de arte. estava pensando que hoje customizamos os bens de consumo que podem se encaixar como arte. p. ex. um quadrinho pintado, comprado há um tempo. eu sei que o quadrinho - mesmo sendo pintado à mão - ele é feito  em série, ele pode conter em potencia a autenticidade da obra, mas não tem, mas com o seu uso ele pode vir a ter uma certa autenticidade. O seu "ter o objeto que pode vir a ser obra de arte" é uma idéia interessante. Pensei em várias outras coisas que se relacionam. Bom, apenas pensei, apenas idéias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-3698279519131196744?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/3698279519131196744/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=3698279519131196744' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/3698279519131196744'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/3698279519131196744'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2009/10/blog-post.html' title='.'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-6673480355778290586</id><published>2009-10-03T09:03:00.000-07:00</published><updated>2009-10-03T09:04:29.478-07:00</updated><title type='text'>Chegadas e partidas</title><content type='html'>Manicuras. Cabeleireiros. Homens. Mulheres. Dentista. Médicos. Amigos. Pessoas, enfim. Cachorros. Gatos, Amores, Roupas, Medidas, Filmes, Moda, Estilos, Rótulos, Empregos.&lt;br /&gt;            Tudo nasce, cresce e morre. Esta é a lei de que nada é para sempre. Nem o nosso planeta durará para sempre. Do jeito que nós, indivíduos perenes, estamos tratando mal dele, logo logo se vai.&lt;br /&gt;            As pessoas acham que tem controle de suas vidas, mas depois acabam descobrindo que tudo pode mudar num segundo. E por quê? Justamente pela lei de que todos nós partiremos, vamos para o Nada. Ou para o paraíso?&lt;br /&gt;            Se formos para o paraíso reforçaremos a hipótese de que tudo é cíclico, tudo se reduz à “chegadas e partidas”. Mas, isto seria muito idealismo. Mas para o Nada também é um tédio. Nada recompensador.&lt;br /&gt;            A vida é, às vezes, tão sofrida, temos que nos esforçar tanto para sobrevivermos. Você tem de trabalhar, ganhar dinheiro, senão você não vive no capitalismo. Temos que vender as nossas horas do dia, para poder consumir.&lt;br /&gt;            Tudo o que nos cerca são produtos, produtos do capital, no entanto, também produtos culturais. Estamos rodeamos por bens de consumo. Somos materialistas. Damos valor ao objeto, atribuímos fetiches aos objetos, cultuamos.&lt;br /&gt;            É engraçado. Apegamos-nos tanto às coisas. Queremos dar valor de eternidade a tudo. Sendo que nem nós somos eternos. Queremos contar, contabilizar, nos agarramos tanto às datas e aos números, parece que estamos em contagem regressiva sempre.&lt;br /&gt;            O ser humano é dual, corpo e alma. Vive tentando se explicar, se entender. Nunca houve tanta gente procurando análise, terapia, yoga, pilates, rpg, academia. Cada um na sua “vibe”, mas procurando se compreender.&lt;br /&gt;            Compreender: palavra difícil. O ser humano é um ser social. Mas também é um ser egoísta, individualista ao extremo, vaidoso, orgulho. Tem ira e raiva. Tem paixões e ideais. Portanto, como se compreender?&lt;br /&gt;            A cada dia queremos superar. Ser melhor é condição de sobrevivência no sistema econômico no qual estamos inseridos. Ser melhor para quê? Para termos mais dinheiro, para termos mais prestígio, para termos fama?&lt;br /&gt;            Um dia tudo acaba. E o dinheiro continua a reinar. O seu orgulho partiu junto com você, os seus bens materiais foram divididos (em meio à quase sempre brigas). E logo ninguém mais se lembrará da sua existência.&lt;br /&gt;            Temos que realizar as nossas potencialidades de forma sadia e bem humorada. A busca da felicidade não pode se transformar num sonho deixado para o dia de amanhã. Aí você se pergunta: O que é a felicidade?&lt;br /&gt;            Cara pálida: eu não sei o que é felicidade, ninguém sabe. Ao menos tente descobrir o que te faz feliz. Cada um tem a sua individualidade – normal, sadia –, e dentro desta individualidade você deve descobrir.&lt;br /&gt;            Eu tento ser feliz escrevendo, dando aulas, tentando desmistificar as coisas que nos cercam, mas também tenho consciência de que isso é uma gota mínima no oceano. E um dia tudo isso se vai... ou não.&lt;br /&gt;            Para expressar um pouco o meu egoísmo, meu individualismo, e a minha vontade de ir contra a todas as partidas definitivas, cito um trecho do poeta surrealista (que tem um pouco a ver com essa miscelânea de hoje).&lt;br /&gt;            “...O puro intervalo que, de mim a esse outrem que é um amigo, mede tudo que há entre nós, a interrupção de ser que não me autoriza jamais a dispor dele, nem de meu saber dele (fosse para louvá-lo) e que, longe de impedir qualquer comunicação, nos relacionava um ao outro na diferença e às vezes no silêncio da palavra”. Maurice Blanchot, A Amizade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-6673480355778290586?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/6673480355778290586/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=6673480355778290586' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/6673480355778290586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/6673480355778290586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2009/10/chegadas-e-partidas.html' title='Chegadas e partidas'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-8538976203336691988</id><published>2009-10-03T09:01:00.000-07:00</published><updated>2009-10-03T09:03:38.209-07:00</updated><title type='text'>Existe uma alma boa?</title><content type='html'>Ar condicionado: dá-nos a artificialidade do tempo, da temperatura. Se está frio liga se o aquecedor, se está quente liga se o ar condicionado. Nunca estamos satisfeitos. Fui à São Paulo neste final de semana, o ônibus estava ligado na “Sibéria”, e lá fora o dia estava lindo, com temperatura confortável e agradável. Fui especialmente assistir a peça de Brecht, “A alma boa de Setsuan”, no Tuca.&lt;br /&gt;            Não sou especialista em teatro, nem assisti a muitas peças na minha vida, mas esta para mim é especial. Bertolt Brecht foi amigo de Walter Benjamin, teórico crítico, o qual eu dedico meus dias para terminar a infinita dissertação de mestrado.&lt;br /&gt;            O teatro brechtiniano tem como peculiaridade o lado didático. Ou seja, “ensinar” as massas, dar ensinamento às massas para que seja possível a tomada de consciência. Outra característica é o “metateatro” (semelhante à metalinguagem) – o teatro dentro do teatro – o recurso no qual o ator dialoga com o público, como se estivesse “fora” da peça. Com este recurso é feita a síntese do pensamento apresentado.&lt;br /&gt;            Aqui no Brasil, a peça foi encenada priorizando o humor já apresentado no texto original de Brecht. No entanto, não vemos um humor germânico, mas sim um humor bem característico nosso. Em alguns momentos os clichês e as piadas hodiernas tomam cena, deixando um pouco menor a importância do texto original. Em vários momentos esquece-se que a peça se passa na China antiga. Mas essa pode ter sido a intenção. Trazer ao máximo para os nossos dias. Para que os ensinamentos e sugestões de Brecht pudessem ser ainda mais atuais.&lt;br /&gt;            Hoje, ainda temos uma massa que não tem consciência de sua função na esfera social, e cada vez menos ligada aos valores e virtudes necessárias para uma vida em harmonia.&lt;br /&gt;            A alma boa, única no mundo, demonstra como está cada vez mais difícil ser um SER HUMANO BOM.&lt;br /&gt;            Uma das sugestões que “fica no ar”, é a de que num mundo capitalista o ser humano fica ainda mais tentado a corromper-se pelo caminho do mal. Para poder sobreviver no mundo do capital, da grana, temos que passar por cima de nossos valores e virtudes? Às vezes.&lt;br /&gt;            É sempre fácil condenar olhando de fora, mas um vendedor de água, que tem todas as características de uma alma boa, usa uma “canequinha” furada, ou seja, é desonesto. O seu argumento é de que o mundo é cruel, e se ele não proceder assim ele não sobreviverá.&lt;br /&gt;            O que eu mais gostei da peça é que a alma boa, que o Santíssimo tanto procura, estava na pele de uma mulher, e ainda por cima, prostituta! Imaginem a repercussão e o sentido de vanguarda (de estar à frente) deste texto!&lt;br /&gt;            Muitas são as mensagens deixadas por Brecht. Todos somos iguais, homens e mulheres, todos têm virtudes e vícios. Não é fácil ser “bonzinho” e muitos querem tirar proveito sempre. E posição social não quer dizer, absolutamente, nada!&lt;br /&gt;            A alma boa teve que se passar por outra pessoa para não se corromper. E ainda hoje, muitas vezes, temos que se passar por outra pessoa. Nesse mundo, onde a roda gira e você nunca sabe se estará por cima ou por baixo, temos que “vender” os nossos princípios, e nos moldar segundo o ritmo. Mas a que preço? Vale a pena? Acho que não. Sempre vale mais a pena sermos autênticos e conscientes dos nossos valores e papéis na sociedade.&lt;br /&gt;            Podemos até sair perdendo alguma grana, mas o que não tem preço é fazer o que na sua consciência você acha o certo. Caro leitor, não se venda, assuma os riscos e multiplique o bem!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-8538976203336691988?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/8538976203336691988/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=8538976203336691988' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/8538976203336691988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/8538976203336691988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2009/10/existe-uma-alma-boa.html' title='Existe uma alma boa?'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-5457256424337420882</id><published>2009-09-16T08:48:00.000-07:00</published><updated>2009-09-16T08:50:06.445-07:00</updated><title type='text'>Pneu furou, acenda o farol, acenda o farol!</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Caro leitor, tem dias que tudo parece acontecer com a gente. Sabe, não fatos isolados, mas uma avalanche de coisas. Isso nos dá uma sensação de estar fora do nosso corpo. Como se estivéssemos descolados do próprio corpo e nos projetássemos para fora. Pelo menos eu me sinto assim. Não sei você. Mas, com certeza, você, leitor, deve sentir alguma estranheza especifica quando seu dia está tomado por uma soma desenfreada de coisas.&lt;br /&gt;            Não sou dramática, sou realista. Temos muitas coisas para fazer, exigem-se muito de nós. Falo em nós, porque acredito que não estou “nessa” sozinha. Falo em nós, porque acredito que muitos têm esse sentimento. O sentimento de que 24 horas é pouco. O sentimento que o dia passa rápido demais.&lt;br /&gt;            A rapidez, a eficiência, a produtividade está sempre em primeiro plano. Temos metas, objetivos. Temos que gerar lucro, sempre. Mesmo no âmbito intelectual, ou até mesmo, artístico temos que seguir estas regras.&lt;br /&gt;            Eu vou ser bem sincera, quero mais sossego, uma casa no campo pelo menos por 15 dias no mês seria muito agradável. Sem o barulho dos motores, das buzinas, o caminhão (chatérrimo) do gás, e dos produtos de limpeza, se não me engano, Pamambi.&lt;br /&gt;            Quem não assistiu, assista, o clássico sempre atual “Tempos Modernos”, de Charles Chaplin, mesmo nos anos 1930, esse sentimento do rápido, do transitório e do efêmero já fazia parte do universo dos indivíduos. A alienação no trabalho, na vida, no lazer, na produção é fato consumado e permanente – pelo menos nesse sistema econômico.&lt;br /&gt;            Desde a revolução industrial estamos caminhando para o colapso do próprio homem, do próprio SER HUMANO. A subjugação do homem pelo próprio homem, ou seja, o domínio do homem por outro homem.&lt;br /&gt;            Mas eu estou fugindo do tema que eu propus para mim mesma nesta semana. Eu comecei falando em dias ruins, e acabei deixando no ar que todos os dias podem ser ruins no sistema capitalista, no qual poucos pensam e muitos executam, como na dicotomia execução-produção.&lt;br /&gt;            Mas o filosofar tem dessas coisas, a divagação é sempre um risco. Mas foi uma fuga consciente, porque esse tema da alienação e da nossa perda da identidade é realmente mais interessante, do que o meu dia ruim. Só porque no meio da madrugada o pneu do meu carro furou, o estepe estava murcho, e a bateria acabou, não é motivo de fúria e indignação para eu escrever aqui.&lt;br /&gt;            Temos que nos indignar sim pela nossa falta de tempo e tolerância, pela venda de nossas horas livres. Porque você sabe né? Nós vendemos a nossa força e nosso tempo para o patrão, quando aceitamos um emprego. E o valor que você vende o seu tempo livre é justo? Está justa a divisão dos lucros?&lt;br /&gt;            Eu não tenho aqui – neste pequeno e valioso espaço – pretensão alguma em fazer algum tipo de revolução. O próprio Marx já tinha “se ligado” de que o tempo para se fazer a revolução havia passado, que a tomada de consciência dos operários estava longe de acontecer. O século XX chegou, aumentou a classe média, e todos estavam atrelados em demasia ao sistema econômico ao adquirir bens de consumo. Esse trabalhador já era alienado o suficiente e não se reconhecia mais nos produtos que produzia.&lt;br /&gt;            Então, o que nos resta fazer? Cruzar os braços e ver o quanto robóticos nos tornamos?&lt;br /&gt;            O poeta Thiago de Mello, em “Os estatutos do homem”, sintetiza o sentimento de indignação que está me consumindo e me entristecendo. Mas neste trecho do Artigo XIII, a esperança de dias melhores me alegra: “Fica decretado que o dinheiro não poderá nunca mais comprar o sol das manhãs vindouras”. A esperança é sempre positiva.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-5457256424337420882?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/5457256424337420882/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=5457256424337420882' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/5457256424337420882'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/5457256424337420882'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2009/09/pneu-furou-acenda-o-farol-acenda-o.html' title='Pneu furou, acenda o farol, acenda o farol!'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-854197296514892528</id><published>2009-09-09T07:34:00.001-07:00</published><updated>2009-09-09T07:34:58.658-07:00</updated><title type='text'>Pôr em prática!</title><content type='html'>Uma semana em nome da pátria, em nome da independência, da emancipação. Os antagonismos estão sempre presentes em nosso dia a dia. Coreanos são assassinados, roubados, ameaçados e coagidos. Aqui o fim de semana com as cores do arco íris da diversidade. Como a realidade é contraditória, as dualidades estão sempre dando o tom.&lt;br /&gt;            Ao mesmo tempo em que avançamos frente ao preconceito, regredimos violentamente em outros momentos.&lt;br /&gt;            As pessoas preferem escolher um determinado dia para permitir a diversidade, mas o que deveria, sim, ser regra é a escolha da diversidade todos os dias.&lt;br /&gt;            Um dia para comemorar, para festejar a diversidade é pouco diante da realidade de nossa sociedade. Eu acredito que ao escolhermos um determinado dia estamos limitando, determinando. Direitos iguais para todos os seres humanos! Sempre!&lt;br /&gt;            O ser humano é engraçado – ironizando para não cair num pessimismo sem fim – abre algumas concessões e se fecha em outras. Mas no caso não o ser humano, mas a humanidade em si, envolvendo todos os seus aspectos e âmbitos históricos.&lt;br /&gt;            O terror aplicado aos coreanos em São Paulo, pela “Mooca Chapa Quente” (MCQ), uma gangue com mais de 60 adolescentes e jovens, ilustra o problema principal: do preconceito com as diferenças. O modus operandi da MCQ, segundo o jornal O Globo, “consiste em pichar seus símbolos nas casas de orientais e descendentes para sinalizar que a residência é o próximo alvo. O sinal verde para o assalto também pode ser detectado por um plástico ou pano amarrado no portão da casa. Os criminosos espancam vítimas, ameaçam atear fogo a seus corpos e exibem orgulhosos o dinheiro roubado e o armamento do grupo em sites da internet”. O que mais me assusta é essa necessidade de exibir como um troféu os crimes, a internet tem a função de podium para aquele que mais-violência dissipar.&lt;br /&gt;            Portanto vamos refletir, vamos analisar a situação proposta pela semana da diversidade. Temos que ser mais HUMANOS, temos que nos unir, amai uns aos outros, no sentido extremo de amor pleno. Coreanos, gays, deficientes, brancos, negros, índios, todos juntos! Não importa a etnia, o credo ou a opção de vida, nem a condição de vida.&lt;br /&gt;            Muitos falam que em Bauru tivemos, no último domingo, a “parada gay”. No entanto, eu acredito que a proposta desta mobilização é muito mais abrangente. Porque o título é “Parada da Diversidade”, no sentido amplo, no sentido de respeitarmos aquilo que a sociedade civil estabeleceu como diferente.&lt;br /&gt;            Porque devemos ser de determinada forma? Como estabelecemos os nossos padrões? O que é certo ou errado? Todas as respostas estão calcadas na História, assim mesmo com “H” maiúsculo, uma história da História universal, às vezes, como no caso de Hegel, personificada no Espírito Absoluto. Analisando todo o percurso cultural-histórico temos o preconceito como algo enraizado. Essas barreiras têm que ser vencidas. Temos que pôr em prática a nossa Razão, não uma razão instrumental, tecnificada, mas sim uma Razão que englobe todo o caráter emancipatório do homem. Porque se não focarmos nessa Razão (maior), podemos cair novamente num estado de exceção, onde o fascismo reina. Onde a violência é o motor que une todos num clima de terror.&lt;br /&gt;            Não podemos voltar aos tempos da 2ª Guerra Mundial, onde o preconceito pelo diferente trouxe tantas dores. A ordem é amar, sempre. Amar o ser humano em geral, não restringir, não particularizar. Não adianta nos fecharmos em gangues, tribos ou turminhas, temos que nos relacionar com o mundo e com todos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-854197296514892528?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/854197296514892528/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=854197296514892528' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/854197296514892528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/854197296514892528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2009/09/por-em-pratica.html' title='Pôr em prática!'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-2176006819388612442</id><published>2009-09-02T07:02:00.000-07:00</published><updated>2009-09-02T07:03:17.876-07:00</updated><title type='text'>Lixo: para onde vamos mandá-lo?</title><content type='html'>Você já parou para pensar para aonde vai todo o lixo que produzimos? Se fossemos ingleses seria fácil esta questão. Era só mandar tudo num container para algum país da América do Sul, mais especificamente, o Brasil. Na verdade não foi apenas um container, mas sim 56! Ou melhor, 900 toneladas de lixo comum. Leia-se camisinhas e fraldas usadas, seringas, restos de comida... Dizem que havia até brinquedos com recados para fossem dados às crianças brasileiras. Simplesmente um absurdo, que só poderia partir de uma monarquia decadente. Vale lembrar que isso parece ser uma prática comum dos países da Europa, que mandam seu lixo para a África e Ásia. E não é só lixo, propriamente dito, que eles andam mandando pra outros países… tem o “lixo” de gente também.&lt;br /&gt;            O mundo está inflado, super populoso e, ainda por cima, sem consciência ecológica.&lt;br /&gt;            Mas a culpa é de quem?&lt;br /&gt;            A culpa é do sistema capitalista de produção, que só sabe incentivar o consumo e a produção desenfreada.&lt;br /&gt;            O problema todo teve início quando a burguesia comprou a sua liberdade e saiu por ai desbravando mares, conquistando territórios e ampliando mercados. Com o aumento da produção surgem as fábricas, com as fábricas surgem o proletariado. E toda uma lógica de consumo.&lt;br /&gt;            Taylor em seu livro, Princípio de administração científica, propõe a racionalização da produção, com a finalidade da produção em massa. Já Henry Ford introduz a linha de montagem na produção automobilística, que século XX se expande, a partir dos EUA, para todos os ambientes, visando mais eficiência.&lt;br /&gt;            O mundo só pensava em produzir para o consumo desenfreado. Sem consciência das agressões ambientais.&lt;br /&gt;            Ainda hoje, no século XXI, temos a ilusão de uma consciência ambiental. Separar o lixo ainda é uma luta, as pessoas têm preguiça. Ao invés de consertar um aparelho quebrado preferimos jogar fora (mas aonde é o fora?) e comprar um novo, porque a lógica capitalista afirma que é mais barato comprar um aparelho tecnológico novo, do que consertar. Realmente, arrumar fica caro, é mais vantajoso ter um aparelho novo com nova tecnologia, mas é vantajoso para quem? Aposto que para o nosso planeta e para os técnicos em conserto não.&lt;br /&gt;            Há duas semanas uma equipe de cientistas e ambientalistas partiu de São Francisco, nos EUA, em busca do que alguns chamam de "A Ilha do Lixo" – um redemoinho de lixo no Oceano Pacífico formado por mais de seis milhões de toneladas de plástico. O amontoado de lixo flutua à deriva entre a Califórnia e o Japão.&lt;br /&gt;            A que ponto chegamos? É como arrastar para debaixo do tapete a sujeira. Não temos aonde por em terra, joga-se no mar.&lt;br /&gt;            Segundo o site portaldomeioambiente.org.br, “o redemoinho foi descoberto em 1997 pelo oceanógrafo Charles Moore. Ele ignorou os alertas de não passar pela região, onde faltam ventos e correntes, e acabou descobrindo o acumulado de lixo. Durante a viagem, o oceanógrafo encontrou pedaços de garrafas, sacos plásticos, seringas e uma variedade enorme de outros objetos de plástico em vários estados de conservação, já que, devido à ação do sol e dos ventos, o material se desintegra em fragmentos pequenos que flutuam durante anos, obedecendo às correntes marítimas”.&lt;br /&gt;            Só para termos dimensão do lixo que está lá. Ele é duas vezes maior do que a superfície do estado norte-americano do Texas. É muito lixo!&lt;br /&gt;            Mais de uma década descoberto e ninguém fez nada para resolver o gigantesco problema. Porque o lixo está em águas internacionais, ou seja, não é do governo de nenhum país. Mas isso não significa que não influencie todos os países do mundo. Peixes estão morrendo, águas são poluídas, e o problema é de quem? Vamos olhar com mais carinho e consciência para o nosso lar, o nosso planeta!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-2176006819388612442?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/2176006819388612442/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=2176006819388612442' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/2176006819388612442'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/2176006819388612442'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2009/09/lixo-para-onde-vamos-manda-lo.html' title='Lixo: para onde vamos mandá-lo?'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-7089794016631302698</id><published>2009-08-30T09:21:00.000-07:00</published><updated>2009-08-30T09:25:00.123-07:00</updated><title type='text'>Tô Só</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;(Crônica de Hilda Hilst para o "Correio Popular" de Campinas-SP)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      &lt;span style="font-size:130%;"&gt;Vamo brincá de ficá bestando e fazê um cafuné no outro e sonhá que a gente enricô e fomos todos morar nos Alpes Suíços e tamo lá só enchendo a cara e só zoiando? Vamo brincá que o Brasil deu certo e que todo mundo tá mijando a céu aberto, num festival de povão e dotô? Vamo brincá que a peste passô, que o HIV foi bombardeado com beagacês, e que tá todo mundo de novo namorando? Vamo brincá de morrê, porque a gente não morre mais e tamo sentindo saudade até de adoecê? E há escola e comida pra todos e há dentes na boca das gentes e dentes a mais, até nos pentes? E que os humanos não comem mais os animais, e há leões lambendo os pés dos bebês e leoas babás? E que a alma é de uma terceira matéria, uma quântica quimera, e alguém lá no céu descobriu que a gente não vai mais pro beleléu? E que não há mais carros, só asas e barcos, e que a poesia viceja e grassa como grama (como diz o abade), e é porreta ser poeta no Planeta? Vamo brincá&lt;br /&gt;      de teta&lt;br /&gt;      de azul&lt;br /&gt;      de berimbau&lt;br /&gt;      de doutora em letras?&lt;br /&gt;      E de luar? Que é aquilo de vestir um véu todo irisado e rodar, rodar...&lt;br /&gt;      Vamo brincá de pinel? Que é isso de ficá loco e cortá a garganta dos otro?&lt;br /&gt;      Vamo brincá de ninho? E de poesia de amor?&lt;br /&gt;      nave&lt;br /&gt;      ave&lt;br /&gt;      moinho&lt;br /&gt;      e tudo mais serei&lt;br /&gt;      para que seja leve&lt;br /&gt;      meu passo&lt;br /&gt;      em vosso caminho.*&lt;br /&gt;      Vamo brincá de autista? Que é isso de se fechá no mundão de gente e nunca mais ser cronista? Bom-dia, leitor. Tô brincando de ilha.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;* Trovas de muito amor para um amado senhor - SP: Anhambi, 1959.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                                                       (Segunda-feira, 16 de agosto de 1993)&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-7089794016631302698?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/7089794016631302698/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=7089794016631302698' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/7089794016631302698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/7089794016631302698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2009/08/to-so.html' title='Tô Só'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-4355844432748171282</id><published>2009-08-30T09:08:00.000-07:00</published><updated>2009-08-30T09:10:00.867-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;“Irreconhecível&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Me procuro lenta&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Nos teus escuros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Como te chamas, breu?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Tempo.”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Hilda Hilst: Da Morte, Odes Mínimas&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-4355844432748171282?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/4355844432748171282/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=4355844432748171282' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/4355844432748171282'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/4355844432748171282'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2009/08/irreconhecivel-me-procuro-lenta-nos.html' title=''/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-5888877226373818975</id><published>2009-08-26T07:05:00.000-07:00</published><updated>2009-08-26T07:06:22.457-07:00</updated><title type='text'>Um quilo de sal</title><content type='html'>Por que muitas vezes nos sujeitamos às situações que nos causam desconforto? Será falta de personalidade em dizer não a tais situações?&lt;br /&gt;            Ela, por muito tempo, não sabia como agir... Segurava o desconforto. Angustiada, tentava não estourar. Mas sempre estourava, porque aquilo não fazia parte do seu universo. Ela não suportava mais o desgaste que ele provocava em sua vida. Não queria assumir que o melhor a fazer era jogar tudo para o alto e o mandar para “o raio que o parta”! Tomar uma atitude sempre é difícil, doloroso. Doloroso para quem toma a atitude, doloroso para quem toma o pé na bunda.&lt;br /&gt;            Mas quando a situação é insustentável não se tem muita escolha. Mudar é quase impossível. O mundo se tornou muito individualista, ninguém quer ceder, ninguém quer perder. Nesse grande jogo as regras não são claras, e o coração sempre sai ferido.&lt;br /&gt;            O que mais impressiona os sentimentos dela é a falta de sentimentos dele. Ele não tem caráter, não sabe que mentir compulsivamente é uma patologia.&lt;br /&gt;            Ela, as vezes estando com ele é triste (mesmo ele afirmando que nunca faz por mal). Está cansada de ouvir que ele é imaturo, parece que todos tentam encobrir o desvio de caráter dele. Ela tenta enxergar coisas boas. Mas as ruins acabam se sobressaindo em alguns momentos.&lt;br /&gt;            O que ela pode fazer? Qual atitude tomar em relação a ele?&lt;br /&gt;            Seria melhor dar um fim em tudo, seria o mais ajustado, o mais racional. Mas ela sofre, com as coisas do coração não há razão, não “rola” teorizar muito. É paixão, sentimento instintivo, bem-querer. O racional não se aplica ao amor.&lt;br /&gt;            A felicidade existe entre eles, apesar de não ser constante, mas o que é constante? O que é certo ou errado? Quem é dono da verdade absoluta para afirmar ou negar com certeza plena? Eles deveriam ser mais unidos em meio a esse mundo de desunião. Eles são jovens – e alguns podem até dizer – que são inexperientes. Mas eles têm esperança em um dia morarem juntos. Acreditam profundamente que a culpa da desunião é a diferença geográfica.&lt;br /&gt;                                                               * * *&lt;br /&gt;            (Só mais uma taça de vinho, já estou terminando essa história, que pode ser minha como pode ser sua).&lt;br /&gt;                                                               * * *&lt;br /&gt;            Ela é astuta, ele é de touro. Ele não tem regras, ela é metódica. Ambos são geniosos. E nenhum gosta de café. Mas acreditam que combinam na diferença. O relacionamento é como uma relógio analógico, você tem que conseguir acertar os ponteiros, apesar deles não serem iguais, eles tem que caminhar juntos (tanto os ponteiros como o relacionamento). Ou como um amigo cearense me disse uma vez: “manter um relacionamento é comer um quilo de sal junto!”. &lt;br /&gt;            O ser humano é um ser social, por natureza vive em comunidades se relacionando, sempre. Aí notamos como é antinatural o homem querer se individualizar cada vez mais, se isolar, e ficar sem uma parceira, ou parceiro. O caminho é o da compreensão, da tolerância, da partilha, da amizade sincera. Sim, amizade! Porque não existe um relacionamento amoroso sem você ser amiga (o) do seu amado (a). Enfim, companheirismo no sentido pleno da palavra.&lt;br /&gt;            Mais uma coisa eu soube por ai, resumindo toda esta história... Ela o ama, e ele a ama também. Morrem de saudades e de ciúmes. Outro dia me falaram que eles planejam se ver, sempre que possível, e continuar juntos.&lt;br /&gt;            P.S. 1: Esta é uma história fictícia. Qualquer semelhança é mero acaso.          &lt;br /&gt;            P.S. 2: Houve um erro de digitação no texto da semana passada, é Aldous e não Adous, “comi” o “l”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-5888877226373818975?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/5888877226373818975/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=5888877226373818975' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/5888877226373818975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/5888877226373818975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2009/08/um-quilo-de-sal.html' title='Um quilo de sal'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-2839645457444042031</id><published>2009-08-19T06:55:00.000-07:00</published><updated>2009-08-19T06:56:39.678-07:00</updated><title type='text'>Os admiráveis reality shows</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Na reta final, o reality show da Rede Record, A Fazenda, prova que a fórmula de agrupar pessoas reais e não personagens de um enredo ficcional dá certo.&lt;br /&gt;            Mas será que o enredo é realmente ficcional? Os cortes e as edições não  privilegiam alguns? Há quem diga que o ator, ex-global, cantor (?), Dado Dolabella é o favorito ao prêmio de um milhão de reais. Segundo o jornal Extra On Line, “a família do ator decidiu pagar para pessoas votarem pela permanência dele no programa numa lan house do Rio. Os votos pela web tem o mesmo peso dos feitos por SMS e pelo telefone.” Quando da disputa de Dado com Pedro Leonardo e Danni Carlos.&lt;br /&gt;            O engraçado é quando termina o programa ou se é eliminado, o discurso é sempre o mesmo, para todos o importante é participar. Ter uma experiência de vida única num programa televisivo! Mas o que vemos é o interesse pelo dinheiro, e pela fama (que também pode trazer dinheiro).&lt;br /&gt;            Mas se você pensa que isso é coisa de 10 anos para cá, está enganado.&lt;br /&gt;            O fenômeno dos reality surge nos anos 1970, nos Estados Unidos, quando uma série – An American Family – retrata o divórcio, e a declaração de homossexualismo por parte de um dos filhos. (Já podemos notar como o efeito surpresa, ou melhor, revelação dá o toque especial deste formato). Nos anos 1980 outros programas surgem, como COPS e The Real World (Na real, MTV). Em 1999 John de Mol patenteia o formato Big Brother. E aí a história nós conhecemos... Survivor ou No Limite, é só adaptar para o país e seguir a mesma fórmula! A TV brasileira importou vários reality: Aprendiz, Supernanny, Esquadrão da Moda, Troca de Família, Astros, Ídolos, 10 anos mais jovem... Tem para todos!&lt;br /&gt;            E qual é o motivo de tanto sucesso? Faço o mesmo questionamento em relação ao Orkut. Analisado chega-se a conclusão de que o Orkut é um reality com proporções menores, mas o mecanismo de superexposição é o mesmo. Parece-me que as pessoas sentem necessidade, ou até mesmo, carência em suas relações humanas reais. Desta forma projetam-se em um avatar ou em um profile, para suprir necessidades. Com os programas em formato reality é a mesma coisa, há essa projeção, porque os participantes são pessoas reais, que mostram a sua realidade. Fica mais fácil, a partir desta ideologia, prender a atenção do telespectador.  &lt;br /&gt;            O livro do escritor, hoje considerado cult, Adous Huxley, O Admirável Mundo Novo (1931), retrata através de uma “fábula” futurista uma sociedade completamente organizada, sob um sistema científico de castas. Não há vontade livre, abolida pelo condicionamento; a servidão seria aceitável devido a doses regulares de felicidade química e ortodoxias e ideologias seriam ministradas em cursos durante o sono. Olhando o presente, podemos imaginar um futuro semelhante em termos de avanços tecnológicos. Hoje a sociedade está organizada e fundamentada em torno dos aparatos tecnológicos, temos câmeras públicas em ruas, estradas, escolas, elevadores. E isso é demonstrado no livro. Então não é de se espantar achemos normal um bando de gente confinada, como gado mesmo, sendo filmada. Porque em nosso dia a dia já estamos sendo monitorados, e dê certa forma, também estamos confinados. A diferença está apenas na dimensão do espaço de confinamento.&lt;br /&gt;            Em um mundo no qual as pessoas se preocupam com assuntos alienantes e de pouco conteúdo emancipatório, não é de se assustar que no Top 10 da Internet quem está no topo das buscas é a Mulher samambaia, seguido do resumo das novelas. Do quase reality Edir Macedo e Campeonato Brasileiro. Do sonho: resultado da Mega Sena. Do fetiche: Juliana Paes. Das buscas funcionais como, futebol ao vivo e Climatempo.com.br. E as lanterninhas do Top  10, Ashley Tisdale (nunca tinha ouvido falar, dizem que é cantora) e Madonna (que nas últimas de net está se agarrando ao seu Jesus). Mais uma vez me pergunto e jogo para vocês se questionarem: Qual será o futuro desta sociedade?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-2839645457444042031?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/2839645457444042031/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=2839645457444042031' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/2839645457444042031'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/2839645457444042031'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2009/08/os-admiraveis-reality-shows.html' title='Os admiráveis reality shows'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-4862941387693134878</id><published>2009-08-12T09:00:00.000-07:00</published><updated>2009-08-12T09:03:01.767-07:00</updated><title type='text'>Agir intencionalmente bem</title><content type='html'>Gripe suína, dias dos pais, indulto, volta às aulas, Sarney... O que fazer? Sobre o que falar? O que realmente nos importa? Esta semana assisti em duas emissoras diferentes uma coisa que me chocou – deve ser porque eu tenho muito nojo ou porque é nojento mesmo –, africanos comem ratos, inteiros, tipo espetinho de rato! Por isso repito: o que nos importa?&lt;br /&gt;            O sistema econômico mundial não funciona. Muitos têm uma vida digna, milhares não sabem o que é dignidade. O ser humano está se esquecendo da própria  humanidade. Não nos importa mais quem é o outro, ou qual é a necessidade do outro.&lt;br /&gt;            O filósofo alemão Immanuel Kant no livro Fundamentação da Metafísica dos Costumes fala da moral, do agir moral, do que é eticamente correto (é claro que não é um livro tipo manual, como agir moralmente bem em cinco minutos). Grosso modo o livro trata destas questões.&lt;br /&gt;            Kant acredita que ter boa vontade é a condição de toda a moralidade. Não importa se você saciou a fome de dez pessoas ou de uma, o que importa é a boa intenção. A vontade é boa quando agimos por dever, e não conforme o dever (que pode não ser moralmente boa). Quando uma pessoa age conforme o dever, ela pode estar movida por interesses egoístas. É o caso do vendedor que é honesto com os clientes visando apenas o lucro. Ele não engana, não rouba, não viola as leis. Exteriormente e legalmente a sua ação está dentro daquilo que deve ser feito. Mas o que está por detrás deste ato é promover o seu próprio negócio. Segundo Kant ele não agiu moralmente bem, porque, a sua ação foi apenas um meio para atingir um fim pessoal.&lt;br /&gt;            O valor moral de uma ação está sempre na intenção, logo, moralidade e legalidade – para Kant – não são sinônimos. Explicando: se a moralidade são as ações realizadas por dever, a legalidade engloba as ações que estão em conformidade com o dever, e que podem muito bem terem sido realizadas com fins egoístas. Para o filósofo, o que deve determinar o agir é a lei moral. Essa lei moral é constituída pelos nossos valores morais. Não se trata de saber se devo mentir ou não devo. Trata-se de encontrar o que está na base da minha opção pela mentira ou pela honestidade.&lt;br /&gt;             "Age apenas segundo uma máxima tal que possas ao mesmo tempo querer que ela se torne lei universal", ou seja, não faça nada que não possa ser adotado como exemplo para o mundo. Assim, a fórmula kantiana não nos diz para agirmos desta ou daquela maneira, não nos dá o conteúdo da lei, apenas nos indica a forma como devemos agir.&lt;br /&gt;            Contudo, nos dias atuais notamos que está cada vez mais distante de nossa realidade seguir uma vida moralmente plena. Agir conforme o dever, apenas porque tem que se agir desta forma acaba sendo a regra. Não usamos a nossa Razão, e nos esquecemos dos valores morais.&lt;br /&gt;            Infelizmente a maioria das pessoas só se interessa em ajudar o próximo visando um meio para obter algo. Com isso o ser humano acaba sendo instrumentalizado. Ele é um degrau a ser subido para se chegar ao topo, ao tão esperado sucesso.&lt;br /&gt;            A regra do dia é ser bem sucedido, ganhar bem, mesmo que para isso precise passar por cima de outras pessoas. Desta forma, não vemos o outro como um ser igual, um ser humano. Vemos como um objeto, uma coisa. Assim, ele acaba coisificado pelo sistema, e ao ser coisificado, vira um número, um dado nas estatísticas.&lt;br /&gt;            E qual a solução para este fim terrível? A meu ver, temos que ter uma boa educação e uma boa formação moral, com valores e virtudes bem definidos, para termos condições de identificar as mazelas de nossa sociedade vigente. O começo para a mudança é prestar mais atenção naqueles que estão ao nosso lado, e assim por diante, como em uma corrente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-4862941387693134878?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/4862941387693134878/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=4862941387693134878' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/4862941387693134878'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/4862941387693134878'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2009/08/agir-intencionalmente-bem.html' title='Agir intencionalmente bem'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-406142777672805823</id><published>2009-08-05T17:21:00.000-07:00</published><updated>2009-08-05T17:22:03.408-07:00</updated><title type='text'>Ida ao teatro: Obscena Senhora D</title><content type='html'>Impresso sobre a peça impecável. Boa fotografia, bom resumo. Boas expectativas sobre a peça. Há alguns anos sou fã, se assim pode se dizer, de Hilda Hilst (escritora de Jaú, conhecida mais no mundo do que no Brasil). Seria uma honra ver uma encenação de “Obscena Senhora D”.&lt;br /&gt;            Munida do meu ingresso de estudante – sim, ainda sou estudante, mesmo sendo professora – fui ao SESC na última quinta-feira. Gosto do SESC acho que lá as coisas funcionam, uma amiga me transportou (lembrem-se ainda estou me reabilitando), parou na vaga de deficientes para eu não ter que andar tanto. E não é que as coisas lá funcionam mesmo! Logo que descemos as escadas o guardinha correu dizendo que a vaga era para deficientes, eu expliquei o caso, falei do joelho operado e ele disse: Mas e se a polícia passar? O carro não tem adesivo de deficiente! Eu fiquei com isso na cabeça, e cheguei a conclusão de que eu mesma não tenho carro próprio! Então essas vagas são apenas para deficientes com carro próprio? Se uma amiga te leva ela não tem direito de estacionar ali?&lt;br /&gt;            Chegamos quinze minutos antes do horário. Como não haviam lugares marcados entrei na fila. Entramos no teatro, aconchegante, com o problema de não ser inclinado, ou seja, quem estava na quarta fileira – meu caso – já não enxergava muita coisa. A Obsecena Senhora D. já estava no palco, mas as luzes ainda estavam acesas. Nisso uma senhora, quase obscena, levanta e faz o seu ato. Dizendo que estava incomodada com o barulho, e que a peça já havia começado (para ela poderia ser). No entanto, a peça não havia começado de fato. Mas a Obscena Senhora D. já provocava o público presente. Isto é o mais legal e interessante do teatro, ele incomoda, provoca, instiga, e o público participa. O ator encena diante do público mesmo, e não diante de um aparato tecnológico, como os atores de cinema e tv.&lt;br /&gt;            Apagaram-se as luzes e a peça começou. Todo um frisson tomou conta daquela sala, as pessoas estavam inquietas e não sabiam qual reação ter diante da atriz que encenava Hillé ou Senhora D. Alguns riam, outros ficavam parados. A minha dúvida é se riam porque achava engraçado ou achava que deveria rir. Logo as indagações metafísicas surreais tomaram o tom: "E o que foi a vida? Uma aventura obscena, de tão lúcida". As pessoas presentes se inquietavam nas poltronas, tentavam entender o monólogo que estava diante dos seus olhos. A atriz provocava, estava impecável como a obscena. No vão da escada de sua casa escura, essa obscena Senhora D. nos contempla através dos buracos dos olhos das máscaras. Para falar "dessa coisa que não existe mas é crua e viva, o Tempo", para cuspir em nosso rosto a pequenez, a perdição humana, para dizer que "ninguém está bem, estamos todos morrendo". Enquanto se dissolvem no aquário peixes pardos recortados em papel. O monólogo aguça ainda mais a imaginação do público, temos que montar mentalmente a narrativa e as cenas. Contudo a peça não fica cansativa e nem vulgar, apesar de obscena. Sons, gritos, urros, rouquidões. Impossível aventurar-se no texto de Hilst sem entrega. Inútil munir-se apenas das armas da razão. Hipnótico, o discurso envolve como águas – às vezes lodosas, às vezes claras – e numa vertigem nos arrasta, de susto em susto, cada vez mais para perto daquilo onde tudo pode acontecer. Traiçoeiras e sensuais, as palavras ofegam e palpitam, como se tivessem carne, sangue, músculos, nervos, ossos. Sempre se pode gostar de porcos. Gostar de gente, também. Espero que depois de terem assistido a essa peça ninguém tenha saído ileso. Como não se sai, afinal, da própria vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-406142777672805823?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/406142777672805823/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=406142777672805823' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/406142777672805823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/406142777672805823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2009/08/ida-ao-teatro-obscena-senhora-d.html' title='Ida ao teatro: Obscena Senhora D'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-561055616067116241</id><published>2009-08-03T12:23:00.001-07:00</published><updated>2009-08-03T12:23:53.266-07:00</updated><title type='text'>Terapia para todos!</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;Fazer terapia devia ser direito de todos. Sempre pensei que fazer análise devia ser serviço prestado pelo SUS. Terapia é muito caro, uma sessão custa em média cem reais. Quem pode pagar? Apenas pessoas que ganham razoavelmente bem, ou seja, os mais favorecidos na esfera social. Contudo, há alguns lugares, como universidades, que oferecem esse serviço a preços mais acessíveis (geralmente com estudantes de psicologia).&lt;br /&gt;            Outra coisa. Infelizmente em nosso país muitas pessoas (o senso-comum) têm preconceitos enraizados – desde não sei quando – que mistificam a prática de ser analisado. A maioria acredita que quem procura ajuda psíquica ou é louco ou não tem capacidade de resolver os próprios problemas. Mas não é nada disso.&lt;br /&gt;            É muito interessante você marcar um horário, posicionar as suas idéias, falar e, principalmente, se escutar. O exercício de escutar a si mesmo é o lance mais importante. Quando paramos e nos escutamos podemos refletir a atitude que tomamos frente a um determinado problema ou situação. Quem nunca fez terapia fica imaginando e geralmente não entende quem faz.&lt;br /&gt;            Um alerta importante: se você quiser fazer terapia, procure se informar e pesquisar se o profissional escolhido é capacitado, e se estudou todas as vertentes do comportamento humano. Temos que tomar cuidado para não cair em armadilhas, ou em golpes de pessoas oportunistas.&lt;br /&gt;            Aqui no Brasil temos, em linhas gerais, a Psicoterapia Comportamental; a Breve (foca no problema atual); a Psicoterapia Corporal (trabalho com o corpo); a Psicanalística (Freud e seus seguidores) e a Psicoterapia Junguiana (baseada em Jung, dissidente de Freud).&lt;br /&gt;                                                                *  *  *&lt;br /&gt;            Neste mundo moderno, no qual a velocidade e as relações inter-pessoais são fragmentadas e interesseiras, a terapia se torna imprescindível. O problema desta velocidade do mundo moderno em relação à terapia é justamente o seu “tempo de tratamento”. Muitos acham um absurdo fazer terapia por anos e anos, é mais fácil tomar um comprimido com ação imediata, dormir e esquecer as suas angustias, ao invés entender o porquê, o motivo que gera a angustia ou o trauma.&lt;br /&gt;            Temos temores e inquietações que muitas vezes não sabemos nem de onde surgem. A solidão nos assola mesmo quando estamos no meio da multidão.&lt;br /&gt;            A modernidade traz esse sentimento de pequenez diante da grandeza do mundo. Não nos entendemos e nem entendemos o outro. Georg Lukács em seu livro, A teoria do Romance (1916) – mesmo sendo considerado teoria literária – analisa o homem dentro do contexto das suas produções literárias; da epopéia ao romance.&lt;br /&gt;            Lukács &lt;a href="http://pt.shvoong.com/tags/romance/"&gt;&lt;/a&gt;fala-nos de um tempo em que não havia necessidade de filosofia, porque todas as explicações eram encontradas nos mitos. Esse era um tempo sem dúvidas, portanto, sem necessidade de respostas. O mundo era um universo fechado. Já o mundo atual ganhou em abrangência e incoerências, e o homem conheceu a solidão. É a ruptura entre o sujeito e seu mundo, o momento em que a totalidade deve ser buscada, em meio a um ambiente fragmentado.&lt;br /&gt;            Cito esse ensaio de Lukács por achar pertinente a discussão, e integrar o lado positivo do tratamento psicológico nos dias de hoje. Porque muitas destas neuroses, ansiedades e angustias que muitos médicos tratam com anti-depressivos (tarja preta) podem ser resolvidas na terapia. Na França é assim, o serviço público de saúde tratam muitas patologias com a terapia. Estudos de lá comprovam a eficácia do tratamento. Fora que reduz custos com medicamentos. O Estado adora redução de custos e de leitos em hospitais, poderia aderir a terapia para todos!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-561055616067116241?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/561055616067116241/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=561055616067116241' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/561055616067116241'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/561055616067116241'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2009/08/terapia-para-todos.html' title='Terapia para todos!'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-2997936208438462778</id><published>2009-07-26T19:12:00.000-07:00</published><updated>2009-07-26T19:13:50.181-07:00</updated><title type='text'>Antecedentes: o movimento dadaísta (ou o espírito dadaísta)</title><content type='html'>O chamado movimento dadaísta era um movimento artístico e literário com um pendor niilista, que surgiu por volta de 1916, em Zurique, acabando por se espalhar por vários países europeus e também pelos Estados Unidos. Embora se aponte 1916 como o ano em que o romeno Tristan Tzara, o alsaciano Hans Arp e os alemães Hugo Ball e Richard Huelsenbeck seguiram novas orientações artísticas. E 1924 como o final desse caminho, a verdade é que há uma discrepância destas datas, quer ao início, quer ao final deste movimento, ou como preferem os seus fundadores, desta “forma de espírito”.&lt;br /&gt;            O movimento Dada – os seus fundadores recusam o termo Dadaísmo já que o ismo aponta para um movimento organizado que não é o seu – surge durante e como reação à I Guerra Mundial. Os seus alicerces são os da repugnância por uma civilização que atraiçoou os homens em nome dos símbolos vazios e decadentes.&lt;br /&gt;            Este desespero faz com que o grande objetivo dos dadaístas seja fazer tábua rasa de toda a cultura já existente, especialmente da burguesa, substituindo-a pela loucura consciente, ignorando o sistema racional que empurrou o homem para a guerra.&lt;br /&gt;            Dada reivindica liberdade total e individual, é anti-regras e ideais, não reconhecendo a validade, nem do subjetivismo, nem da própria linguagem. A sua “nomenclatura” pode ser um exemplo, no qual, Dada, que Tzara diz ter encontrado ao acaso num dicionário e não significa nada. Mas ao não significar nada, significa tudo.&lt;br /&gt;            Estes tipos de posições paradoxais e contraditórias são características deste movimento que reclama  não ter história, tradição ou método. A sua única lei é uma espécie de anarquia sentimental e intelectual que pretende atingir os dogmas da razão. Cada um dos seus gestos é um ato de polemica, de ironia mordaz, de inconformismo. É necessário ofender e subverter a sociedade. Essa subversão tem dois meios: o primeiro  os próprios textos, que embora sejam concebidos como forma de intervenção direta, eram publicados nas revistas do movimento como Der Dada, Die Pleite, Der Gegner ou Der blutige Ernst, entre muitas outras. O segundo, o famoso Cabaret Voltaire, em Zurique, cujas sessões eram consideradas escandalosas pela sociedade da época verificando-se freqüentes insultos, agressões e intervenções policiais.&lt;br /&gt;            Não é fácil definir Dada. Os próprios dadaístas contribuem dificultando. As afirmações contraditórias não permitem um consenso já que, enquanto consideram que definir Dada era anti-Dada, tentam constantemente fazê-lo. No primeiro manifesto, Tzara, afirma, que ser contra este manifesto significa ser dadaísta (!), o que confirma a arbitrariedade e a inexistência de cânones e regras neste movimento.&lt;br /&gt;            Os Dada procuram dissuadir os críticos, mais do que definir algo. Jean Arp, artista plástico francês ligado ao movimento de Zurique, ridiculariza a metodologia crítica escrevendo, que não era, nem nunca seria credível qualquer história deste movimento já que, para ele não eram importantes as datas, mas sim o espírito que já existia antes do próprio nome. Além disso Tzara afirma ser contra sistemas. O sistema mais aceitável é, por princípio, não ter nenhum.&lt;br /&gt;            Eles, também, são conscientemente subversivos. Ridicularizam o gosto convencional e tentam deliberadamente desmantelar as artes para descobrir em que momento a criatividade e a vitalidade começam a divergir: o que é  destrutivo e construtivo, frívolo e sério, artístico e anti-artístico.&lt;br /&gt;            Embora se tenha espalhado por quase toda a Europa, o movimento Dada tem os núcleos mais importantes em Zurique, Berlim, Colônia e Hanover. Todos eles defendem a abolição dos critérios estéticos, a destruição da cultura burguesa e da subjetividade expressionista reconhecendo, como caminhos a seguir, a  dessacralização da arte e a necessidade do artista ser uma criatura do seu tempo, no entanto, há uma evolução diferenciada nestes quatro núcleos.&lt;br /&gt;            O núcleo de Zurique – o mais importante durante a guerra – foi muito experimentalista e provocatório, embora um pouco restrito ao círculo do Cabaret Voltaire. Deste núcleo surgem duas das mais importantes inovações dadaístas: o poema simultâneo e o poema fonético. O poema simultâneo consiste na recitação simultânea do mesmo poema em várias línguas; o poema fonético, desenvolvido por Ball, é composto unicamente por sons, com predominância de sons vocálicos. Nesta última composição a semântica é completamente posta de parte. Já que o mundo não faz sentido para os dadaístas, a linguagem também não terá de fazer.&lt;br /&gt;            Estes tipos de composições, juntamente com o poema visual, também assente  em princípios simultâneos, e a colagem, primeiro utilizada nas artes plásticas, são as grandes inovações formais deste movimento. O grupo de Berlim, mais ativo depois da guerra, está profundamente ligado às condições socio-políticas da época. Ao contrário do núcleo de Zurique realiza intervenções politizantes, próximas da extrema esquerda, do anarquismo e da proletkult (cultura do proletariado). Apesar de tudo, os próprios Dada têm consciência da sua anarquia para aderir a um partido político e que a responsabilidade pública era inconciliável com o espírito dadaísta. Os núcleo de Colônia e Hanover são menos significativos.&lt;br /&gt;            Os Dada destacam-se da sociedade em que estão inseridos pela revolta, pelos valores expressos nas suas obras, pelas convicções que defendem e pelas contradições que apresentam, muitas vezes exemplo da vitalidade e humor dos criadores.&lt;br /&gt;            O movimento tornou-se muito popular em Paris, para onde Tzara vive depois da guerra. Na capital francesa, ao contrário de Berlim e Nova Iorque, desenvolve-se bastante no campo literário. Esta ligação foi muito importante para a gênese do surrealismo que acaba por absorver o movimento  no início da década de vinte, do século XX.&lt;br /&gt;            As fronteiras entre os movimentos Dada e surrealista são tênues, embora  se oponham. O surrealismo mergulha as suas raízes no simbolismo, enquanto Dada se aproxima mais do romantismo. O primeiro é nitidamente politizado, enquanto o segundo é, na generalidade apolítico (com exceção do grupo de Berlim).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Este é um trecho da minha - quase lendária - dissertação de mestrado em Filosofia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-2997936208438462778?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/2997936208438462778/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=2997936208438462778' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/2997936208438462778'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/2997936208438462778'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2009/07/antecedentes-o-movimento-dadaista-ou-o.html' title='Antecedentes: o movimento dadaísta (ou o espírito dadaísta)'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-5321928251757031731</id><published>2009-07-24T08:34:00.001-07:00</published><updated>2009-07-24T08:37:27.354-07:00</updated><title type='text'>motivar</title><content type='html'>Estou muito bem hoje, acordei com vontade de mudar e motivar.&lt;br /&gt;A mudaça já começou e, com certeza, irá transformar a minha vida substancialmente.&lt;br /&gt;                              * * *&lt;br /&gt;O limite é importante, não existe vida social sem limites. Ao transpor limites esbarramos na subjetividade do outro. E temos o risco de magoar.&lt;br /&gt;                              * * *&lt;br /&gt;Respeito e cuidado são virtudes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-5321928251757031731?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/5321928251757031731/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=5321928251757031731' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/5321928251757031731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/5321928251757031731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2009/07/motivar.html' title='motivar'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-392911148590418385</id><published>2009-07-23T13:56:00.000-07:00</published><updated>2009-07-23T13:58:03.985-07:00</updated><title type='text'>passos</title><content type='html'>sigo em frente, ou volto um passo atrás?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;prosseguir?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(o medo e a coragem caminham juntos)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-392911148590418385?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/392911148590418385/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=392911148590418385' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/392911148590418385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/392911148590418385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2009/07/passos.html' title='passos'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-822818780673061115</id><published>2009-07-22T10:27:00.000-07:00</published><updated>2009-07-22T10:28:06.722-07:00</updated><title type='text'>Experiência empírica</title><content type='html'>Estava pensando no decorrer destes dias no que escrever. O que seria interessante e ao mesmo tempo enriquecedor? De sexta para cá estive zanzando por ai e acabei encontrando o meu tema.&lt;br /&gt;            Como eu já disse em um texto anterior, “estou meio paradinha”, por causa de uma cirurgia no joelho que eu me submeti há quase 30 dias. Desta forma, sou uma “deficiente” temporária (já posso circular por aí com a minha muletinha).&lt;br /&gt;            Mas aonde eu quero chegar contando a vocês sobre a minha vida pessoal? Chegarei lá.&lt;br /&gt;            Na última sexta-feira, fui com a nossa colunista Camila à casa noturna Santa Madalena prestigiar a banda bauruense Move Over. Achei que seria moleza. Logo na entrada fui surpreendida com o primeiro obstáculo: uma escada!&lt;br /&gt;            Subi com a ajuda da minha fiel muleta e com a paciência da Camila.&lt;br /&gt;            O segundo obstáculo era cruzar o bar rumo ao camarim da banda.&lt;br /&gt;            Na minha cabeça as pessoas iriam ver que eu estava de muleta e abririam caminho. Tolice. Tinha que parar e cutucar as pessoas para poder abrir caminho.&lt;br /&gt;            No fim da noite fomos pagar os cartões de consumo, e uma garota pediu para passar na minha frente, eu deixei, a Camila ficou indignada com a falta de bom senso da menina.&lt;br /&gt;            No dia seguinte fiquei pensando sobre a minha aventura. E cheguei à triste conclusão de que um cadeirante, logo de cara, já não poderia assistir ao show da Move Over. A casa noturna, como muitas outras – para não falar todas – não tem acesso para deficientes. Uma pessoa que é impossibilitada de subir escadas teria que ser carregada para ter acesso ao palco. Na minha opinião, seria um tipo de humilhação depender de alguém para entrar em uma balada. Seria muito mais justo e humano ter acesso facilitado.&lt;br /&gt;            Conversando com um amigo advogado, ele afirmou que casas noturnas, bares, enfim, lugares que as pessoas freqüentam, só terão obrigatoriedade por lei em facilitar o acesso em 2013. Até lá as pessoas portadoras de necessidades especiais ficam sem ir à esses lugares?&lt;br /&gt;            No domingo tive outra experiência, que seria normal e corriqueira: fui ao supermercado. Como ainda não posso dirigir fui com a minha mãe. Falei para ela parar na vaga de deficientes. Justo, já que tenho certa dificuldade em caminhar. O supermercado Confiança Max possui duas vagas para deficientes ao lado do quiosque do MacDonald’s, o que leva a maioria das pessoas pensarem que são vagas que ninguém usa, e não há mal nenhum em estacionar ali. No lado oposto do estacionamento há vagas para idosos, e eu vi muitos não-idosos estacionados ali.&lt;br /&gt;            Essas atitudes me levam a crer que as pessoas não têm bom-senso. O bom-senso nos dias de hoje é uma postura tão cara, que se configura como uma Virtude.&lt;br /&gt;            Enfim, entrei no mercado e fiz a compra. Só que no decorrer me deu vontade de ir ao banheiro (coisa mais normal do mundo): outro transtorno.&lt;br /&gt;            Estava perto das bebidas e entrei no banheiro mais próximo, e era para deficientes. Claro que estava trancado à chave (nada pode ser fácil nesta vida). Pedi ao funcionário a chave, que mais parecia um bem precioso guardado em cofre. Cinco minutos depois ele aparece (contei no relógio). Numa dessas se estivesse muito apertada...&lt;br /&gt;            Achei que a missão “banheiro” já estava concluída quando olhei para o vaso sanitário e estava totalmente sujo (eu sei que não é legal falar sobre isso). Usem a criatividade e imaginem o “sujo”. A missão foi abortada por motivos óbvios.&lt;br /&gt;            Muitos podem pensar: O que essa menina quer saindo por ai? Por que não fica em casa? Ela está doente, não pode sair. Mas a verdade é que não estou doente, estou me recuperando, e parte da minha reabilitação é ter uma vida normal. O problema é que a configuração da mentalidade da nossa sociedade dificulta ainda mais o que já é difícil.&lt;br /&gt;            Vamos tentar ser menos egoístas, porque não sabemos o que nos aguarda no futuro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-822818780673061115?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/822818780673061115/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=822818780673061115' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/822818780673061115'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/822818780673061115'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2009/07/experiencia-empirica.html' title='Experiência empírica'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-7038515486320498996</id><published>2009-07-16T08:42:00.000-07:00</published><updated>2009-07-16T09:08:12.122-07:00</updated><title type='text'>divagações...</title><content type='html'>é tão ruim ficar parado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o tédio,&lt;br /&gt;a tristeza,&lt;br /&gt;estão me consumindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;queria carinho,  o seu.&lt;br /&gt;mas quem é você?&lt;br /&gt;pode me oferecer aquilo que eu busco?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;estou a sua espera,&lt;br /&gt;não demore...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-7038515486320498996?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/7038515486320498996/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=7038515486320498996' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/7038515486320498996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/7038515486320498996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2009/07/divagacoes.html' title='divagações...'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-2876737451342237254</id><published>2009-07-15T09:58:00.000-07:00</published><updated>2009-07-15T09:59:03.683-07:00</updated><title type='text'>Preguiça das relações</title><content type='html'>Hoje em dia temos – nitidamente – preguiça em nos relacionarmos com as pessoas. É muito mais fácil ficarmos reclusos no mesmo “grupinho” e não nos aventurarmos em novas relações pessoais (reais).&lt;br /&gt;            Um dos fatores que elevam o índice das pessoas não se interessarem mais no conhecer, no relacionar-se é a Internet. Mas aí você pode dizer: Mas com a Internet podemos conhecer pessoas, mandar e-mails, bater-papo. Sim, podemos fazer tudo isso e muito mais. Contudo as relações são superficiais.&lt;br /&gt;            Não há o contato, a troca de olhares ou a cumplicidade de uma relação mutua entre as pessoas. Esse contato verdadeiro, não virtual, está cada vez mais escasso, as pessoas se limitam, e essa limitação é confortável. Se não queremos falar com determinada pessoa, ao invés de resolvermos o nosso problema com ela, simplesmente, a bloqueamos ou deletamos.&lt;br /&gt;            A Internet é uma ferramenta, e não uma condição para nos inter-relacionarmos uns com os outros. Ela limita e corrompe. Porque o que fazemos no mundo virtual queremos transpor para a realidade. A realidade, que deve ser tomada como verdade, está sendo subjugada pela virtualidade.&lt;br /&gt;            Outro problema do mundo virtual está ligado à criminalidade. A maioria das pessoas acredita que as leis do mundo real não se aplicam ao mundo virtual. Criam um avatar, um fake, e podem tudo. Estão legalmente protegidos em suas casas diante do aparato tecnológico. É a partir desta mentalidade que casos de pedofilia cresceram tanto. A pedofilia sempre existiu no mundo, esse tipo de perversão é antiguíssimo. Mas com as possibilidades oferecidas pela virtualidade, a pedofilia, aumentou. Em uma reportagem do programa CQC (exibido às segundas, pela Band), na qual simulavam o quarto de uma adolescente de 15 anos, numa sala de bate-papo, vários homens maduros procuravam falar com a menina, e o único assunto era sexo e a exibição do órgão genital para sexo virtual. No mínimo asqueroso.&lt;br /&gt;            A meu ver isso é resultado dessa preguiça das relações, é muito mais fácil sexo virtual do que real, para pessoas sem conteúdo e com esse grau de perversão.&lt;br /&gt;            Os e-mails, por exemplo, são uma ótima ferramenta. Não apenas para nos comunicarmos, mas para divulgarmos eventos também. O perigo é o de se tornar uma forma para não se indispor com as pessoas, como nos bate-papos. Como assim? Ao invéz de solucionarmos uma situação frente-a-frente, mandamos um e-mail. É uma forma rápida de não ignorar o outro e ao mesmo tempo se livrar da situação indesejada. O perigo é se instaurar uma frieza, comparada ao fascismo.&lt;br /&gt;            As pessoas preferem dizer, “melhor não”, do que serem autênticos e sinceros. Acreditam que seja melhor falar por meias verdades do que na totalidade da verdade. Isso demonstra um traço de falta de personalidade. É mais fácil agir desta forma, porque conviver é difícil.&lt;br /&gt;            Viver em sociedade é comprometer-se. Fundamentalmente se comprometer com o outro, porque ninguém, por mais que queira, consegue viver sozinho e isolado completamente.&lt;br /&gt;            Nos dias de hoje esse comprometer-se é substituído de forma “higiênica”, pelos aparatos tecnológicos.  E também, por causa do alto índice de criminalidade nos fechamos ainda mais. Não damos mais as mãos com medo de que nos levem o braço. Contudo, se pensarmos desta forma ficaremos sem nos relacionarmos. Como na letra exemplar de rap, A vida é desafio, dos Racionais Mc’s: “mundo moderno, as pessoas não se falam, ao contrário, se calam, se pisam, se traem, se matam”. Temos que mudar essa realidade, antes que nos tornemos seres não humanos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-2876737451342237254?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/2876737451342237254/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=2876737451342237254' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/2876737451342237254'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/2876737451342237254'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2009/07/preguica-das-relacoes.html' title='Preguiça das relações'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-2880292264131146080</id><published>2009-07-12T17:14:00.000-07:00</published><updated>2009-07-12T17:27:37.088-07:00</updated><title type='text'>ciclos</title><content type='html'>mais uma vez recomeço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é duro cair na real de que aquilo que idealizamos como o ideal, desmorone.&lt;br /&gt;há ruinas.&lt;br /&gt;há cacos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;as vezes temos que renunciar mesmo gostando, mesmo amando.&lt;br /&gt;não é sempre que amar é sinonimo de felicidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-2880292264131146080?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/2880292264131146080/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=2880292264131146080' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/2880292264131146080'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/2880292264131146080'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2009/07/ciclos.html' title='ciclos'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-2303831688587203459</id><published>2009-07-08T07:41:00.000-07:00</published><updated>2009-07-08T07:42:24.663-07:00</updated><title type='text'>Qual o valor?</title><content type='html'>Há algum tempo estou lendo um livro do Dostoievski, Os Demônios. Digo algum tempo remetendo um longo período, coisa que não é da minha preferência. Gosto de começar e terminar rapidamente as minhas leituras. Contudo, com tantas coisas e “prioridades” o livro não ficou nem em segundo, mas em décimo plano.&lt;br /&gt;            Como algumas pessoas que me cercam já sabem, estou paradinha – literalmente parada – por conta de uma cirurgia. Aí que a leitura volta a ter um destaque.&lt;br /&gt;            Enfim, pela manhã, lendo, encontrei uma passagem muito sugestiva para os nossos dias, que demonstra toda a atualidade e genialidade profética de Dostoievski (um dos maiores romancistas da literatura russa e um dos mais inovadores artistas de todos os tempos). A passagem é a seguinte:&lt;br /&gt;            “Toda a dúvida está apenas em saber: o que é mais belo, Shakespeare ou um par de botas, Rafael ou o petróleo?”&lt;br /&gt;            A frase me deixou, literalmente, de orelha em pé.&lt;br /&gt;            A título de esclarecimento, o livro Os demônios foi escrito através da motivação de um episódio verídico: o assassinato do estudante russo I. I. Ivanov pelo grupo niilista (em linhas gerais é a desvalorização e a morte do sentido, a ausência de finalidade e de resposta ao “porquê”) liderado por S. G. Nietcháiev em 1869. Um ano depois o livro foi concebido, com fins assumidamente panfletários. &lt;br /&gt;            O autor analisando o crime cometido pelo grupo niilista profetiza o que acontecerá posteriormente no século 20. Ele consegue vislumbrar os cruéis fanatismos de Hitler e Stálin. Desta forma, os demônios do título do livro são traduzidos como a violência, a ignorância, o terrorismo e a impostura ideológica. Estes demônios alegóricos mesmo no nosso século, o 21, continuam vivos sob novos disfarces.&lt;br /&gt;            Mas e a frase que eu escolhi? Por que me deixou de orelha em pé?&lt;br /&gt;            Em minha opinião ela retrata não só o que se passava nas pessoas, ditas práticas, do final do século 19. Mas ainda em nosso tempo muitos pensam: o que é mais importante, uma obra de arte ou um barril de petróleo?&lt;br /&gt;            O belo, o moralmente belo, está há muito tempo em decadência. Muitos – e muitos que eu digo podem se dizer muitos povos – se importam muito mais com as cifras e o poder do capital, do que com a beleza.&lt;br /&gt;            Shakespeare não tem a mesma utilidade – e ser útil é muito importante – de um par de botas. O importante é o valor de uso, de uso literal. Assim muitos podem achar mais importante um par de botas do que ler e entender, efetivamente, Shakespeare.&lt;br /&gt;            Mas por qual motivo deixamos de acreditar no abstrato em nome do útil?&lt;br /&gt;            Passamos a dar mais valor àquilo que é útil, na medida em que o capital se tornou essencial. Quando passamos a nos sentir bem consumindo um produto concreto. Ou seja, um produto que podemos mostrar às outras pessoas. A sociedade capitalista tornou-se exibicionista e arrogante.&lt;br /&gt;            Seguindo essa linha, não podemos mostrar, de fato, o livro de Shakespeare que acabamos de ler. Mas podemos mostrar o carro zero km., financiado em várias parcelas. É isso o que realmente importa, infelizmente, em nossa sociedade. Mesmo se você não tenha dinheiro para pagar todas as parcelas do financiamento, quem se importa? Mas você está figurando pelas ruas com o seu carro zero.&lt;br /&gt;            Na sociedade contemporânea capitalista é assim. Já afirmava Guy Debord no seu livro A sociedade do espetáculo (1967), a mercadoria virou espetáculo. A arte e a beleza não cumprem mais o seu papel conciliador na sociedade.&lt;br /&gt;            Debord explica que o espetáculo é uma forma de sociedade em que a vida real é pobre e fragmentária, e os indivíduos são obrigados a contemplar e a consumir passivamente as imagens e as mercadorias de tudo o que lhes falta em sua existência real. Fica a reflexão: Como mudar algo já estabelecido e consentido por todos?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-2303831688587203459?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/2303831688587203459/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=2303831688587203459' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/2303831688587203459'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/2303831688587203459'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2009/07/qual-o-valor.html' title='Qual o valor?'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-3648165783406129518</id><published>2009-07-01T09:47:00.000-07:00</published><updated>2009-07-01T09:48:20.520-07:00</updated><title type='text'>Os Movimentos Feministas: resistências verbais e não verbais</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Sim, movimentos no plural. Descobri que não existe apenas um movimento feminista. Ao longo da história podemos notar várias manifestações pela igualdade das mulheres, configurando, assim, no plural.&lt;br /&gt;      Na Grécia Antiga a importância das mulheres era equivalente a dos escravos. Porque cidadão mesmo era só do sexo masculino e nascido por lá. Somente estes podiam participar da chamada democracia ateniense e ter a palavra na ágora (praça principal símbolo da democracia direta). Ou seja, para as mulheres nada.&lt;br /&gt;      Já na Roma Antiga elas eram consideradas perigosas. Principalmente quando tentavam reverter a situação vigente. Como no caso do uso dos transportes públicos. Porque os transportes públicos daquela época eram restritos aos homens-cidadãos. Mulher não era cidadã, logo, não podia usar esse serviço. Para todo lugar que a mulher romana queria se locomover tinha que ser a pé. Revoltadas marcaram hora com o Senado. Expuseram a situação. Mas não deu em nada. Continuaram a pé. O Senado Romano achou perigoso demais deixarem as mulheres se locomoverem usando os meios de transportes públicos, pois se abrissem essa exceção logo elas reivindicariam outras melhorias.&lt;br /&gt;      No longo período da Idade Média, ao contrário do que muitos podem pensar, o espaço de atuação política da mulher era maior. Elas atuavam em quase todas as profissões, e algumas freqüentavam universidades. Infelizmente na Renascença houve retrocesso e a caça às bruxas – milhares de mulheres foram queimadas vivas. Quem não se lembra de Joana d`Arc?&lt;br /&gt;      Todas essas primeiras vozes de contestação feminina que a história moderna registra se dirigem justamente contra a desigualdade sexual no acesso à educação e ao trabalho. As mulheres não queriam nada de extraordinário, não queriam tomar o poder de ninguém, apenas queriam e querem ser iguais.&lt;br /&gt;      Uma das formas de resistência e contestação feminina, não verbal, se configura quanto ao vestuário. É curioso notarmos que hoje as nossas roupas derivam, em parte, do estilo adotado pelas mulheres das classes média e operária do século 19, cujo comportamento não correspondia ao ideal feminino vitoriano da época.&lt;br /&gt;      Até no jeito de nos vestirmos tivemos que ir à luta!&lt;br /&gt;      As mulheres do século 19 romperam com o estilo dominante de vestuário – eficiente para manter fronteiras de gênero – quando começaram a trabalhar: as roupas tiveram que ser ágeis para facilitar os movimentos dentro do escritório, por exemplo.&lt;br /&gt;      Esse novo estilo, barato e descomplicado, cruzou as fronteiras de classe. Incorporava peças de roupa masculinas à vestimenta feminina (mas era distinto do cross-dressing), representava, consciente ou inconscientemente, uma forma de resistência ao estilo do vestuário dominante.&lt;br /&gt;      Representou uma espécie de inversão simbólica da mensagem dominante do vestuário feminino ao associá-lo ao masculino. Itens ligados à indumentária masculina ganharam novos significados. A tão esperada independência feminina estava a caminho. Contudo, o grau de controle social, na forma de hostilidade e zombaria que elas encontravam nos espaços públicos, tornou preferível uma forma amena de subversão simbólica: paletós e gravatas eram combinados com saias em vez de calças.&lt;br /&gt;      Somente na segunda metade do século 20 que as mulheres puderam usar calças. Graças às feministas lésbicas. As feministas dos anos 60 e 70 opunham-se às roupas da moda. Simone de Beauvoir definia a visão de moda das feministas, e criticava os discursos manipuladores sobre feminilidades latentes nos estilos de vestuário.&lt;br /&gt;      A primeira manifestação de massa do movimento de liberação feminina foi dirigida contra o concurso de Miss América em 1968, mais especificamente contra o estereótipo do corpo feminino como objeto sexual representado pelo concurso.&lt;br /&gt;      De lá para cá estamos em constante luta para a nossa igualdade.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-3648165783406129518?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/3648165783406129518/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=3648165783406129518' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/3648165783406129518'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/3648165783406129518'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2009/07/os-movimentos-feministas-resistencias.html' title='Os Movimentos Feministas: resistências verbais e não verbais'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-5565609333123854571</id><published>2009-06-27T17:45:00.000-07:00</published><updated>2009-06-27T17:46:33.413-07:00</updated><title type='text'>Acreditar é preciso</title><content type='html'>Acreditar em sonhos, e sonhar, é imprescindível para mantermos a esperança de vivermos buscando sempre a felicidade, porque ela nos mantém vivos. Quando o tempo fecha, não podemos nos abater, temos que ter coragem para seguirmos sempre em frente. Um dos pilares que solidificam as nossas bases para termos coragem é a família, fonte de amor. O amor é a única verdade universal, mantém a fé.&lt;br /&gt;            Estamos a cada dia nos esquecendo dos verdadeiros valores e virtudes dos seres humanos. E, desta forma, nos esquecendo de cultivar nas crianças – na educação – a idéia de pensar no futuro, ou seja, à longo prazo. Desde o nascimento as crianças não sentem nem ódio e nem ganância, a sociedade que acaba moldando esses valores e corrompendo. Já dizia o filosófico: “O homem por natureza é bom, a sociedade que o corrompe”. Se continuarmos nesse ritmo até as crianças serão corrompidas, desde muito pequenas, por esse mundo que só preza o consumo, o material e a aparência.&lt;br /&gt;            Quem tem muito quer ter mais, quem não tem nada quer ter algo. Esse ter, adquirir, possuir, é sempre o capital: o dinheiro. Hoje em dia, mais do que em qualquer outro tempo, em qualquer outra época, o dinheiro tornou-se o regulador moral das pessoas, da índole das pessoas.&lt;br /&gt;            Nessa busca sem valores pela felicidade esses indivíduos se perdem no caminho de suas vidas: “O rico teme perder a fortuna, o desempregado se afunda”. Os fracos se viciam nos entorpecentes, nos jogos e na banalidade. A ambição cega. O caminho da vida acaba sendo totalmente incerto.&lt;br /&gt;            As pessoas não falam mais a língua do amor, só a da ambição e da falsa união. Passam por cima uns dos outros se esquecendo que somos iguais, pares, irmãos. Nesse mundo da velocidade, infelizmente, o que vale é ser como um carro desgovernado, como aquele que não vê nada à sua frente. As pessoas se esbarram e se olham com agressividade, com preconceito, com soberba. Na maioria das cidades é assim, você espera um afeto e só vem preconceito, hostilidade e pressa, muita pressa. No fundo as pessoas, no seu íntimo, sonham com a liberdade, em ficar longe da maldade.  &lt;br /&gt;            Não existe classe social para sonhar com justiça, honradez e felicidade. Quem mora num barraco de um cômodo, com uma janela, também tem os mesmos direitos. (infelizmente não é isso que acontece na realidade). Na real quem mora num barraco é sempre marginalizado. Não adianta se esforçar, será sempre um excluído. O futuro de quem mora num barraco será ser jogador de futebol, lutador de boxe ou laranja do tráfico. Nem o sonho lhe é de direito. E quando sonha não consegue ir muito além de sua realidade: sonha com uma medalha, com uma garota bonita, com o almejado lugar ao sol. Sonha com essas coisas porque não tem estudo, não tem educação.&lt;br /&gt;            Há mais de 500 anos o Brasil nutre esse formato socioeconômico, no qual ricos permanecem ricos e pobres permanecem pobres, e a população média flutua neste universo.&lt;br /&gt;            Contudo, a vida não pode ser encarada como um obstáculo incessante, e sim como uma lição a ser vencida e aprendida a cada dia.&lt;br /&gt;            A criminalidade não pode ser desculpa para as mazelas do nosso país. É claro que com essa realidade é bem mais fácil roubar do que estudar, mas ninguém disse que vencer e ter virtudes é algo fácil. Ser uma pessoa moralmente boa é dever, um dever ser. Uma lei moral a ser seguida, para vivermos em harmonia.&lt;br /&gt;            A vida é aprendizado, temos que ser persistentes para podermos alcançar as metas estabelecidas através dos nossos sonhos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-5565609333123854571?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/5565609333123854571/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=5565609333123854571' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/5565609333123854571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/5565609333123854571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2009/06/acreditar-e-preciso.html' title='Acreditar é preciso'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-3517318204059229857</id><published>2009-06-19T14:32:00.001-07:00</published><updated>2009-06-19T14:32:31.921-07:00</updated><title type='text'>Ilusão mágica</title><content type='html'>Mágica do teatro. Pensando bem. Não só do teatro, mas também a do circo, de todas as apresentações que você tem contato com o todo do que está acontecendo. No cinema isso não ocorre. Na sala escura, gelada com a temperatura regulada pelo ar condicionado, o que vemos são reproduções. A mágica se perde quando a reprodução em série se instaura. Desde a xilogravura a arte(sanal) se reproduz. Mas a reprodução ainda não é em série. A imprensa se desenvolve e se multiplica. A fotografia surge. Com isso o pintor não precisa mais ir até o lugar que deseja pintar. Ele manda fotografar. Da fotografia sai o quadro. Ponto para a reprodução fotográfica. O sujeito-artista se enclausura. Ele não precisa mais sair de casa e se relacionar com o mundo para pintar o seu quadro, a sua interpretação da realidade. A verdade do quadro advém de uma (in)verdade, advém de uma representação captada pelo olho de alguém. E se ela é uma representação captada pelo olho de alguém ela já sofreu interferência. Já é interpretação. Portanto, o quadro pintado a partir de uma fotografia, mesmo que encomendada, é uma interpretação da interpretação. A foto se desenvolveu, ganhou movimento. O cinema surge. O século XX é o século do cinema. A arte é democratizada. As massas, à noitinha, no final do expediente vão para as filas dos cinemas. As massas, pela primeira vez, têm participação na arte. Porque agora, reproduzidas em películas são mais acessíveis. Não são como uma grande ópera. Onde somente a elite pode ter acesso. Outra coisa. O cinema, além de entreter também tem função terapêutica. Há quem diga que a função terapêutica se dá como nas vacinas. Mas como funcionam as vacinas? Quando após a aplicação a vacina atinge a corrente sangüínea. Lá o vírus ou a bactéria chamará a atenção das células de defesa. Produzirão um anticorpo contra o invasor. Depois de liquidar o falso inimigo, as células defensoras memorizam seu perfil e ensinam outras integrantes do sistema imunológico a atacá-lo. Se o organismo entrar em contato com o legítimo vírus ou bactéria, já terá todo o esquema armado para reconhecê-lo depressa. Quando corre o risco de se esquecer da estratégia, doses de reforço servem de treinamento. O cinema funciona exatamente da mesma maneira. Quando a noitinha os trabalhadores pegavam os seus bilhetes e rumavam às suas poltronas. Assistiam ao filme. O filme os preparava para viver na modernidade. Com todos os planos de seqüências, montagens, cortes nós nos acostumamos à rapidez da máquina que agora se insere no nosso dia-a-dia. Reza a lenda que em uma pequena cidade européia foram passar um filme. Na película, um trem desgovernado seguia em direção à tela. Como se fosse sair da tela. Num plano diagonal. Os espectadores, aterrorizados, saíram correndo do cinema. Acreditaram que o trem ia literalmente sair da tela. Seria uma tragédia, se não fosse ilusão. Essa ilusão do cinema, como nas vacinas, que nos prepara para a vida moderna. O cinema estimula o nosso inconsciente óptico. Através dele memorizamos os golpes de imagens e dos “absurdos mágicos”, dos efeitos especiais. Evitamos às neuroses. Esse é o valor terapêutico do cinema. Hoje precisamos de cinema 3D para sentir algo a mais na nossa imaginação. Dê preferência os bem trash. Que exploram o grotesco. Como um que eu assisti há alguns meses no cimema,Dia dos namorados sangrento (My bloddy Valentine). Filme que explora apenas a tecnologia 3D, e se esquece de todo o resto. A poesia foi esquecida em nome de uma racionalidade técnica.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-3517318204059229857?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/3517318204059229857/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=3517318204059229857' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/3517318204059229857'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/3517318204059229857'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2009/06/ilusao-magica.html' title='Ilusão mágica'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-1775497824206103610</id><published>2009-06-19T14:30:00.000-07:00</published><updated>2009-06-19T14:31:44.449-07:00</updated><title type='text'>Dia dos Namorados ou mais uma data do comércio?</title><content type='html'>O psicanalista e teórico crítico, Erich Fromm, já afirmava: “O amor é a única resposta sadia e satisfatória para o problema da existência humana”. Mas qual amor? Amor entre pais e filhos? Entre os familiares? Entre os irmãos de credo? Entre os povos? Ou entre os objetos de amor? No quais esses podem se tornar fetiches, que podem amenizar dores e suprirem carências.&lt;br /&gt;            A desintegração do amor na sociedade ocidental contemporânea tem íntima relação com o enfraquecimento dos vínculos pessoais. Hoje, por exemplo, nos relacionamos muito mais com os aparatos tecnológicos do que com as pessoas. Usamos a tecnologia como mediadora dos nossos relacionamentos.&lt;br /&gt;             Quando relacionamos o amor, com a data Dia dos Namorados, notamos o esquecimento do sentimento único, verdadeiro e transcendental para nos lembrarmos das compras, de não repetir o presente, de ser criativo (?). Propagandas televisivas de lojas locais apelam: “Neste mês dos namorados não dê vexames, dê presentes”. A Tela Quente exibiu a tosca comédia romântica de 2006, “Minha super ex-namorada”. A mídia também explora a sua fatia. A televisão abusa do tema e agradece pela data, porque a falta de criatividade das programações é grande!&lt;br /&gt;            E o sentimento? O verdadeiro laço sentimental é explorado, desenvolvido? A data criada para celebrar as uniões pelo amor só interessa aos donos de lojas que ficam abertas até às 22 horas na quarta, véspera de outra data, o feriado cristão de Corpus Christi (não muito “explorado”). Os funcionários, na sua quase totalidade, trabalham sem comissão adicional, ou seja, ganhando o mesmo que se fizesse expediente normal. Assim, como é de praxe, somente a figura emblemática do patrão é quem realmente lucra.&lt;br /&gt;            No macro universo virtual da Internet notamos portais como o Yahoo! Em destaque: “É o Amor! Yahoo! Lança site de Dia dos Namorados”. Lá podemos encontrar de tudo, desde dicas bacanas de presentes até motéis e restaurantes. O enunciado é dos mais cafonas: “Presente, jantar, troca de olhares, declarações e uma noite de amor para fechar com chave de ouro esta data. Vale a pena gastar um pouquinho mais e ter momentos felizes depois para recordar. Veja algumas sugestões de motéis para esquentar ainda mais o clima”, segue na seqüência a listagem dos motéis por ordem de preço ($$ - $$$- $$$$). Temos ainda que adequar o nosso gosto ao bolso. É a economia.&lt;br /&gt;            O pior ainda está por vir... Se você não tem namorado, tudo bem. Logo na “primeira página” do site encontramos a “janelinha” Yahoo encontros!, também com um enunciado: “Não tem ninguém para comemorar o Dia dos Namorados? Encontre seu futuro amor aqui!”.&lt;br /&gt;            Como assim? O meu futuro amor pode ser um encalhado que confia o seu próprio destino num site criado às pressas para estar na onda da data comemorativa? É muita pretensão de mercado.&lt;br /&gt;            O mais ridículo é o link: “Jogos para eles e elas”. Esse link dá raiva porque quando clicamos nele, pensamos que são jogos picantes para um momento a dois. Quando abre o link vemos que são jogos comuns do Yahoo!Games. Mais uma vez ponto para o item de site criado às pressas com sensacionalismo para prender a nossa atenção.&lt;br /&gt;            Infelizmente nos preocupamos com esses temas tão menores das nossas vidas. Liberamos muito tempo de nossas vidas com essas coisas, porque caso não fosse assim não teriam tantas matérias sobre esse assunto.&lt;br /&gt;            As pessoas ainda gostam de ler sobre “como apresentar um namorado à família”. A matéria intitulada: “Prazer em conhecer? Conheça alguns macetes para evitar constrangimentos na hora de levar seu affair em casa”. Esse é um exemplo de temas que concernem à moral e aos bons costumes de uma sociedade moralista. Ainda estão em alta.&lt;br /&gt;            A nós cabe apenas a reflexão de que se o amor seria uma arte?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-1775497824206103610?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/1775497824206103610/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=1775497824206103610' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/1775497824206103610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/1775497824206103610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2009/06/dia-dos-namorados-ou-mais-uma-data-do.html' title='Dia dos Namorados ou mais uma data do comércio?'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-7977971160244985631</id><published>2009-06-08T10:41:00.000-07:00</published><updated>2009-06-08T10:43:20.964-07:00</updated><title type='text'>caminho da felicidade</title><content type='html'>A felicidade estava a solta.&lt;br /&gt;Mas estava a solta longe...longe...&lt;br /&gt;Esses dias ele me encontrou novamente.&lt;br /&gt;Olhei para ela, a encarei...&lt;br /&gt;Pensei: não a deixarei ir para tão longe.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-7977971160244985631?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/7977971160244985631/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=7977971160244985631' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/7977971160244985631'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/7977971160244985631'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2009/06/caminho-da-felicidade.html' title='caminho da felicidade'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-5275470343081246930</id><published>2009-06-04T15:50:00.000-07:00</published><updated>2009-06-04T15:51:22.907-07:00</updated><title type='text'>À margem dos marginalizados</title><content type='html'>Os temas “exclusão e minorias”, “pedofilia” e “abusos” se apresenta nesta narrativa de maneira assustadora. Mesclada numa rede, peculiar e organizada, de mutações em série. Estão envolvidas crianças ultra-carentes e traficantes de menores. São vários os problemas que se entrelaçam: o tráfico de seres humanos, a modificação do corpo alheio, a escravização (sexual), a mais-valia (o lucro a qualquer preço).&lt;br /&gt;            A carência em todas as esferas empurra, invariavelmente, para as atitudes radicais, impensadas e desastrosas. A falta de educação, também, é um problema recorrente.&lt;br /&gt;            O caso, aqui, envolve hormônios femininos e adolescentes trazidos para São Paulo já travestidos.&lt;br /&gt;            Esses adolescentes com tendências homossexuais e paupérrimos se transformam em vítimas de procedimentos cirúrgicos arriscados. Como o caso de um menino do Pará de 17 anos, que morreu após terem injetado silicone industrial. A 2 anos a mãe tenta juntar migalhas e vir para São Paulo buscar o corpo do filho, que foi aliciado por essa rede.&lt;br /&gt;            Há lei contra isso? Sancionada pelo Presidente Lula, a lei 240/241 do Estatuto da Criança e do Adolescente, prevê prisão de 8 anos para quem facilita, entrega ou vende esses jovens para cafetões guadrilheiros.          &lt;br /&gt;            Existe, neste caso, 2 tipos. Os cafetões que foram possivelmente abusados quando crianças e agora são abusadores. E outros são cafetões que vivem exclusivamente da miséria destas crianças, são aqueles exploradores que se interessam friamente apenas com o lucro que esses jovens travestis vão arrecadar nas ruas. 70% do lucro semanal vão para os cafetões, lucram de 100 a 1000 reais por semana em cima de cada travesti. &lt;br /&gt;            Antes destes meninos chegarem às ruas dos grandes centros para a prostituição-quase-escrava, eles são levados para festas. Nestas festas as crianças – como já disse pobres e carentes – começam a receber presentes. Ganham um guaraná, um lanche... Em troca, entregam a sua confiança, e principalmente a esperança de uma vida melhor, mais digna. Depois os aliciadores oferecem bebidas alcoólicas e os hormônios. Dos hormônios para as intervenções cirúrgicas é um pulo. Principalmente o uso freqüente do famoso silicone pelo corpo, dos botox nos lábios e bochechas, os apliques para cabelos. E, finalmente, chegam às ruas.&lt;br /&gt;            Muitos garotos se arrependem da mutação, mas o fizeram de forma inconsciente. Sofriam preconceito por ter traços femininos, trejeitos, e achavam que iriam amenizar o preconceito se fossem quase-mulheres. Esse é o argumento base desses aliciadores. Contudo, esses jovens travestis descobrem que a vida não será mais fácil se eles parecerem com mulheres. O preconceito está enraizado no interior de nossa sociedade. Infelizmente o mal está feito, e agora esse travesti terá que pagar pelas modificações corpóreas, e se não pagar em dinheiro pagará com a própria vida.&lt;br /&gt;            Essa grande rede nos assusta pela sua organização e pelo tipo exploratório, porque não deixa de ser exploração sexual praticamente escrava, visto que a grande parte do “salário” vai para os cafetões.&lt;br /&gt;            Mas, apenas cafetões e aliciadores estão envolvidos? Claro que não. Estão também envolvidos médicos, enfermeiras, farmacêuticos e, de certa forma, os pais (quando estes sabem e omitem a verdade). Todos só pensam no lucro. Esses jovens homossexuais, em potencia, se tornam fontes de renda, deixam de se configurarem como seres humanos. Os Direitos Humanos não existem para eles. E os Direitos Humanos se cumprem nestes lugarejos miseráveis do nosso país?&lt;br /&gt;            Portanto, especificamente o que é mais assustador são as condições patológicas de nossa sociedade que possibilita o surgimento dessas bizarrices, e se há uma comercialização exploratória destes seres humanos é porque há procura.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-5275470343081246930?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/5275470343081246930/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=5275470343081246930' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/5275470343081246930'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/5275470343081246930'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2009/06/margem-dos-marginalizados.html' title='À margem dos marginalizados'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-5271879084714868028</id><published>2009-05-27T08:04:00.000-07:00</published><updated>2009-05-27T08:06:03.785-07:00</updated><title type='text'>Teoria Crítica, sociedade e Indústria Cultural</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Nesta semana decidi falar especificamente de Filosofia, em especial, de uma “ramificação filosófica” contemporânea que discute temas relativos às condições de produção e recepção dos bens culturais sob a regência do capitalismo tardio, sobretudo, após a segunda metade dos anos 1930.&lt;br /&gt;            Esta “ramificação filosófica” – que no Brasil ficou conhecida como Escola de Frankfurt (nome da cidade alemã que abrigava o instituto) – era formulada pelos teóricos críticos que integravam o Instituto de Pesquisas Sociais. Horkheimer (então diretor do Instituto) inovou propondo uma “Filosofia Social”. Adorno que teorizou também sobre música. Herbert Marcuse, conhecido como “o filósofo”. Os “companheiros de viagem”, ou seja, aqueles que participaram de forma incisiva, porém não oficial: Walter Benjamin e Erich Fromm (entre outros).&lt;br /&gt;            Poderia me remeter a várias ramificações deste pensamento filosófico, aqui ressaltarei o lado estético, ou melhor, a nova guinada estética que ocorre nos anos 1930 e que ainda hoje tem influência na vida intelectual, traduzindo o clima criado pelo nascimento da arte moderna e pela irrupção dos movimentos de vanguarda.&lt;br /&gt;            Contextualizando. Todos esses pensadores abasteceram-se nas mesmas fontes filosóficas: no Idealismo e no Romantismo Alemão, de Kant, Hegel, Fichte e Schopenhauer. Todos naquela época lêem Marx, Nietzsche e Freud. Todos são afetados pelos temas do declínio, da decadência das crises que concernem tanto às ciências, ao conhecimento, aos valores tradicionais e às antigas certezas, quanto às artes e à cultura.&lt;br /&gt;            Neste mesmo período alguns filósofos dataram o início da decadência numa perversão da razão nascida a partir do século das Luzes, porém, encontram os primeiros sintomas da doença inerentes à racionalidade de Homero. É neste clima que surge o livro emblemático e multidisciplinarmente conhecido: A Dialética do Esclarecimento (1947).&lt;br /&gt;            Redigido por Adorno e Horkheimer nos EUA (quando estavam exilados por conta do nazismo na Alemanha), constitui-se como uma das obras fundamentais e mais citadas da Teoria Crítica. Nela os autores interrogam-se sobre o devir da arte e da cultura em geral na sociedade moderna.&lt;br /&gt;            Nos Estados Unidos os dois filósofos assistem ao prodigioso desenvolvimento das mídias, do cinema, da imprensa, do disco, da publicidade. A democratização cultural instaura o controle de uma nova forma de racionalidade, a da economia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            É neste livro que os autores forjam a famosa expressão de “Indústria Cultural”, para designar o aparecimento de uma cultura estandardizada, condicionada e comercializada segundo os modelos de bens de consumo. Caracteriza-se pela distribuição dos bens culturais, no qual o conceito de Cultura é rebaixado e é consolidada a cultura de massa.&lt;br /&gt;            Assim, o cinema e o rádio não passam de negócios, não são arte. Adorno e Horkheimer afirmam que “os automóveis, as bombas e o cinema mantém coeso o todo”. Portanto, a lógica da indústria cultural é tão necessária quanto a lógica econômica e bélica.&lt;br /&gt;             A Indústria Cultural, ainda nos dias de hoje, demonstra claramente que permanecemos neste nível cultural, massificado e industrialmente distribuído pelos estúdios de cinema, pelas emissoras de televisão, pelo rádio – e agora pela internet.&lt;br /&gt;            Após 62 anos da publicação deste texto a nossa sociedade continua atrelada moralmente à indústria do entretenimento. Nada escapa a essa indústria. Dos vídeos do You Tube aos filmes cults iranianos. De Hollywood à Bollywood.&lt;br /&gt;            O que nos resta é fazer crítica séria e tentar uma emancipação. A crítica deve ser imanente, feita dentro da própria estrutura capitalista, para sairmos dessa planificada cultura.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-5271879084714868028?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/5271879084714868028/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=5271879084714868028' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/5271879084714868028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/5271879084714868028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2009/05/teoria-critica-sociedade-e-industria.html' title='Teoria Crítica, sociedade e Indústria Cultural'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-8565803130375747691</id><published>2009-05-24T21:16:00.000-07:00</published><updated>2009-05-24T21:20:43.866-07:00</updated><title type='text'>Ponte</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Nos conhecemos no Bosque.&lt;br /&gt;No bosque havia um lindo parque, com castelo, ponte, e jardins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia. Na ponte. Ele me olhou sob o luar. Era tarde já.&lt;br /&gt;Na ponte nos beijamos (pela primeira vez).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O beijo foi arrebatador.&lt;br /&gt;Ainda hoje tenho vontade de repetir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E repito sempre,&lt;br /&gt;Encaixa&lt;br /&gt;Complementa&lt;br /&gt;Combina&lt;br /&gt;Excita&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-8565803130375747691?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/8565803130375747691/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=8565803130375747691' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/8565803130375747691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/8565803130375747691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2009/05/ponte.html' title='Ponte'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-9150432829525155198</id><published>2009-05-24T14:46:00.000-07:00</published><updated>2009-05-24T14:47:49.540-07:00</updated><title type='text'>Direito de rever o voto</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O ilustre deputado, fidalgo e bem criado, Fernando Ribas Carli Filho (PSB), não se atentou para as boas maneiras do trânsito. Acabou no último dia 7 de Maio, ceifando vidas inocentes – Carlos Murilo de Almeida, de 20 anos, e Gilmar Yared Filho, de 26 anos. Agora é esperado, ao menos, que seu partido político mostre para a sociedade que o parlamentar não é digno da legenda, expulsando-o do partido. Com a assembléia cassando seu mandato, indo a júri popular. Sendo condenado e preso, bem como a justiça cível condenando-o por danos materiais e morais. Mas a realidade nem sempre é tão justa, estamos caminhando.&lt;br /&gt;            Vamos voltar um pouco.&lt;br /&gt;            De início, a família e os amigos tentaram abafar a gravidade do acidente e suas circunstâncias. Chegaram a ponto de se valerem das relações políticas que mantém. O caso ficou restrito a um mero acidente com duas mortes, estando o motorista causador entre a vida e a morte.&lt;br /&gt;            A pressão veio por toda parte, fundamentalmente, das partes dos familiares dos dois cidadãos de bem. Cansados de impunidade utilizaram a internet para mobilizar os seus iguais.&lt;br /&gt;            A internet se tornou uma importante ferramenta na participação ativa da política, e desta forma, da justiça. Neste caso foi usada para difundir a realidade.&lt;br /&gt;            Desde que o fato foi noticiado, uma saraivada de e-mails foi disparada, inclusive para a mídia nacional. O bloqueio foi furado (mas ainda há resistência).&lt;br /&gt;            Começaram a surgir elementos essenciais do caso, tais como: a habilitação cassada do parlamentar, 130 pontos na carteira, suas 30 multas dos últimos 6 anos, 23 multas por excesso de velocidade, as quatro garrafas de vinho no restaurante antes de pegar o carro e coisas do gênero.&lt;br /&gt;            Eu mesma recebi um e-mail no dia 17. Tal e-mail, intitulado “Homenagem à Gilmar Yared Filho”, tem como propósito arrecadar pelo menos mil assinaturas digitais para serem enviadas à Assembléia Legislativa do Paraná.&lt;br /&gt;            É lá que estão providenciando os procedimentos legais que serão adotados para analisar o pedido de cassação do mandato do deputado. O documento cobrando a perda de mandato por quebra de decoro parlamentar, já foi protocolado na Assembléia pelo advogado da família de Gilmar Yared Filho.&lt;br /&gt;            Pesquisei na internet sobre essa notícia. Encontrei a carta de Gilmar Yared, pai de uma das vítimas. Ele critica a TV paranaense, por ter editado o material gravado, beneficiando o deputado, amenizando os fatos. Indignado, afirma que o Poder Público está à disposição do deputado. E ainda, que no hospital, enfermeiros comentaram “que foi encontrado cocaína em seu sangue e tudo sendo escondido pelas autoridades, médicos e imprensa”.&lt;br /&gt;            Ainda na carta, Gilmar, relata coisas ainda mais obscuras neste caso, que despercebido pode parecer com mais um acidente de transito. O seu irmão, apresentador da TV Educativa, foi afastado de seu programa. Prossegue, “na CBN colegas jornalistas estão indignados com o cerceamento de informações”. &lt;br /&gt;            É assustador imaginar perder um filho, e ainda por cima, ter a sua vida de seus familiares modificadas para sempre.&lt;br /&gt;            Para que esse Estado de terror não seja imposto, para que o povo mantenha os seus direitos, é importante todos se juntarem a essa campanha e encaminharem e-mails para os seus contatos. É só acrescentar nomes e enviar, quando chegarem a mil nomes, para o corregedor-geral da Assembléia Legislativa, Deputado Luiz Accorsi  (PSDB), para o Ministério da Justiça e para o Presidente da República.&lt;br /&gt;            O importante agora é provar que as mesmas pessoas que elegem um deputado, também têm consciência para saber o que é melhor para a sociedade.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-9150432829525155198?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/9150432829525155198/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=9150432829525155198' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/9150432829525155198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/9150432829525155198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2009/05/direito-de-rever-o-voto.html' title='Direito de rever o voto'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-6644149099463023837</id><published>2009-05-14T20:00:00.000-07:00</published><updated>2009-05-14T20:01:33.169-07:00</updated><title type='text'>Absurdos Inesperados</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Estava pensando sobre o que escrever nesta semana, e eis que na quarta-feira à noite eu recebo um panfleto de um grupo de alunas da USC, elas apresentavam um seminário sobre ética do embrião. Resumindo, esse panfleto era do Hemonúcleo do Hospital de Base de Bauru, em parceria com a IESB, sobre como se tornar um doador de sangue. Tudo normal. Tudo nos padrões.&lt;br /&gt;            Comecei a ler e notei algo estranho, na verdade, bem estranho. Havia um tópico que dizia: “não ter hábitos homossexuais e bissexuais”. Grifei. E esperei. Fui para casa e, inconformada, fui pesquisar no “grande oráculo” moderno, o Google. Descobri que essa mesma frase maldosa, criminosa e preconceituosa está em vários sites, matérias de jornais e informativos de todo o país. Do Acre ao Rio Grande do Sul.&lt;br /&gt;            Me pergunto: quando este informativo foi escrito? Quem o fez? Será que ninguém se atentou para o fato de que esta frase enraíza o preconceito? Em vez de esclarecer, esse tipo de material – que segue a linha: “O que você deve saber antes de doar sangue” – serve para mitificar ainda mais a sociedade. Simplesmente porque essa informação não expressa a verdade. Ela é falsa.&lt;br /&gt;            Analisando. Como um governo democrático não tomou conhecimento da circulação desta informação? Acho que por falta de atenção. Não há diferença biológica entre gays, lésbicas ou simpatizantes. Heterossexuais não têm sangue “melhor”. Sangue é sangue. Na hora que você está em um leito de hospital, precisando receber sangue, certamente não perguntará se aquele sangue é de algum gay.&lt;br /&gt;             Só para constar, não existem mais os “grupos de risco”. Hoje em dia, todos  nós estamos em risco. Na porcentagem, mulheres casadas com mais de cinqüenta anos estão entre os novos portadores do vírus do HIV. &lt;br /&gt;            Ainda analisando. Como assim ter “hábitos” homossexuais e bissexuais? Então podemos concluir que ser gay é um hábito? Nós temos o hábito de dormir tarde, temos o hábito de usar jeans, o hábito de não comer nada pela manhã. Agora, a orientação sexual não pode ser um hábito, tem que ser, no mínimo, uma escolha.&lt;br /&gt;            Concluindo. Frases como essas só servem para emburrecer o povo, isso é mitificar. É pegar um conceito já desmistificado e inserir um novo mito. Uma informação falsa como essa faz o mito do preconceito ganhar forças, e se instaura para sempre em nossa sociedade. Ele apenas se mutaciona. O preconceito pode vir, historicamente, de forma escancarada, como aconteceu na Alemanha nazista. A higienização de raças inferiores pelas superiores. Reflito sobre a Alemanha para ressaltar que não só judeus foram para os campos de concentração, mas também, ciganos e homossexuais (entre outros).&lt;br /&gt;            Essa foi a pior parte do informativo, a mais repulsiva e mentirosa. Mas não parava por ai. Nos tópicos seguiam: “Não ter hábitos promíscuos” e “não ser usuário de drogas”. Moralmente e legalmente condenáveis. Contudo, hábitos promíscuos remetem a “mocinha (o) que sai com todo mundo”. Ok. O que deveria ser explícito, no entanto, era a importância do uso de preservativo em TODAS as relações sexuais. Não importa se você transa com um homem e você é um homem. Não importa se é uma garota que gosta de transar com um monte de homens. O que importa é se nessas transas você está usando preservativo.&lt;br /&gt;            O mesmo com acontece com o tópico “não ser usuário de drogas”. É obvio que o uso de drogas não é algo bom, e nem legalmente permitido. Mas seguindo a linha de desmistificação, seria importante ressaltar neste tópico: “não compartilhar seringas”. Porque o objetivo do informativo é pré-selecionar o sangue coletado. Pensando assim, não só usuários de drogas que compartilham seringas terão o sangue descartado, mas também, aqueles pit-boys que compartilham seringas ao auto-injetar substâncias anabolizantes. O esclarecimento tem que prevalecer em uma sociedade democrática. Toda a forma de preconceito é repulsiva, não podemos permitir a propagação deste material impunemente, pois no governo do povo, o povo deve agir.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-6644149099463023837?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/6644149099463023837/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=6644149099463023837' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/6644149099463023837'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/6644149099463023837'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2009/05/absurdos-inesperados.html' title='Absurdos Inesperados'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-4000557987843916865</id><published>2009-05-14T19:58:00.000-07:00</published><updated>2009-05-14T19:59:56.413-07:00</updated><title type='text'>Moda: democratização e controle social</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Outro dia estava pensando um pouco como as nossas roupas podem influenciar as nossas vidas, e cheguei a conclusão de que o nosso vestuário, o jeito como nos vestimos, pode ser considerado tanto como um instrumento de realce de si mesmo quanto uma forma de controle social. Porque as roupas da moda, antigamente e ainda hoje, podem ser usadas para elevar o capital social do indivíduo ou para limitar as suas funções sociais.&lt;br /&gt;            Durante o século XIX as roupas da moda eram acessíveis principalmente às classes média e alta, hoje em dia, com a democratização da moda isso se expandiu para todas as classes sociais, a moda está em todos os lugares, basta ter o chamado estilo e compor o seu look.&lt;br /&gt;            É claro que a moda como conceito é acessível a todos, mas qualitativamente não, sabemos que as roupas feitas em larga escala não possuem a mesma qualidade de uma peça única, porque há por trás o interesse “nobre” no lucro. E se usam tecidos de qualidade não sobra tanta margem para lucro. Marx já falara muito bem sobre isso no livro O Capital.&lt;br /&gt;            As tecnologias também desempenham o seu papel quando o assunto é democratização da moda, já que simplificam a produção de roupas, tanto em casa como em fábricas. Um exemplo deste fenômeno tecnológico são as máquinas de costura modernas que começaram a ser comercializadas (quase sempre financiadas) nos Estados Unidos no final do século XIX, e as mulheres puderam fazer as suas próprias roupas usando moldes oferecidos pelas próprias empresas que fabricavam essas máquinas de costura. Esse foi um fator decisivo e contribuiu para a democratização final das roupas.             Todo esse empenho da mulher do século XIX em se parecer socialmente de uma classe mais elevada demonstra a importância simbólica do vestuário e como ele pode ser uma ferramenta de realce de si mesmo, ainda nos dias de hoje.&lt;br /&gt;            Outro ponto de destaque é o uso de uniformes, que desde o século XIX representa um instrumento de controle social, imposto principalmente aos trabalhadores provenientes da classe operária. Os uniformes servem como lembretes úteis de que o conteúdo da comunicação interpessoal nos locais em que são usados deveria limitar-se a informações sobre a tarefa desempenhada, reforçando a separação entre classes sociais e mesmo entre empregador e empregado numa mesma casa.&lt;br /&gt;            Muitas empresas especializadas em uniformes utilizam slogans para mistificar o uso de uniformes como sendo algo enaltecedor, o que não o é. Facilmente podemos encontrar por aí empresas que dizem: “Usar uniformes significa mais do que praticidade. É também vestir a camisa da empresa e valorizar o local de trabalho, aumentando a motivação e a auto-estima da equipe, melhorando o seu rendimento”. Rendimento! Claro, o que importa é a imagem da empresa somada ao rendimento da empresa, sempre o que importa são os números.&lt;br /&gt;            Agora, eu não consigo entender como os uniformes motivam a auto-estima da equipe. Eu não me sentiria motivada em trabalhar em uma empresa em que todos se vestem iguais, e são iguais, como robôs. É claro que em certas profissões o uso de uniformes é necessário para sinalizar a sua função, como no caso de bombeiros e de policiais. Mas expandir o uso de uniformes para todos os âmbitos da linha de produção e acreditar em slogans como “Muito mais do que uniformes: uma opção para quem gosta do que faz”. Aí já é sacanagem! Desde quando usar o uniforme da empresa é uma opção? É na verdade uma imposição.&lt;br /&gt;            Os códigos de vestuário constituem um meio sutil de recordar aos trabalhadores a necessidade de se conformar às normas e aos valores das culturas organizacionais. Ou seja, esses códigos de vestuário são normas implícitas, que rapidamente são assimiladas pela sociedade. Baseia-se na idéia de que estar bem-vestido é uma indicação de respeitabilidade, de status.&lt;br /&gt;            Assim, moda e sociedade andam juntas e discutem política, e nós, reles mortais, mais uma vez somos marionetes de um jogo social muito maior.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-4000557987843916865?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/4000557987843916865/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=4000557987843916865' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/4000557987843916865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/4000557987843916865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2009/05/moda-democratizacao-e-controle-social.html' title='Moda: democratização e controle social'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-5261749805740046796</id><published>2009-05-14T19:54:00.000-07:00</published><updated>2009-05-14T19:58:07.549-07:00</updated><title type='text'>Filosofar é pensar!</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;"&gt;Desde que decidi fazer faculdade de filosofia as mais diversas pessoas chegaram até mim e perguntaram: Mas você vai viver do que? Tem campo de trabalho? Vai ser professora? O que se faz com filosofia?&lt;br /&gt;A partir destes questionamentos externos a dúvida brotou até em mim, que estava tão segura do que queria. E comecei, eu mesma, a pensar sobre essa tal de Filosofia. Se realmente valia a pena terminar a graduação. Eis que agora não só terminei a graduação, como já estou terminando um mestrado e sou, enfim, professora, como muitos pensaram que seria o meu “fim”.&lt;br /&gt;Agora com essa oportunidade de escrever a vocês, leitores, eu gostaria de desmistificar, ao menos um pouco, o que é a Filosofia. E para isso nada melhor do que começar com problematizações, com questões.&lt;br /&gt;Portanto, o que é essa tal de Filosofia? Para que serve? O que fazemos com ela? Como usamos/aplicamos a filosofia no nosso dia a dia?  Tantas perguntas sem respostas, pois “filosofia” não pode ser e nunca será um produto, um bem de consumo. Não pegamos “filosofia”, não compramos “filosofia” no supermercado, não comemos “filosofia”.&lt;br /&gt;A filosofia é estritamente abstrata. É coisa dos gregos antigos. E para espanto de muitos, filosofia mesmo, só no Ocidente!&lt;br /&gt;O pensamento filosófico surge quando o homem começa a se perguntar o porquê das coisas, da natureza e da vida prática. A partir daí o tal pensamento filosófico vai se estruturando, na medida na qual o homem se pergunta o porquê de sua própria existência, e tenta dar respostas a esse questionamento.&lt;br /&gt;Muitas coisas que achamos serem modernas ou contemporâneas, já haviam sido pensadas pelos gregos antigos, como por exemplo, o átomo.&lt;br /&gt;O nosso modo de agir é a soma da nossa tradição, do nosso passado, da História.&lt;br /&gt;É certo que alguns filósofos influenciaram em maior ou menor intensidade na história, e isso se dá exatamente pela história, é ela que escolherá quem será lembrado no futuro. Mesmo quem pense não estar sendo influenciado pelo pensamento filosófico está errado, já que desde muito tempo atrás tal pensamento emana por toda a história os seus resultados.&lt;br /&gt;O pensar racional, a formulação de questionamentos e reflexões acerca de um determinado assunto pode ser uma construção filosófica. O filósofo, ao contrário do que muito se pensa por ai, não é aquele que tem uma formação acadêmica obrigatoriamente. É filosofo quem consegue articular sobre vários assuntos que são importantes para a sua essência, para a compreensão de sua existência no mundo. Filosofar é, grosso modo, ter um pensamento racional, estruturado sobre os mais diversos assuntos que permeiam a existência em geral. É saber articular. Pensar.&lt;br /&gt;Hoje percebemos que a filosofia está na “moda”, e tudo o que está em evidência corre riscos. O risco que a filosofia está correndo é da sua banalização e da massificação do seu potencial emancipatório, pelos livros de auto-ajuda que lotam as prateleiras das livrarias e tem como promessa sanar a dor dos problemas da vida moderna, do indivíduo dilacerado que não se compreende mais. Resta-nos agora juntar os cacos da História e, a partir do pensamento racional e filosófico, tentar se recompor.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-5261749805740046796?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/5261749805740046796/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=5261749805740046796' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/5261749805740046796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/5261749805740046796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2009/05/filosofar-e-pensar.html' title='Filosofar é pensar!'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-4827444353285077394</id><published>2009-04-10T09:21:00.000-07:00</published><updated>2009-04-10T09:27:31.412-07:00</updated><title type='text'>I wanna die</title><content type='html'>Adam Green&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ultimamente tenho ouvido...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;ouvido ou escutado?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;nascido, renascido ou morrido...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;nao sei.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;o tedio e a imcompreensao me consome...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;esta tudo errado,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;ele nao sabe o que faz.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;eu nao sei o que faco.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;non sense&lt;/div&gt;&lt;div&gt;insensatez&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;descontentamento&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-4827444353285077394?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/4827444353285077394/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=4827444353285077394' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/4827444353285077394'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/4827444353285077394'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2009/04/i-wanna-die.html' title='I wanna die'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-4860046260306731689</id><published>2009-03-09T12:45:00.000-07:00</published><updated>2009-03-09T12:48:20.136-07:00</updated><title type='text'>A passagem da aura da obra de arte para a sua reprodutibilidade técnica</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;(Texto publicado no Jornal da Cidade de Bauru em 22/02/2009)&lt;br /&gt;           &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;         A partir das décadas de 1920 e 1930 começaram os estudos e a avaliação da cultura popular. Os fenômenos marcantes foram o advento do cinema, do rádio, a produção e o consumo em massa, a ascensão do fascismo e o amadurecimento das democracias liberais em alguns países. O fato da cultura tornar-se reproduzida infinitamente – graças ao desenvolvimentos tecnológicos – trouxe problemas consideráveis sobre arte e cultura na sociedade. Os pensadores da cultura de massa não consideram o cinema como arte, pois no seu processo de elaboração e exibição, o filme não possui a “aura” de uma obra de arte autêntica; nem pode ser cultura folk porque não se originam mais do “povo”.&lt;br /&gt;            Junto com a imprensa popular, o rádio e o cinema foram os primeiros meios de comunicação de massa tipicamente modernos e estiveram ligados aos regimes totalitários para o uso de propaganda, transmitindo a ideologia oficial do regime fascista porque permitiam o controle centralizado e alcançavam vasta audiência. Isso gerou receio e angústia por meio dos intelectuais que estudaram o crescimento da sociedade e da cultura de massa estimulando as discussões sobre tais temas.&lt;br /&gt;            Dentre estes intelectuais estava Walter Benjamin, tido por alguns como membro da conhecida “Escola de Frankfurt”, mas na verdade ele nunca se filiou, era considerado um “companheiro de viagem”. Benjamin escreveu um dos ensaios teóricos sobre arte popular mais lido no século XX: “A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica” (1936). Mas o que, afinal, ele afirmava neste ensaio?&lt;br /&gt;             Benjamin avalia à sua maneira, os efeitos da produção e do consumo de massa e da tecnologia moderna, sobre o status da obra de arte, assim como suas implicações às formas contemporâneas de arte popular e cultura popular. Segundo ele, a obra de arte, devido a sua original imersão em rituais e cerimônias religiosas, adquire uma espécie de “aura”, que atesta sua autoridade e imparidade, sua singularidade no tempo e espaço. Estabelecendo-se no centro de práticas religiosas, a obra de arte adquiriu uma função ritualística, e sua aura é associada à religião até a Renascença. Nesse período iniciou-se a luta pela autonomia artística que tentou provar que a obra de arte era única em seu próprio direito, independente de qualquer consideração religiosa e que ser um artista era uma vocação singular, privilegiada através do conhecimento da verdade da existência humana. Essas idéias reforçaram-se no movimento da "arte pela arte", de meados ao final do século XIX. Foi uma reação à emergência da industrialização capitalista e da comercialização da cultura e as ameaças que ambas representavam à aura da obra de arte.&lt;br /&gt;            São esses efeitos da época da reprodutibilidade técnica que Benjamin aborda no ensaio em questão. Seu primeiro exemplo é a fotografia que permite uma grande variedade de cópias. Para ele, a técnica da reprodução destaca do domínio da tradição o objeto reproduzido na medida em que ela multiplica a reprodução, substitui a existência única da obra por uma existência serial. E, na medida em que essa técnica permite à reprodução vir ao encontro do espectador, em todas as situações, ela atualiza o objeto reproduzido. Esses dois processos resultam num violento abalo da tradição. E o seu agente mais poderoso é o cinema.&lt;br /&gt;            Mas isto não é condenável aos olhos de Benjamin. Ele aponta um lado positivo no cinema, apesar da obra de arte ter perdido a “aura” e a sua autonomia, ela tornou-se mais acessível, atingindo às massas. O valor de ritual passa para valor de exibição, a sociedade do espetáculo estava se delimitando. Outro fator positivo que se pode identificar com o cinema é que ele preparava as massas para a vida no mundo contemporâneo, na medida em que o espectador, através da montagem rápida e com cortes era “vacinado” contra as psicoses do mundo a sua volta. Assim, pela primeira vez, nas palavras de Benjamin, o cinema abriu as portas para o inconsciente ótico.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Juliana de Souza, mestranda em Filosofia pela Unesp de Marília e professora da USC. Atua nas áreas de Estética, Teoria Crítica, Ética e Filosofia Cotemporânea.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-4860046260306731689?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/4860046260306731689/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=4860046260306731689' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/4860046260306731689'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/4860046260306731689'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2009/03/passagem-da-aura-da-obra-de-arte-para.html' title='A passagem da aura da obra de arte para a sua reprodutibilidade técnica'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-4197206858865323734</id><published>2009-03-09T12:41:00.000-07:00</published><updated>2009-03-09T12:43:20.005-07:00</updated><title type='text'>Verão</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:courier new;font-size:130%;"&gt;Eu gosto de amarelo. Mas não o amarelo-sol que invade as nossas casas dos dias quentes de março. Dizem: Estamos em “pleno verão”. Com certeza é pleno, em toda a sua temperatura elevada, que parece sugar nossas energias, levando-nos a um estado de embriaguez. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-4197206858865323734?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/4197206858865323734/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=4197206858865323734' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/4197206858865323734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/4197206858865323734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2009/03/verao.html' title='Verão'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-8088091002225323706</id><published>2009-03-09T12:38:00.000-07:00</published><updated>2009-03-09T12:41:11.102-07:00</updated><title type='text'>Estranhamento</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Tudo me parece mais interessante do que a minha dissertação, nem as teclas me são familiares, a mira não é atraente, o sentido das palavras se desfaz. Pensar em mil coisas, coisas que são importantes que dão ânsia são, certamente, urgentes também. Contudo há coisas mais urgentes, como a minha vida acadêmica. A vida acadêmica é solitária e obscura, pelo menos para mim. Mesmo esse texto (?) que era para ser algo alegre, já toma ares taciturnos. Já quero me lamentar e sofrer, porque a vida é tão injusta, por que o porque do por que? Será o meu “eu lírico”, um eu lírico romântico? Daqueles do tipo dos jovens obscuros, como Álvares de Azevedo? Será que estou a procura de uma alcova? Ou apenas sou uma inconformada com a realidade existente, vigente e atual? Ou ainda, conscientizo-me de que essa reflexão me alerta como eu estou próxima da lírica surrealista e do espírito critico de Walter Benjamin? Acho mais louvável e próspero que eu realmente me identifique com a temática da pesquisa, fico com a terceira questão. Mas não sou arrogante para afirmar que sou algum tipo de Nadja, nem conheço Paris...Apenas me idenfico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-8088091002225323706?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/8088091002225323706/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=8088091002225323706' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/8088091002225323706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/8088091002225323706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2009/03/estranhamento.html' title='Estranhamento'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-104522316798579227</id><published>2008-09-15T13:14:00.000-07:00</published><updated>2008-09-15T13:16:47.577-07:00</updated><title type='text'>dualidades...tonalidades...</title><content type='html'>uma felicidade toma conta de mim quando te vejo,&lt;br /&gt;uma tristeza toma conta de mim quando me afasto de você....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quero tê-lo todos os dias...&lt;br /&gt;não é possível tê-lo todos os dias...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;agora a tristeza está em mim...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-104522316798579227?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/104522316798579227/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=104522316798579227' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/104522316798579227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/104522316798579227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2008/09/dualidadestonalidades.html' title='dualidades...tonalidades...'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-3285512076548260867</id><published>2008-09-15T11:21:00.001-07:00</published><updated>2008-09-15T11:21:43.523-07:00</updated><title type='text'>A QUE ESTÁ SEMPRE ALEGRE</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:85%;color:#003300;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:85%;color:#003300;"&gt;Teu ar, teu gesto, tua  fronte&lt;br /&gt;São belos qual bela paisagem;&lt;br /&gt;O riso brinca em tua imagem&lt;br /&gt;Qual vento fresco no horizonte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mágoa que te roça os passos&lt;br /&gt;Sucumbe à tua mocidade,&lt;br /&gt;À tua flama, à claridade&lt;br /&gt;Dos teus ombros e dos teus braços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As fulgurantes, vivas cores&lt;br /&gt;De tua vestes indiscretas&lt;br /&gt;Lançam no espírito dos poetas&lt;br /&gt;A imagem de um balé de flores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tais vestes loucas são o emblema&lt;br /&gt;De teu espírito travesso;&lt;br /&gt;Ó louca por quem enlouqueço,&lt;br /&gt;Te odeio e te amo, eis meu dilema!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez, num belo jardim,&lt;br /&gt;Ao arrastar minha atonia,&lt;br /&gt;Senti, como cruel ironia,&lt;br /&gt;O sol erguer-se contra mim;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E humilhado pela beleza&lt;br /&gt;Da primavera ébria de cor,&lt;br /&gt;Ali castiguei numa flor&lt;br /&gt;A insolência da Natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim eu quisera uma noite,&lt;br /&gt;Quando a hora da volúpia soa,&lt;br /&gt;Às frondes de tua pessoa&lt;br /&gt;Subir, tendo à mão um açoite,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Punir-te a carne embevecida,&lt;br /&gt;Magoar o teu peito perdoado&lt;br /&gt;E abrir em teu flanco assustado&lt;br /&gt;Uma larga e funda ferida,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, como êxtase supremo,&lt;br /&gt;Por entre esses lábios frementes,&lt;br /&gt;Mais deslumbrantes, mais ridentes,&lt;br /&gt;Infundir-te, irmã, meu veneno!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baudelaire&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-3285512076548260867?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/3285512076548260867/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=3285512076548260867' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/3285512076548260867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/3285512076548260867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2008/09/que-est-sempre-alegre.html' title='A QUE ESTÁ SEMPRE ALEGRE'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-2946018707682722091</id><published>2008-09-15T11:18:00.000-07:00</published><updated>2008-09-15T11:20:22.480-07:00</updated><title type='text'>EMBRIAGUEM-SE</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;É preciso  estar sempre embriagado. Aí está: eis a única questão. Para não sentirem o fardo  horrível do Tempo que verga e inclina para a terra, é preciso que se embriaguem  sem descanso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p style="font-family: arial;" align="left"&gt;&lt;span style="font-size:100%;color:#003300;"&gt; Com quê? Com vinho, poesia ou virtude, a escolher. Mas embriaguem-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se, porventura, nos degraus de um palácio, sobre a relva verde de um fosso, na  solidão morna do quarto, a embriaguez diminuir ou desaparecer quando você  acordar, pergunte ao vento, à vaga, à estrela, ao pássaro, ao relógio, a tudo  que flui, a tudo que geme, a tudo que gira, a tudo que canta, a tudo que fala,  pergunte que horas são; e o vento, a vaga, a estrela, o pássaro, o relógio  responderão: "É hora de embriagar-se! Para não serem os escravos martirizados do  Tempo, embriaguem-se; embriaguem-se sem descanso". Com vinho, poesia ou virtude,  a escolher.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: arial;" align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: arial;" align="left"&gt;&lt;span style="font-size:100%;color:#003300;"&gt;Baudelaire&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-2946018707682722091?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/2946018707682722091/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=2946018707682722091' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/2946018707682722091'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/2946018707682722091'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2008/09/embriaguem-se.html' title='EMBRIAGUEM-SE'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-5884721209488121867</id><published>2008-08-15T11:18:00.000-07:00</published><updated>2008-08-15T11:20:04.986-07:00</updated><title type='text'>felicidade</title><content type='html'>O que é a felicidade?&lt;br /&gt;Será um estado de espirito ou um estado de graça?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-5884721209488121867?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/5884721209488121867/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=5884721209488121867' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/5884721209488121867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/5884721209488121867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2008/08/felicidade.html' title='felicidade'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-4474197590192237233</id><published>2008-07-05T09:35:00.000-07:00</published><updated>2008-07-05T09:39:14.374-07:00</updated><title type='text'>fake</title><content type='html'>as vezes temos que fingir que somos idiotas, para podermos seguir em frente...&lt;br /&gt;temos que engolir certas coisas...&lt;br /&gt;mas será que agindo desta forma estamos sendo realmente sinceros como o nosso Eu interior, ou apenas estamos convencionando as coisas?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-4474197590192237233?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/4474197590192237233/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=4474197590192237233' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/4474197590192237233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/4474197590192237233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2008/07/fake.html' title='fake'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' 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href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/2618070206071928218'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/2618070206071928218'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2008/07/amoxilina-500-mg.html' title=''/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-7327535029338931331</id><published>2008-07-04T11:52:00.000-07:00</published><updated>2008-07-04T11:57:39.759-07:00</updated><title type='text'>amor(s)</title><content type='html'>ninguem ama sozinho, o amor não pode estar no singular. Ele não existe por um, é no plural que ele se concretiza.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-7327535029338931331?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/7327535029338931331/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=7327535029338931331' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/7327535029338931331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/7327535029338931331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2008/07/amors.html' title='amor(s)'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-226481827308186246</id><published>2008-06-26T12:19:00.000-07:00</published><updated>2008-06-26T12:23:16.587-07:00</updated><title type='text'>Chega de Saudade, Vinícius de Morais e Tom Jobim</title><content type='html'>Vai minha tristeza e diz à ela que sem ela não pode ser. Diz-lhe numa prece que ela regresse, porque eu não posso mais sofrer.&lt;br /&gt;Chega de saudade, a realidade é que sem ela não há paz, não há beleza é só tristeza e a melancolia que não sai de mim, não sai de mim, não sai...&lt;br /&gt;Mas se ela voltar, se ela voltar, que coisa linda... que coisa louca... pois há menos peixinhos a nadar no mar, do que os beijinhos que eu darei na sua boca.&lt;br /&gt;Dentro dos meus braços, os abraços hão de ser milhões de abraços: apertado assim, colado assim, calado assim; abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim, que é para acabar com esse negócio de voce viver sem mim,nao quero mais esse negócio de voce longe de mim.&lt;br /&gt;Vai minha tristeza e diz à ela que sem ela não pode ser. Diz-lhe numa prece que ela regresse, porque eu não posso mais sofrer.&lt;br /&gt;Chega de saudade, a realidade é que sem ela não há paz, não há beleza é só tristeza e a melancolia que não sai de mim, não sai de mim, não sai...&lt;br /&gt;Mas se ela voltar, se ela voltar, que coisa linda... que coisa louca... pois há menos peixinhos a nadar no mar, do que os beijinhos que eu darei na sua boca.&lt;br /&gt;Dentro dos meus braços, os abraços hão de ser milhões de abraços: apertado assim, colado assim, calado assim; abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim, que é pra acabar com esse negócio de viver longe de mim.&lt;br /&gt;Não quero mais esse negócio de você viver assim!&lt;br /&gt;Vamos deixar desse negócio de você viver sem mim!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-226481827308186246?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/226481827308186246/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=226481827308186246' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/226481827308186246'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/226481827308186246'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2008/06/chega-de-saudade-vincius-de-morais-e.html' title='Chega de Saudade, Vinícius de Morais e Tom Jobim'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-8766887550259289085</id><published>2008-06-25T08:24:00.000-07:00</published><updated>2008-06-25T08:25:15.302-07:00</updated><title type='text'>História em Herbert Marcuse</title><content type='html'>Le Monde Diplomatique / outubro 2000&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HISTÓRIA/MARCUSE&lt;br /&gt;O filósofo e o nazismo&lt;br /&gt;Contrariando a onda liberal da época, Marcuse defendia que totalitarismo e capitalismo não são termos contraditórios, pois o capitalismo é um sistema que regulamenta a totalidade das relações sociais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)" href="http://diplo.uol.com.br/_Raffaele-Laudani_" target="_blank"&gt;Raffaele Laudani &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num artigo de 1976, Herbert Marcuse anunciava o advento de uma nova ordem autoritária que havia encontrado nos Estados Unidos sua forma mais evoluída. Esta nova ordem é o que hoje é chamado de globalização: um sistema capaz de utilizar sabiamente sejam "as formas tradicionais da repressão política exercidas pelas forças da ordem" — como a violência, as sanções econômicas e a discriminação —, seja "um aparelho de doutrinação técnica e ideológica em constante aperfeiçoamento" — como os meios de comunicação, a escola etc, [&lt;a title="'[1]" onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)" href="http://diplo.uol.com.br/2000-10,a1896?var_recherche=industria#nb1" target="_blank" name="11abf5dfbec98544_nh1"&gt;1&lt;/a&gt;] formas de controle social que o filósofo alemão considerava típicos do mundo unidimensional do período pós-Segunda Guerra Mundial e que a nova ordem neoliberal tratava de intensificar. [&lt;a title="[2] Ler, de Herbert Marcuse, O Homem unidimensional. Ensaio sobre a (...)" onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)" href="http://diplo.uol.com.br/2000-10,a1896?var_recherche=industria#nb2" target="_blank" name="11abf5dfbec98544_nh2"&gt;2&lt;/a&gt;] É menos conhecido que — em dois ensaios datando de 1942, até hoje inéditos: State and Individual under National Socialism (O Estado e o Indivíduo sob o Nacional-Socialismo) e The New German Mentality (A Nova Mentalidade Alemã) [&lt;a title="[3] Os dois ensaios foram publicados pela primeira vez em Herbert Marcuse, (...)" onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)" href="http://diplo.uol.com.br/2000-10,a1896?var_recherche=industria#nb3" target="_blank" name="11abf5dfbec98544_nh3"&gt;3&lt;/a&gt;] — Marcuse observou as mesmas características no regime nazista.&lt;br /&gt;Desenvolvida nos anos de sua colaboração com os serviços secretos norte-americanos, a reflexão de Marcuse se inscreve no quadro do debate, então bastante animado, sobre a natureza e o sentido do regime nazista. Debate para o qual contribuíram amplamente intelectuais de origem judia recém-chegados aos Estados Unidos. O filósofo alemão era então um dos principais representantes da "Escola de Frankfurt", uma das principais correntes marxistas heterodoxas que não se identificavam com a linha oficial da 3ª Internacional — para a qual o nazismo não passava de uma "ditadura aberta dos elementos mais reacionários, mais chauvinistas e mais imperialistas do capital financeiro". [&lt;a title="[4] Segundo as palavras empregadas pelo dirigente comunista George Dimitrov (...)" onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)" href="http://diplo.uol.com.br/2000-10,a1896?var_recherche=industria#nb4" target="_blank" name="11abf5dfbec98544_nh4"&gt;4&lt;/a&gt;]&lt;br /&gt;Debate sobre o totalitarismo&lt;br /&gt;No interior do grupo de Frankfurt existiam, porém, posições divergentes. Sustentada por Max Horkheimer e Friedrich Pollock, uma primeira linha de interpretação descrevia o nazismo como uma forma de capitalismo de Estado, uma nova ordem que sucedia ao capitalismo no lugar do socialismo, invertendo a relação tradicional de dependência da política em relação à economia (um raciocínio que levaria Horkheimer, depois da guerra, a substituir a categoria marxista de "classe" pela de "racket"). A segunda, sustentada por Franz Neumann, Arkadij Gurland e Otto Kirchheimer, e mais conforme ao marxismo, preferia descrever o regime nazista como uma forma de "capitalismo monopolista totalitário", sublinhando seu caráter de continuidade com a estrutura hierárquica da ordem capitalista. [&lt;a title="[5] Ler, de Rolf Wiggershaus, Die Frankfurter Schule, München-Vien, ed. Carl (...)" onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)" href="http://diplo.uol.com.br/2000-10,a1896?var_recherche=industria#nb5" target="_blank" name="11abf5dfbec98544_nh5"&gt;5&lt;/a&gt;]&lt;br /&gt;Igualmente emigrados para os Estados Unidos, outros intelectuais alemães, como Ernst Fraenkel, viam no nazismo a coexistência de um "Estado normativo" (necessário para garantir o funcionamento de uma economia que permanecia capitalista) e de um "Estado discricionário" (que operava em torno de um quadro jurídico insignificante, com base num puro critério de "oportunidade política" visando, em primeiro lugar, aos "inimigos" do regime) [&lt;a title="[6] Ler, de Ernst Fraenkel, Der Doppelstaat, Frankfurt am Main-Köln, ed. (...)" onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)" href="http://diplo.uol.com.br/2000-10,a1896?var_recherche=industria#nb6" target="_blank" name="11abf5dfbec98544_nh6"&gt;6&lt;/a&gt;] Estas reflexões baseiam-se, em seguida, no debate sobre o totalitarismo, para o qual contribuiu de maneira fundamental uma outra exilada alemã de origem judia, Hannah Arendt.&lt;br /&gt;A racionalidade da eficiência e da precisão&lt;br /&gt;Em sua obra, o campo de extermínio, como lugar de suspensão do direito e como lugar de desestruturação e de reconstrução do humano, torna-se a metáfora emblemática de uma forma política inédita, mas profundamente enraizada no construtivismo racionalista moderno, convencido que tudo pode ser modificado pela ideologia, compreendendo aí a "condição humana". [&lt;a title="[7] Ler, de Hannah Arendt, The Origins of Totalitarianism, New York, ed. (...)" onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)" href="http://diplo.uol.com.br/2000-10,a1896?var_recherche=industria#nb7" target="_blank" name="11abf5dfbec98544_nh7"&gt;7&lt;/a&gt;]&lt;br /&gt;Em relação a estas contribuições, a posição de Marcuse inscreve-se transversalmente à perspectiva marxista, embora com raízes nela. Contrariamente à onda liberal, [&lt;a title="[8] Ler, de Carl Friedrich e Zbignew Brzezinski, Totalitarian Dictatorship (...)" onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)" href="http://diplo.uol.com.br/2000-10,a1896?var_recherche=industria#nb8" target="_blank" name="11abf5dfbec98544_nh8"&gt;8&lt;/a&gt;] totalitarismo e capitalismo não são, para ele, termos contraditórios, pois o capitalismo é um sistema que regulamenta a totalidade das relações sociais. Ao longo do século XX, esse caráter inveterado do capital aparece manifesto, e o sistema torna-se, segundo Marcuse, totalitário. As palavras "monopolista" e "totalitário" (e, mais tarde, "unidimensional") são assim quase sinônimos, e representam as duas faces de um mesmo fenômeno, no qual "a sociedade em sua totalidade se levanta contra os interesses particulares" através de uma nova forma de racionalidade: a racionalidade técnica, baseada sobre os critérios da eficiência e da precisão.&lt;br /&gt;Uma forma de tecnocracia&lt;br /&gt;A expressão "totalitarismo" é para Marcuse, portanto, um conceito genérico que serve para explicar a nova tendência do capitalismo como sistema, tendência essa que se manifesta sob formas históricas diversas, em personificações da totalidade (nazi-fascismo, comunismo soviético e Estado de bem-estar social) que, não obstante sua especificidade, são frutos do desenvolvimento do capital monopolista.&lt;br /&gt;O estudo do modelo nacional-socialista representa, para Marcuse, a primeira tentativa de analisar estas formas históricas da totalidade, às quais sucederão as contribuições mais conhecidas sobre o marxismo soviético e sobre as democracias liberais ocidentais. [&lt;a title="[9] Conforme, respectivamente, O Marxismo soviético, e O Homem (...)" onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)" href="http://diplo.uol.com.br/2000-10,a1896?var_recherche=industria#nb9" target="_blank" name="11abf5dfbec98544_nh9"&gt;9&lt;/a&gt;] O filósofo alemão visa em particular ao repúdio das teses opostas, mas simétricas, que descrevem o nazismo simplesmente como uma revolução ou como uma restauração da ordem alemã tradicional. O regime nazista não modificou as relações de produção, nem, muito menos, ultrapassou a contradição fundamental entre capital e trabalho. Não obstante isso, o Estado nazista tem pouco em comum com a estrutura do velho Reich e produziu uma inegável modernização técnica do país. O nazismo — explica Marcuse — é uma forma de tecnocracia: "As considerações técnicas da eficiência imperialista e da racionalidade extrema substituem os critérios tradicionais de rentabilidade e bem-estar geral". [&lt;a title="[10] Ler, de Herbert Marcuse, Some Social Implications of Modern (...)" onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)" href="http://diplo.uol.com.br/2000-10,a1896?var_recherche=industria#nb10" target="_blank" name="11abf5dfbec98544_nh10"&gt;10&lt;/a&gt;]&lt;br /&gt;Opressão totalitária e penúria&lt;br /&gt;O reino do terror, na Alemanha nazista, não foi sustentado exclusivamente pela força bruta, mas também "pela manipulação engenhosa do poder inerente à tecnologia: a intensificação do trabalho, a propaganda, a formação dos jovens e dos trabalhadores, a organização da burocracia governamental, industrial e de partido — todos instrumentos de terror cotidiano do nazismo — se conformam às diretrizes da máxima eficiência tecnológica". [&lt;a title="[11] The New German Mentality, op. cit." onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)" href="http://diplo.uol.com.br/2000-10,a1896?var_recherche=industria#nb11" target="_blank" name="11abf5dfbec98544_nh11"&gt;11&lt;/a&gt;] A realidade nacional-socialista é aquela de um Estado-máquina que parece se mover em virtude de sua própria necessidade, a da expansão econômica e da produção de massa. Com o advento da racionalidade tecnológica, o livre sujeito econômico torna-se "objeto de uma organização e coordenação em grande escala e a realização das capacidades individuais transforma-se em eficiência padronizada".&lt;br /&gt;"A racionalidade tecnológica — explica Marcuse — é, ao mesmo tempo, a padronização e a concentração monopolista." A tecnologia é "um modo de produção", "uma maneira de organizar e de perpetuar (ou transformar) as relações sociais, uma manifestação do pensamento e dos hábitos dominantes, um instrumento para o controle e a dominação". O nacional-socialismo, neste sentido, representa "um exemplo evidente das modalidades com as quais uma economia altamente racionalizada e mecanizada — e que possui o máximo de eficiência produtiva — pode operar no interesse da opressão totalitária e perpetuar um regime de penúria". [&lt;a title="[12] Some Social Implication... , op. cit." onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)" href="http://diplo.uol.com.br/2000-10,a1896?var_recherche=industria#nb12" target="_blank" name="11abf5dfbec98544_nh12"&gt;12&lt;/a&gt;]&lt;br /&gt;A "mobilização total"&lt;br /&gt;O sistema nacional-socialista é, portanto, uma resposta capitalista e autoritária às transformações econômicas e sociais que ocorreram ao longo do século XX. Ao comentar um discurso de Adolf Hitler aos industriais, de 1932, Marcuse destaca como os interesses da grande indústria são ainda aqueles em torno dos quais é construída a organização econômica do III Reich. Esses interesses, no entanto, se sujeitam à nova fase monopolista de acumulação de capital que, para sustentar o crescimento da competição no mercado mundial, impõe uma "transformação das relações econômicas em relações políticas". A dominação e a expansão políticas devem não somente suplementar, mas ultrapassar a dominação e a expansão econômicas.&lt;br /&gt;O Estado torna-se assim o agente executivo da economia, que organiza e coordena a "mobilização total" da nação em direção ao objetivo imperativo da expansão econômica. A conseqüência necessária desta transformação é a instauração de um sistema abertamente autoritário: o nazismo "tende a abolir qualquer separação entre Estado e sociedade através da transferência das funções públicas aos grupos sociais atualmente no poder". O sistema tende, em outras palavras, "à autonomia do governo direto e imediato dos grupos sociais dominantes sobre o resto da população".&lt;br /&gt;Um instrumento para a opressão&lt;br /&gt;O fim da separação entre esfera pública e privada, típico da era liberal do capitalismo, repercute no plano individual com a supressão da privacidade e a abolição sub-reptícia de tabus tradicionais sobre o sexo e a moral cristã. O efeito disso não é, porém, a liberação das faculdades individuais, mas seu consumo pela massa, o que intensifica a fragmentação e o isolamento recíproco. Pois a massa não é unida por uma consciência e interesse comuns, mas é composta de indivíduos "perseguindo cada um seus próprios interesses primitivos, que são unificados pela redução deste interesse ao mero instinto de auto-conservação, idêntico para cada um deles". A perda da independência necessária à mobilização integral da força de trabalho é recompensada por uma nova segurança econômica e uma nova liberdade de costumes. "O nacional-socialismo — escreve Marcuse — transforma o sujeito livre em sujeito economicamente estável; a realidade da segurança econômica eclipsa o perigoso ideal da liberdade."&lt;br /&gt;Além do recurso à mitologia ancestral e violenta, consideradas por Marcuse como aspectos superficiais e ainda imperfeitos do sistema, o nazismo compartilha os traços fundamentais da nova ordem descrita em sua obra O Homem unidimensional ("uma ordem que conseguiu coordenar também as zonas escondidas mais perigosas da sociedade individualista") e, graças ao bem-estar assegurado pelo pleno emprego, "induz cada indivíduo a apreciar e a perpetuar um mundo que se serve dele como de um instrumento para a opressão".&lt;br /&gt;Um aparente conflito de opiniões&lt;br /&gt;Competitividade, eficiência, segurança são elementos que funcionam como palavras de ordem também para a nova ordem globalitária. [&lt;a title="'[13]" onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)" href="http://diplo.uol.com.br/2000-10,a1896?var_recherche=industria#nb13" target="_blank" name="11abf5dfbec98544_nh13"&gt;13&lt;/a&gt;] O conteúdo dado a estes conceitos é, porém, diferente: se, para Marcuse, a abolição da distinção entre Estado e sociedade — requerida pelas exigências de eficiência e competitividade mundiais — se manifestava pela saída da política de seus domínios tradicionais — via a intervenção do Estado na economia — hoje estas mesmas exigências se manifestam de maneira oposta, pelo recuo da esfera pública em proveito dos mercados, que ocupam, sem contestação, o campo das decisões políticas. O tema da segurança também mudou de sentido: com a difusão do empobrecimento maciço mesmo nas sociedades tecnologicamente avançadas, a segurança perde seu significado econômico e retoma seu sentido policial de "tolerância zero", de enclausuramento e reclusão dos homens e mulheres que sitiam a fortaleza empobrecida.&lt;br /&gt;Um sistema repressivo que perdeu, portanto, até a última justificativa racional de sua perpetuação, que abre espaço à crítica e talvez a perspectivas de uma verdadeira renovação. Mas que, do mesmo modo, parece mais forte e incontestável do que nunca. O sucesso dos adversários do neoliberalismo dependerá de sua capacidade em resolver este aparente conflito de opiniões entre força inusitada e ausência de legitimação, sem cair em uma reprodução simplista das receitas do passado.&lt;br /&gt;Contra-educação, a arma principal&lt;br /&gt;Como dizia o próprio Herbert Marcuse: "Contra o espectro do fascismo à americana, a esquerda, enfraquecida por suas divisões, sem organização eficaz, trava um combate desigual. Sua arma principal permanece sendo a educação política — a contra-educação — na teoria e na prática: longa e dolorosa operação que consiste em tornar conscientes as pessoas de que as repressões exigidas para a manutenção do atual modelo de sociedade não são mais necessárias, e que é possível aboli-las sem contudo substituí-las por um outro sistema de dominação".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Traduzido por Marco Aurélio Weissheimer&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-8766887550259289085?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/8766887550259289085/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=8766887550259289085' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/8766887550259289085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/8766887550259289085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2008/06/histria-em-herbert-marcuse.html' title='História em Herbert Marcuse'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-6668744727896956049</id><published>2008-06-24T12:03:00.001-07:00</published><updated>2008-06-24T12:03:59.664-07:00</updated><title type='text'>Entrevista:</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.livrevista.com/"&gt;http://www.livrevista.com/&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-6668744727896956049?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/6668744727896956049/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=6668744727896956049' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/6668744727896956049'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/6668744727896956049'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2008/06/entrevista.html' title='Entrevista:'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-787284915807790050</id><published>2008-06-23T14:43:00.000-07:00</published><updated>2008-06-23T14:44:29.308-07:00</updated><title type='text'>ainda sobre nós, ou melhor sobre mim.</title><content type='html'>João Gilberto acentua os sintomas da dengue.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-787284915807790050?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/787284915807790050/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=787284915807790050' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/787284915807790050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/787284915807790050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2008/06/ainda-sobre-ns-ou-melhor-sobre-mim.html' title='ainda sobre nós, ou melhor sobre mim.'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' 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href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/267448105145574196'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/267448105145574196'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2008/06/gozo.html' title='gozo'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-2778333215673332734</id><published>2008-06-22T19:45:00.000-07:00</published><updated>2008-06-22T20:17:57.418-07:00</updated><title type='text'>questionamento</title><content type='html'>as vezes sentimos medo de nos machucarmos, sentimos medo de seguir em frente pensando que num futuro próximo podemos nos magoar...&lt;br /&gt;agindo desta maneira apenas estamos nos privando de semos felizes, por medo.&lt;br /&gt;o medo paraliza e assombra.&lt;br /&gt;se ficarmos estáticos, paralizados, congelados não viveremos.&lt;br /&gt;e não viver é morrer.&lt;br /&gt;Seremos mortos vivos se tivermos medo de sermos felizes?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-2778333215673332734?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/2778333215673332734/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=2778333215673332734' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/2778333215673332734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/2778333215673332734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2008/06/questionamento.html' title='questionamento'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-2501221063741134147</id><published>2008-06-16T14:01:00.000-07:00</published><updated>2008-06-16T14:09:33.876-07:00</updated><title type='text'>Resenha: A arte de passear, Schelle</title><content type='html'>O pequeno livro de Scheelle com um título que hoje parece auto-ajuda, nos fornece elementos para o flanar que é fortemente exprimido na Modernidade, ou seja, de 1850 em diante.&lt;br /&gt;O autor faz a diferenciação dentre os diversos modos de passear. Desde a simples caminhada (a pé mesmo), para os passeios de cochê e à cavalo -  sendo que a pé é o "preferido", o mais completo. Flanar a pé envolve tanto corpo quanto mente.&lt;br /&gt;Há distinções diversas sobre o passear na cidade, no campo, no vale, nas montanhas. O livreto acaba sendo um "manual" para aproveitar o passeio e exercitar a mente. Muito melhor do que auto-ajuda vale a pena ser lido!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A arte de passear, Schelle R$ 20,00 (Fnac)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-2501221063741134147?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/2501221063741134147/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=2501221063741134147' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/2501221063741134147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/2501221063741134147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2008/06/resenha-arte-de-passear-schelle.html' title='Resenha: A arte de passear, Schelle'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-8814052543113166400</id><published>2008-06-16T13:59:00.000-07:00</published><updated>2008-06-16T14:00:11.871-07:00</updated><title type='text'>win wenders</title><content type='html'>Paris, Texas é sonífero&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-8814052543113166400?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/8814052543113166400/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=8814052543113166400' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/8814052543113166400'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/8814052543113166400'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2008/06/win-wenders.html' title='win wenders'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-5856097967368012418</id><published>2008-06-16T13:58:00.000-07:00</published><updated>2008-06-16T13:59:16.636-07:00</updated><title type='text'>sobre nós</title><content type='html'>eu gosto do dia,&lt;br /&gt;ele da noite!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-5856097967368012418?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/5856097967368012418/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=5856097967368012418' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/5856097967368012418'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/5856097967368012418'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2008/06/sobre-ns.html' title='sobre nós'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-4969594261665562565</id><published>2008-05-14T17:31:00.000-07:00</published><updated>2008-05-14T17:35:07.502-07:00</updated><title type='text'>Marcuse, Herbert - Algumas implicações sobre Aragon: arte e política na Era totalitária</title><content type='html'>Sobre a Fidelidade:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a impossibilidade física de substituir uma pessoa por outra, em uma ordem de permutabilidade universal, é o símbolo da transcendência, da contradição absoluta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-4969594261665562565?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/4969594261665562565/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=4969594261665562565' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/4969594261665562565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/4969594261665562565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2008/05/marcuse-herbert-algumas-implicaes-sobre.html' title='Marcuse, Herbert - Algumas implicações sobre Aragon: arte e política na Era totalitária'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-4952674641098936536</id><published>2008-05-06T14:53:00.000-07:00</published><updated>2008-05-06T14:58:24.911-07:00</updated><title type='text'>Clarice Lispector</title><content type='html'>&lt;a href="http://claricelispector.blogspot.com/"&gt;http://claricelispector.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-4952674641098936536?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/4952674641098936536/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=4952674641098936536' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/4952674641098936536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/4952674641098936536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2008/05/clarice-lispector.html' title='Clarice Lispector'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-1217505245869572229</id><published>2008-05-06T14:52:00.001-07:00</published><updated>2008-05-06T14:52:58.197-07:00</updated><title type='text'>Proust</title><content type='html'>"Na realidade, todo leitor é, quando lê, o leitor de si mesmo. A obra não passa de uma espécie de instrumento ótico oferecido ao leitor a fim de lhe ser possível discernir o que, sem ela, não teria certamente visto em si mesmo."&lt;br /&gt;Marcel Proust (em "O Tempo Redescoberto")&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-1217505245869572229?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/1217505245869572229/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=1217505245869572229' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/1217505245869572229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/1217505245869572229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2008/05/proust.html' title='Proust'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-639235343060736254</id><published>2008-05-06T14:49:00.000-07:00</published><updated>2008-05-06T14:51:59.679-07:00</updated><title type='text'>Charles Baudelaire</title><content type='html'>Que j'aime voir, chère indolente,&lt;br /&gt;De ton corps si beau,&lt;br /&gt;Comme une étoffe vacillante,&lt;br /&gt;Miroiter la peau!&lt;br /&gt;Sur ta chevelure profonde&lt;br /&gt;Aux âcres parfums,&lt;br /&gt;Mer odorante et vagabonde&lt;br /&gt;Aux flots bleus et bruns,&lt;br /&gt;Comme un navire qui s'éveille&lt;br /&gt;Au vent du matin,&lt;br /&gt;Mon âme rêveuse appareille&lt;br /&gt;Pour un ciel lointain.&lt;br /&gt;Tes yeux, où rien ne se révèle&lt;br /&gt;De doux ni d'amer,&lt;br /&gt;Sont deux bijoux froids où se mêle&lt;br /&gt;L'or avec le fer.&lt;br /&gt;A te voir marcher en cadence,&lt;br /&gt;Belle d'abandon,&lt;br /&gt;On dirait un serpent qui danse&lt;br /&gt;Au bout d'un bâton.&lt;br /&gt;Sous le fardeau de ta paresse&lt;br /&gt;Ta tête d'enfant&lt;br /&gt;Se balance avec la mollesse&lt;br /&gt;D'un jeune éléphant,&lt;br /&gt;Et ton corps se penche et s'allonge&lt;br /&gt;Comme un fin vaisseau&lt;br /&gt;Qui roule bord sur bord et plonge&lt;br /&gt;Ses vergues dans l'eau.&lt;br /&gt;Comme un flot grossi par la fonte&lt;br /&gt;Des glaciers grondants,&lt;br /&gt;Quand l'eau de ta bouche remonte&lt;br /&gt;Au bord de tes dents,&lt;br /&gt;Je crois boire un vin de Bohême,&lt;br /&gt;Amer et vainqueur,&lt;br /&gt;Un ciel liquide qui parsème&lt;br /&gt;D'étoiles mon cœur!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-639235343060736254?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/639235343060736254/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=639235343060736254' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/639235343060736254'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/639235343060736254'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2008/05/charles-baudelaire.html' title='Charles Baudelaire'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-8559061131941427071</id><published>2008-05-06T14:48:00.001-07:00</published><updated>2008-05-06T14:48:32.652-07:00</updated><title type='text'>Para saber mais sobre Hilda Hilst</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.angelfire.com/ri/casadosol/"&gt;http://www.angelfire.com/ri/casadosol/&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-8559061131941427071?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/8559061131941427071/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=8559061131941427071' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/8559061131941427071'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/8559061131941427071'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2008/05/para-saber-mais-sobre-hilda-hilst.html' title='Para saber mais sobre Hilda Hilst'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-3427354400791361378</id><published>2008-05-06T14:07:00.000-07:00</published><updated>2008-05-06T14:11:22.699-07:00</updated><title type='text'>Bufólicas</title><content type='html'>A CANTORA GRITANTE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Cantava tão bem&lt;br /&gt;Subiam-lhe oitavas&lt;br /&gt;Tantas tão claras&lt;br /&gt;Na garganta alva&lt;br /&gt;Que toda vizinhança&lt;br /&gt;Passou a invejá-la.&lt;br /&gt;(As mulheres, eu digo,&lt;br /&gt;porque os maridos&lt;br /&gt;às pampas excitados&lt;br /&gt;de lhe ouvir os trinados,&lt;br /&gt;a cada noite&lt;br /&gt;em suas gordas consortes&lt;br /&gt;enfiavam os bagos).&lt;br /&gt;Curvadas, claudicantes&lt;br /&gt;De xerecas inchadas&lt;br /&gt;Maldizendo a sorte&lt;br /&gt;Resolveram calar&lt;br /&gt;A cantora gritante.&lt;br /&gt;Certa noite... de muita escuridão&lt;br /&gt;De lua negra e chuvas&lt;br /&gt;Amarraram o jumento Fodão a um toco negro.&lt;br /&gt;E pelos gorgomilos&lt;br /&gt;Arrastaram também&lt;br /&gt;A Garganta Alva&lt;br /&gt;Pros baixios do bicho.&lt;br /&gt;Petrificado&lt;br /&gt;O jumento Fodão&lt;br /&gt;Eternizou o nabo&lt;br /&gt;Na garganta-tesão... aquela&lt;br /&gt;Que cantava tão bem&lt;br /&gt;Oitavas tão claras&lt;br /&gt;Na garganta alva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moral da estória:&lt;br /&gt;Se o teu canto é bonito,&lt;br /&gt;Cuida que não seja um grito.&lt;br /&gt;(Bufólicas - 1992)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FILÓ, A FADINHA LÉSBICA&lt;br /&gt;Ela era gorda e miúda.&lt;br /&gt;Tinha pezinhos redondos.&lt;br /&gt;A cona era peluda&lt;br /&gt;Igual à mão de um mono.&lt;br /&gt;Alegrinha e vivaz&lt;br /&gt;Feito andorinha&lt;br /&gt;Às tardes vestia-se&lt;br /&gt;Como um rapaz&lt;br /&gt;Para enganar mocinhas.&lt;br /&gt;Chamavam-lhe "Filó, a lésbica fadinha".&lt;br /&gt;Em tudo que tocava&lt;br /&gt;Deixava sua marca registrada:&lt;br /&gt;Uma estrelinha cor de maravilha&lt;br /&gt;Fúcsia, bordô&lt;br /&gt;Ninguém sabia o nome daquela cô.&lt;br /&gt;Metia o dedo&lt;br /&gt;Em todas as xerecas: loiras, pretas&lt;br /&gt;Dizia-se até...&lt;br /&gt;Que escarafunchava bonecas.&lt;br /&gt;Bulia, beliscava&lt;br /&gt;Como quem sabia&lt;br /&gt;O que um dedo faz&lt;br /&gt;Desde que nascia.&lt;br /&gt;Mas à noite... quando dormia...&lt;br /&gt;Peidava, rugia... e...&lt;br /&gt;Nascia-lhe um bastão grosso&lt;br /&gt;De início igual a um caroço&lt;br /&gt;Depois...&lt;br /&gt;Ia estufando, crescendo&lt;br /&gt;E virava um troço&lt;br /&gt;Lilás&lt;br /&gt;Fúcsia&lt;br /&gt;Bordô&lt;br /&gt;Ninguém sabia a cô do troço&lt;br /&gt;Da Fadinha Filô.&lt;br /&gt;Faziam fila na Vila.&lt;br /&gt;Falada "Vila do Troço".&lt;br /&gt;Famosa nas Oropa&lt;br /&gt;Oiapoc ao Chuí&lt;br /&gt;Todo mundo tomava&lt;br /&gt;Um bastão no oiti.&lt;br /&gt;Era um gozo gozoso&lt;br /&gt;Trevoso, gostoso&lt;br /&gt;Um arrepião nos meio!&lt;br /&gt;Mocinhas, marmanjões&lt;br /&gt;Ressecadas velhinhas&lt;br /&gt;Todo mundo gemia e chorava&lt;br /&gt;De pura alegria&lt;br /&gt;Na Vila do Troço.&lt;br /&gt;Até que um belo dia...&lt;br /&gt;Um cara troncudão&lt;br /&gt;Com focinho de tira&lt;br /&gt;De beiço bordô, fúcsia ou maravilha&lt;br /&gt;(ninguém sabia o nome daquela cô)&lt;br /&gt;Seqüestrou Fadinha&lt;br /&gt;E foi morar na Ilha.&lt;br /&gt;Nem barco, nem ponte&lt;br /&gt;O troncudão nadando feito rinoceronte&lt;br /&gt;Carregava Fadinha.&lt;br /&gt;De pernas abertas&lt;br /&gt;Nas costas do gigante&lt;br /&gt;Pela primeira vez&lt;br /&gt;Na sua vidinha&lt;br /&gt;Filó estrebuchava&lt;br /&gt;Revirando os óinho&lt;br /&gt;Enquanto veloz veloz&lt;br /&gt;O troncudão nadava.&lt;br /&gt;A Vila do Troço&lt;br /&gt;Ficou triste, vazia&lt;br /&gt;Sorumbática, tétrica&lt;br /&gt;Pois nunca mais se viu&lt;br /&gt;Filó, a Fadinha lésbica&lt;br /&gt;Que à noite virava fera&lt;br /&gt;E peidava e rugia&lt;br /&gt;E nascia-lhe um troço&lt;br /&gt;Fúcsia&lt;br /&gt;Lilás&lt;br /&gt;Maravilha&lt;br /&gt;Bordô&lt;br /&gt;Até hoje ninguém conhece&lt;br /&gt;O nome daquela cô.&lt;br /&gt;E nunca mais se viu&lt;br /&gt;Alguém-Fantasia&lt;br /&gt;Que deixava uma estrela&lt;br /&gt;Em tudo que tocava&lt;br /&gt;E um rombo na bunda&lt;br /&gt;De quem se apaixonava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moral da estória, em relação à Fadinha:&lt;br /&gt;Quando menos se espera, tudo reverbera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moral da estória, em relação ao morador&lt;br /&gt;da Vila do Troço:&lt;br /&gt;Não acredite em Fadinhas.&lt;br /&gt;Muito menos com cacete.&lt;br /&gt;Ou somem feito andorinhas&lt;br /&gt;Ou te deixam cacoetes.&lt;br /&gt;( Bufólicas - 1992)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Bufólicas - São Paulo: Massao Ohno Editor, 1992.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-3427354400791361378?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/3427354400791361378/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=3427354400791361378' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/3427354400791361378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/3427354400791361378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2008/05/buflicas.html' title='Bufólicas'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-381771615661013175</id><published>2008-05-06T14:04:00.001-07:00</published><updated>2008-05-06T14:04:40.066-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Amavisse&lt;br /&gt;de Hilda Hilst&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se te perdesse, assim te quero.&lt;br /&gt;Como se não te visse (favas douradas&lt;br /&gt;Sob um amarelo) assim te apreendo brusco&lt;br /&gt;Inamovível, e te respiro inteiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um arco-íris de ar em águas profundas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se tudo o mais me permitisses,&lt;br /&gt;A mim me fotografo nuns portões de ferro&lt;br /&gt;Ocres, altos, e eu mesma diluída e mínima&lt;br /&gt;No dissoluto de toda despedida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se te perdesse nos trens, nas estações&lt;br /&gt;Ou contornando um círculo de águas&lt;br /&gt;Removente ave, assim te somo a mim:&lt;br /&gt;De redes e de anseios inundada.&lt;br /&gt;(II)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descansa.&lt;br /&gt;O Homem já se fez&lt;br /&gt;O escuro cego raivoso animal&lt;br /&gt;Que pretendias.&lt;br /&gt;(Via Vazia - VIII)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-381771615661013175?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/381771615661013175/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=381771615661013175' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/381771615661013175'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/381771615661013175'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2008/05/amavisse-de-hilda-hilst-como-se-te.html' title=''/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-7713398813198167494</id><published>2008-05-06T14:02:00.001-07:00</published><updated>2008-05-06T14:02:53.102-07:00</updated><title type='text'>http://www.angelfire.com/ri/casadosol/palcoolicas.html</title><content type='html'>Alcoólicas&lt;br /&gt;de Hilda Hilst&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É crua a vida. Alça de tripa e metal.&lt;br /&gt;Nela despenco: pedra mórula ferida.&lt;br /&gt;É crua e dura a vida. Como um naco de víbora.&lt;br /&gt;Como-a no livor da língua&lt;br /&gt;Tinta, lavo-te os antebraços, Vida, lavo-me&lt;br /&gt;No estreito-pouco&lt;br /&gt;Do meu corpo, lavo as vigas dos ossos, minha vida&lt;br /&gt;Tua unha plúmbea, meu casaco rosso.&lt;br /&gt;E perambulamos de coturno pela rua&lt;br /&gt;Rubras, góticas, altas de corpo e copos.&lt;br /&gt;A vida é crua. Faminta como o bico dos corvos.&lt;br /&gt;E pode ser tão generosa e mítica: arroio, lágrima&lt;br /&gt;Olho d'água, bebida. A Vida é líquida.&lt;br /&gt;(Alcoólicas - I)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também são cruas e duras as palavras e as caras&lt;br /&gt;Antes de nos sentarmos à mesa, tu e eu, Vida&lt;br /&gt;Diante do coruscante ouro da bebida. Aos poucos&lt;br /&gt;Vão se fazendo remansos, lentilhas d'água, diamantes&lt;br /&gt;Sobre os insultos do passado e do agora. Aos poucos&lt;br /&gt;Somos duas senhoras, encharcadas de riso, rosadas&lt;br /&gt;De um amora, um que entrevi no teu hálito, amigo&lt;br /&gt;Quando me permitiste o paraíso. O sinistro das horas&lt;br /&gt;Vai se fazendo tempo de conquista. Langor e sofrimento&lt;br /&gt;Vão se fazendo olvido. Depois deitadas, a morte&lt;br /&gt;É um rei que nos visita e nos cobre de mirra.&lt;br /&gt;Sussurras: ah, a vida é líquida.&lt;br /&gt;(Alcoólicas - II)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E bebendo, Vida, recusamos o sólido&lt;br /&gt;O nodoso, a friez-armadilha&lt;br /&gt;De algum rosto sóbrio, certa voz&lt;br /&gt;Que se amplia, certo olhar que condena&lt;br /&gt;O nosso olhar gasoso: então, bebendo?&lt;br /&gt;E respondemos lassas lérias letícias&lt;br /&gt;O lusco das lagartixas, o lustrino&lt;br /&gt;Das quilhas, barcas, gaivotas, drenos&lt;br /&gt;E afasta-se de nós o sólido de fechado cenho.&lt;br /&gt;Rejubilam-se nossas coronárias. Rejubilo-me&lt;br /&gt;Na noite navegada, e rio, rio, e remendo&lt;br /&gt;Meu casaco rosso tecido de açucena.&lt;br /&gt;Se dedutiva e líquida, a Vida é plena.&lt;br /&gt;(Alcoólicas - IV)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Te amo, Vida, líquida esteira onde me deito&lt;br /&gt;Romã baba alcaçuz, teu trançado rosado&lt;br /&gt;Salpicado de negro, de doçuras e iras.&lt;br /&gt;Te amo, Líquida, descendo escorrida&lt;br /&gt;Pela víscera, e assim esquecendo&lt;br /&gt;Fomes&lt;br /&gt;País&lt;br /&gt;O riso solto&lt;br /&gt;A dentadura etérea&lt;br /&gt;Bola&lt;br /&gt;Miséria.&lt;br /&gt;Bebendo, Vida, invento casa, comida&lt;br /&gt;E um Mais que se agiganta, um Mais&lt;br /&gt;Conquistando um fulcro potente na garganta&lt;br /&gt;Um látego, uma chama, um canto. Amo-me.&lt;br /&gt;Embriagada. Interdita. Ama-me. Sou menos&lt;br /&gt;Quando não sou líquida.&lt;br /&gt;(Alcoólicas - V)&lt;br /&gt;(in Do Desejo - Campinas, SP: Pontes, 1992.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-7713398813198167494?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/7713398813198167494/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=7713398813198167494' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/7713398813198167494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/7713398813198167494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2008/05/httpwwwangelfirecomricasadosolpalcoolic.html' title='http://www.angelfire.com/ri/casadosol/palcoolicas.html'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-6163405297319914567</id><published>2008-05-02T13:22:00.000-07:00</published><updated>2008-05-02T13:43:17.850-07:00</updated><title type='text'>Shine a Light</title><content type='html'>O documentário/musical Shine a Light de Martin Scorsese registra os dois dias de show dos Rolling Stones no Beacon Theatre de Nova York em 29 de outubro e 1º de novembro de 2006, parte da turnê do álbum A Bigger Bang.&lt;br /&gt;Mas porquê Scorsese?&lt;br /&gt;A relação que ele tinha com os Stones já era de longa data, além do que várias músicas entram na trilha dos seus filmes.&lt;br /&gt;O documentário/musical tem uma equipe impecável...a fotografia é maravilhosa. Ellen Kuras, Emmanuel Lubezki, Andrew Lesnie e Robert Elswit, entre outros. Todos sob o comando do diretor de fotografia Robert Richardson. Uma boa montagem e operação de camera fazem o diferencial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só posso afirmar mais um coisa: Temos a impressão de estarmos dentro do Teatro, junto com o público!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-6163405297319914567?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/6163405297319914567/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=6163405297319914567' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/6163405297319914567'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/6163405297319914567'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2008/05/shine-light.html' title='Shine a Light'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-8777034985948295779</id><published>2008-02-18T19:23:00.000-08:00</published><updated>2008-02-18T19:24:25.207-08:00</updated><title type='text'>RESENHA:Dadá-Berlim: Des/montagem, Norval Baitello Junior, Editora AnnaBlume</title><content type='html'>Este “pocket” é fruto da dissertação de mestrado do referido autor. Trata-se de uma contextualização do movimento que teve origem em Zurique, mas adotou envergadura política forte na Alemanha, sobretudo em Berlim no período de transição para a República de Weimar.&lt;br /&gt;A Alemanha passava por um período duro, o final dos anos 1920 não estava fácil. A perda da 1ª Grande Guerra prejudicou não só a política financeira do país, como a moral dos alemães estava em baixa. A fome, a pobreza, a atmosfera cinza propiciavam o clima ideal para o suicídio. Os vários partidos políticos culminaram na ruína daquela república que já nascera fadada ao fracasso. O resultado não poderia ser outro: o nazi-fascismo.&lt;br /&gt;O movimento dadaísta berlinense surge como um ácido para corroer mais rápido essa base frágil. Todos os meios de comunicação de massa eram utilizados como arma, arma contra si, contra o próprio sistema vigente. A negação da negação. Corroer de dentro para fora. Utilizar as mesmas armas. Assim, o caráter pacifista do movimento dadá de Zurique tomou uma forma mais “agressiva”, pelo próprio clima da Alemanha pós guerra.&lt;br /&gt;O titulo deste livro pode parecer estranho, mas sintetiza a essência do movimento, que pela negação podia afirmar e negar novamente. Pela desmontagem, pela desconstrução pode-se construir uma nova montagem. Contudo uma das coisas mais significativas deste movimento são as suas ações. Os dadaístas não se preocupavam com a durabilidade de suas obras, mas sim com a significância de suas ações (o que posteriormente influenciou os surrealistas): a ação como obra artística. É deste modo que a arte está a serviço da política, o que pode ser uma afirmação perigosa. Perguntamo-nos então, para qual política?&lt;br /&gt;Assim este pequeno livro (não desmerecendo o seu conteúdo) introduz o leitor numa série de conceitos-chaves e traz uma cronologia bastante completa, desde 1905 até 1922. Depois o texto se divide em quatro capítulos: (1) A morte dadá; (2) A República de Weimar: nascimento, isto é, morte; (3) República dadá vs. República de Weimar; (4) “Ação, ação...”. E fecha com a conclusão que se intitula como “O começo”. Não posso deixar de dizer aos leitores que o livro é rico em informações de panfletos da época, que o autor traduziu direto da língua alemã. Apresenta-nos ainda imagens de algumas instalações e da própria arte gráfica, que a meu ver o movimento foi precursor. Fica então o saldo positivo de um livro que poucos conhecem e que muitos deveriam conhecer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-8777034985948295779?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/8777034985948295779/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=8777034985948295779' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/8777034985948295779'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/8777034985948295779'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2008/02/resenhadad-berlim-desmontagem-norval.html' title='RESENHA:Dadá-Berlim: Des/montagem, Norval Baitello Junior, Editora AnnaBlume'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-8184452428378575194</id><published>2008-02-18T05:18:00.000-08:00</published><updated>2008-02-18T05:20:57.075-08:00</updated><title type='text'>A DEDUÇÃO TRANSCENDENTAL DAS CATEGORIAS NA CRÍTICA DA RAZÃO PURA DE IMMANUEL KANT</title><content type='html'>A Crítica da Razão Pura, de Immanuel Kant data a primeira edição no ano de 1781 e a segunda edição em 1787. Contudo, para o português do Brasil apenas a segunda edição foi traduzida. Segundo consta desde o surgimento da primeira Crítica não cessam queixas sobre a dificuldade de seu entendimento, dificuldade esta em compreender Kant. Para tanto o próprio filósofo reconheceu tais dificuldades apontadas e resolveu escrever a segunda edição da Crítica. Este reconhecimento aparece numa carta-resposta a Garve em 1783 (reproduzida, em tradução vernácula, no Suplemento aos Prolegômenos, trad. de Antônio Pinto de Carvalho), na qual menciona a “falta de popularidade como justa censura que se pode fazer à minha obra”. Também no prefácio à segunda edição ele declara ter feito o possível para “remover as dificuldades e obscuridades”, e que “no tocante ao estilo, ainda há muita coisa a ser feita”. E ainda solicita a esses “excelentes homens que tão afortunadamente equilibram a perfeita sabedoria com o talento da exposição lúcida (talento que não posso aspirar)”, que estes assumam a “tarefa de elevar a minha obra – muito falha neste particular – a maior perfeição”&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=1720316826314508367#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;[1]&lt;/a&gt;.   &lt;br /&gt;O coração da Crítica da Razão Pura é a dedução transcendental das categorias. Mas o que é, afinal, a dedução transcendental? Em sentido jurídico, dedução (primeiro parágrafo do parágrafo 13) é a prova, a legitimidade de uma determinada coisa. A dedução transcendental é a aplicação das categorias, aplica para promover o conhecimento, pronto e acabado. No qual a sensibilidade contribui com a intuição. Ainda, o termo “dedução” deriva do latim e literalmente significa: “tornar algo para além de algo outro”. Neste sentido, esta palavra não restringe seu uso a derivações no interior de um discurso. Como metodologia do discurso, dedução tem varias aplicações.  Dedução no sentido latino original pode tomar o lugar onde quer que algo resulte de uma derivação metodológica de algum outro.&lt;br /&gt;Na dedução ou exposição metafísica dos conceitos puros do entendimento, a diferença da dedução transcendental pode ser entendida como a busca kantiana para encontrar a origem a priori das categorias a partir de sua concordância com as formas lógicas universais dos juízos. Isto é, mediante a análise da própria faculdade do entendimento. Logo as categorias são consideradas por ele como predicados de juízos possíveis que se referem a objetos ainda indeterminados. A dedução pode ser entendida em dois sentidos: (1) como uma noção metodológica e (2) como uma noção epistemológica da origem do conhecimento, inseparavelmente vinculadas a terminologia da primeira Crítica. A questão que Kant levanta constantemente remete a significados diferentes. A questão é: Como isto é possível? Não se relaciona com uma pergunta sobre uma condição suficiente para a possessão do conhecimento. Ante a dúvida acerca de ser uma pretensão de conhecimento genuíno, procura-se descobrir e examinar a origem real da pretensão e a fonte desta legitimidade. Assim, o propósito da dedução é determinar em relação à origem, o domínio e o limite do uso legítimo das categorias. Além disso, a noção de dedução como um procedimento jurídico é compatível com uma classe de argumentação, que é propicia para justificar a pretensão do conhecimento a priori.&lt;br /&gt;Para facilitar o nosso presente estudo utilizamos como norte o parágrafo 10 da segunda edição. Tal parágrafo é estratégico, pois vem depois da estética transcendental. Nele são apresentadas as tábuas das categorias. Ou seja, esse parágrafo situa-se entre a estética e a dedução. A lógica transcendental é a origem pura, é função, coisa. Uso ou emprego de uma representação a priori na experiência. Sendo assim, explica a possibilidade de algo. É o múltiplo da sensibilidade a priori, e esse múltiplo é fundamental, pois é matéria de conhecimento. É a pura divisibilidade do espaço e tempo, pois estes contêm um múltiplo da intuição pura a priori (sensibilidade). O objeto de conhecimento é construído pelo sujeito, é fenômeno. “Posso pensar a coisa em si, mas não conhecê-la. Não sou determinado, mas posso determinar-me”. Ou seja, é o sujeito que gira em torno do objeto para determinar as possibilidades de seu conhecimento e não ao contrário. Sendo assim, é na síntese tem que haver o múltiplo para ser sintetizado. A síntese pode remeter tanto em síntese em geral, ou imaginação (fundamenta o conhecimento, mas não é conhecimento); quanto síntese a conceitos, ou conhecimento em sentido próprio (relação sujeito/predicado). A espontaneidade acontece em função do múltiplo. Transformar a multiplicidade em unidade.&lt;br /&gt;Apresentadas as bases para o entendimento de nosso trabalho, que visa apresentar algumas das possíveis interpretações metodológicas que podem realizar-se da Crítica da Razão Pura de Kant e, em particular, da dedução transcendental dos conceitos puros do entendimento, pode-se entender que: “transcendental [é] todo conhecimento que em geral se ocupa não tanto com objetos, mas com o nosso modo de conhecer objetos na medida em que este deve ser possível a priori”. (1983, p.33). a partir desta asseveração nota-se que o termo transcendental refere-se a um determinado “modo de ver” a relação sujeito-objeto: o sujeito constitui transcendentalmente a realidade enquanto objeto. O que resulta no método kantiano da crítica transcendental corresponder à razão. Esta, a razão, é o locus no qual se opera a crítica transcendental, e dela se desdobram faculdades distintas – a imaginação, o entendimento, a própria razão. Contudo, somente a razão pode operar sínteses no real, estabelecendo o uno a partir do múltiplo. &lt;br /&gt;Passemos, então, ao problema fundamental que Kant procura resolver na Crítica que se relaciona com a possibilidade científica da Metafísica. Este problema é expresso a partir da questão da possibilidade dos juízos sintéticos a priori, a qual se relaciona com o estabelecimento dos critérios ou condições a priori que tornam estes juízos possíveis. Na “Estética Transcendental”, Kant demonstra que as formas puras da sensibilidade, espaço e tempo, são condições para um conhecimento possível. Neste sentido, afirma Kant que:&lt;br /&gt;O tempo e o espaço são portanto duas fontes de conhecimento das quais se podem extrair a priori diversos conhecimentos  sintéticos, do que nós dá brilhante exemplo, sobretudo, a matemática, no que se refere ao conhecimento do espaço e das suas relações. Tomados conjuntamente são formas puras de toda intuição sensível, possibilitando assim proposições sintéticas a priori (CRP, A 39 / B 55)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na dedução metafísica do espaço e do tempo, ou melhor, na “Estética Transcendental”, Kant afirma que essas formas da sensibilidade são representações a priori subjetivas, no sentido de pertencerem ao sujeito. Ao passo que na dedução transcendental Kant indica que o espaço e o tempo são condições sensíveis necessárias para a possibilidade do conhecimento de objetos da experiência possível. Em relação às condições intelectuais do conhecimento, os conceitos puros do entendimento ou categorias, Kant realizou primeiramente uma dedução metafísica. Tal dedução mediante a qual ele demonstra que as categorias são obtidas a partir das formas lógica dos juízos. Concebendo-os, assim, como predicados de juízos possíveis. E, posteriormente, na dedução transcendental, provou que elas referem-se aos fenômenos, visto que são condições a priori do entendimento através das quais um objeto em geral é pensado. A partir da dedução transcendental das categorias, Kant mostra a validade objetiva dos conceitos puros do entendimento na medida em que se referem aos fenômenos. Ou seja, aos objetos espaço/temporais, o que torna legítimo o uso dos mesmos, o qual deve fundamentar às condições da sensibilidade. A realidade objetiva das categorias ficou também estabelecida na dedução transcendental, quando Kant mostra que ao ser estas as condições para a experiência possível, as categorias referem-se aos objetos possíveis dessa experiência. Assim, conforme Kant, tanto as condições sensíveis, pertencentes à capacidade receptivas, quanto intelectuais, pertencentes à espontaneidade ou entendimento, são necessárias para a possibilidade do conhecimento e, ainda também, para experiência de objetos possíveis.&lt;br /&gt;O movimento de transformação, que pode ser entendido como a análise propriamente dita se aplicado às considerações metodológicas da filosofia transcendental, logo fica a questão de como são possíveis os juízos sintéticos a priori? Para tanto, deve ter havido uma procura para se identificar as operações necessárias para gerar as formas lógicas proposicionais admitidas como dadas, bem como construir formas intuitivas que tornem verdadeiras ou falsas as proposições. O caráter a priori das operações de formação de juízos e das operações da imaginação pura é um resultado dessa fase. Assim, as condições que fazem possíveis a esses juízos são as condições intuitivas e discursivas: intuições e conceitos. As quais são geradas através de operações a priori que se aplicam aos aparecimentos que fazem possível o conhecimento objetivo. As condições intuitivas são formas intuitivas a priori de toda intuição sensível, o espaço e o tempo, que informam aos aparecimentos. Já as discursivas, são formas lógicas das proposições que se aplicam indiretamente a eles mediante as formas intuitivas.&lt;br /&gt;No segundo momento do procedimento de análise do método combinado, a resolução procura mostrar, por um lado, a verdade das premissas e por outro a legitimidade das construções alcançadas no movimento de transformação. Na resolução mostra-se a completude, unicidade e existência das operações a priori obtidas na etapa de transformação, as quais são justificadas no momento da resolução. O procedimento da dedução metafísica se dirige a encontrar mediante a análise, a origem a priori das condições que tornam possível o conhecimento objetivo. O espaço e o tempo são formas puras a priori da intuição sensível, o que é mostrado pela dedução metafísica. Esta dedução é uma exposição daquilo que pertence a um conceito dado a priori. Quanto à dedução metafísica das categorias, ela encaminha-se a examinar a possibilidade dos conceitos puros, cuja origem é o entendimento. Eles são encontrados mediante a decomposição desta faculdade, analisando o seu uso puro.&lt;br /&gt;A dedução transcendental forma parte da resolução, é o segundo momento da etapa da análise do método combinado. Mediante a dedução transcendental, Kant pretende mostrar a validade e realidade objetivas tanto do espaço e do tempo quanto dos conceitos a priori ou categorias, mostrando-os como condições necessárias para a possibilidade do conhecimento objetivo. Ficando restrito o uso das categorias ao âmbito da experiência possível, isto é, conforme as formas puras da sensibilidade. Na síntese, segunda parte do método combinada, ocorre também dois momentos. No primeiro, chamado de etapa de construção, a figura que exemplifica a proposição conjeturada é efetivamente construída a partir das construções tomadas como legitimas na etapa de resolução. No segundo momento da síntese, prova-se a verdade da proposição inicial deduzida das premissas. São obtidas na primeira etapa da análise, a transformação, e justificadas na etapa de resolução, tendo em conta as construções realizadas no primeiro passo da síntese ou construção.&lt;br /&gt;Kant adota o método combinado de análise e síntese, em que este possibilita a sua aplicação à matemática da construtibilidade de seu objeto, propondo para a metafísica o conceito de objeto possível.  Um objeto é possível para Kant quando em seu “conceito está reunido o diverso de uma intuição dada” (B 137). Uma proposição é possível quando se pode determinar o valor de verdade da mesma, cuja demonstrabilidade depende de que o objeto ao qual se refere seja legitimamente construído ou possivelmente dado. Nesse sentido, para que um objeto seja possível devem satisfazer-se condições tanto sensíveis quanto intelectuais, isto é, condições da sensibilidade do espaço e do tempo. E, ainda, do entendimento os conceitos puros ou categorias. Portanto, a possibilidade das proposições remete necessariamente às condições da sensibilidade e do entendimento.&lt;br /&gt;Kant sustenta que não pode se explicar o que é uma representação, não obstante possa dar-se uma indicação do que a mesma é: toda representação é algo em nós, algo que se refere a alguma outra coisa, qual seja, o objeto. Certas coisas representam algo, mas nós representamos coisas. Portanto, a representação refere-se a um objeto. Na primeira edição da Crítica da Razão Pura esta afirmação já se configura: “cada representação, enquanto representação, tem seu objeto” (A 108). Além disto, as representações encontram-se em nós, o que significa que ela é de natureza mental. Como Kant afirma também na Crítica: “Temos em nós representações das quais também podemos ser conscientes [...] (elas são) determinações internas de nosso espírito, nesta ou aquela relação de tempo” (A 197 / B 242).  O autor ainda sustenta que toda representação apresenta seu objeto a algum sujeito consciente. O sujeito consciente sempre representa de algum modo psicológico especifico, que pode ser o aspecto formal da noção kantiana de representação.&lt;br /&gt;A crença (o considerar algo verdadeiro) é um fato do nosso entendimento que pode repousar sobre princípios objetivos, mas que também exige causas subjetivas no espírito de quem julga [...] A opinião é uma crença, que tem consciência de ser insuficiente, tanto subjetiva como subjetivamente. Se a crença apenas é subjetivamente suficiente e, ao mesmo tempo, é considerada objetivamente insuficiente, chama-se fé [...] A crença tanto objetivamente como subjetivamente suficientes recebe o nome de saber. (A 820, 822 / B 848, 850)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Kant há dois tipos de conteúdos representacionais. O conteúdo proporcionado pelas intuições sensíveis, que é o aspecto material do conteúdo representacional (1) e o outro, o conteúdo conceitual ou a intenção de uma representação, constituída pelos conceitos puros do entendimento (2).&lt;br /&gt;A interpretação da Crítica como uma semântica cognitiva tem como ponto de partida o idealismo transcendental de Kant. Kant denomina transcendental “a todo conhecimento que em geral se ocupa menos dos objetos, que de nosso modo de os conhecer, na medida em que este deve ser possível a priori” (B 25). Não só o tempo e o espaço como formas subjetivas a priori da sensibilidade respondem ao idealismo transcendental kantiano. Os conceitos puros do entendimento são também transcendentalmente ideais na medida em que são derivados das capacidades cognitivas não empíricas. Assim, o idealismo transcendental kantiano é uma doutrina das formas introduzidas nos conteúdos representacionais mentais pelas capacidades cognitivas a priori da mente, as quais são também introduzidas nos objetos do conhecimento. Uma conseqüência do idealismo transcendental é que os objetos do conhecimento são do mesmo tipo que às estruturas a priori da mente. Por essa razão, os juízos verdadeiros acerca destas estruturas da mente são necessariamente verdadeiros em relação aos objetos do conhecimento, pois os objetos do conhecimento estão constituídos em seu conteúdo, por as formas ou estruturas mentais além do conteúdo material sensorial.&lt;br /&gt;Assim, a Crítica é uma semântica cognitiva porque ela é uma teoria das representações mentais objetivas a priori necessárias ou dos juízos sintéticos a priori. É fundamental para esta interpretação, explicitar como surgem as representações mentais objetivas a priori ou juízos sintéticos a priori. Na medida em que todo conhecimento a priori fundamenta-se na capacidade cognitiva para ter insight, o que depende da faculdade da imaginação.  As representações mentais objetivas a priori surgem por um ato espontâneo, produzido pela mente ao ser acionada por inputs sensoriais, em conformidade a certas regras formais que agem sobre esses dados. O ato de geração de representações tem uma fonte transcendental mental que é não-sensorial. Essa fonte é um conjunto de capacidades de sintetizar ou processar informação sensorial, conforme a certas estruturas formais que são de três tipos: as formas puras da intuição sensível (1), os conceitos puros do entendimento ou categorias (2) e os esquemas transcendentais da imaginação (3). As diversas capacidades do processamento de informação confluem à uma unidade cognitiva bem organizada por uma capacidade executiva de síntese, que unifica os elementos do conhecimento de objetos. Essa unidade cognitiva bem organizada é a unidade sintética original da apercepção, cuja função é ser a base a priori para produzir a representação “eu penso”.  O “eu penso” é o prefixo implícito de todo conhecimento possível.&lt;br /&gt;De tal modo que as diferentes capacidades ou distintos poderes dentro da capacidade do processamento de informação compõem uma unidade ou corporação cognitiva. Cuja unidade deve-se a uma capacidade executiva que unifica os elementos da síntese, que constituem o conhecimento de objetos determinados a priori. Essa capacidade é a unidade sintética originária da apercepção:&lt;br /&gt;Deve encontrar-se, portanto, um princípio transcendental da unidade da consciência na síntese do diverso de todas as nossas intuições; logo, também dos conceitos dos objetos em geral e ainda, por conseqüência, de todos os objetos da experiência, principalmente sem o qual seria impossível pensar qualquer objeto para as nossas intuições, pois este objeto não é nada mais do que alguma coisa, do qual o conceito exprime uma tal necessidade de síntese. Ora, esta condição originaria e transcendental não é outra que a apercepção transcendental. (A 106- 107)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A experiência é mesmo a ocasião para o conhecimento. O conhecimento depende de que possa ser aplicado a objetos efetivos ou possíveis da experiência. Mas, nem todo seu conteúdo representacional é determinado pela experiência sensorial ou derivado dela. Parte do conteúdo do conhecimento é constituído por sua estrutura subjacente, derivada de uma fonte formal não sensorial da mente, a unidade sintética da apercepção.&lt;br /&gt;Não resta duvida de que todo o nosso conhecimento começa pela experiência; efetivamente, que outra coisa poderia despertar e pôr em ação a nossa capacidade de conhecer senão os objetos que afetam os sentidos e que, por um lado, originam por si mesmos as representações e, por outro lado, põem em movimento a nossa faculdade intelectual e levaram-na a compará-las, ligá-las ou separá-las, transformando assim a matéria bruta das impressões sensíveis num conhecimento que se denomina experiência? (B 1)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em efeito, ao final da Dedução Transcendental dos Conceitos Puros do Entendimento, Kant afirma em relação à necessária concordância entre a experiência e os conceitos de seus objetos que ou é a experiência que tornam possíveis esses conceitos ou esses conceitos tornam possível à experiência. O primeiro caso fica descartado dado que as categorias são conceitos a priori, ou seja, independentes da experiência. Resta o segundo, os conceitos tornam possível a experiência, o que constitui para ele “uma teoria epigenética da razão pura, ou seja, que as categorias contêm, do lado de entendimento, os princípios da possibilidade de toda a experiência em geral” (B 167). Deste modo, a dedução transcendental das categorias tem como condições intelectuais para a possibilidade do conhecimento sintético a priori os conceitos puros do entendimento ou categorias. Cuja demonstrabilidade exige uma dedução que legitime o seu uso, o qual deve ficar restrito, conforme Kant, aos limites da experiência possível, isto é, as condições proporcionadas pela sensibilidade. Kant demonstra que as categorias, ou conceitos puros do entendimento, aplicam-se aos dados dos sentidos na dedução transcendental, inaugurando uma nova forma de proceder que responde a procedimentos de cunho jurídico desconhecido pelos seus predecessores. A dedução da primeira Crítica pretende ser uma prova, mas, se ela fosse definida silogisticamente, seria impossível encontrar os critérios para que a dedução fosse assim avaliada. Kant utiliza provas silogísticas na “Refutação do Idealismo” e nas “Antinomias”. Doravante, não é o caso quanto à dedução transcendental das categorias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referências Bibliográficas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;KANT, I. Crítica de la Razón Pura. Buenos Aires: Ediciones Losada, 1957.&lt;br /&gt;______Crítica da Razão Pura. Lisboa: Calouste Gulbenekian, 1997.&lt;br /&gt;______Crítica da Razão Pura. São Paulo: Nova Cultural, 1983. (Col. Os Pensadores)&lt;br /&gt;PASCAL, G. Compreender Kant. Trad.: Raimundo Vier. Petrópolis: 2007.&lt;br /&gt;THOUARD, D. Kant. Trad.: Teresa Moura Lacerda.São Paulo: Estação Liberdade, 2004.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=1720316826314508367#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;[1]&lt;/a&gt; Cf. Pascal. Compreender Kant. p. 7.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-8184452428378575194?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/8184452428378575194/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=8184452428378575194' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/8184452428378575194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/8184452428378575194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2008/02/deduo-transcendental-das-categorias-na.html' title='A DEDUÇÃO TRANSCENDENTAL DAS CATEGORIAS NA CRÍTICA DA RAZÃO PURA DE IMMANUEL KANT'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-6278065600398756727</id><published>2008-01-29T15:01:00.000-08:00</published><updated>2008-01-29T15:03:06.641-08:00</updated><title type='text'>sempre recomeçar!</title><content type='html'>as vezes recomeçar pode ser algo maravilhoso...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-6278065600398756727?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/6278065600398756727/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=6278065600398756727' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/6278065600398756727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/6278065600398756727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2008/01/sempre-recomear.html' title='sempre recomeçar!'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' 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href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/7760338746497632449/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=7760338746497632449' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/7760338746497632449'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/7760338746497632449'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2007/12/um-minuto-de-silncio.html' title='um minuto de silêncio...'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' 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Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/2503840049681919250'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/2503840049681919250'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2007/12/natal.html' title='NATAL'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-4904854287208609984</id><published>2007-12-16T19:06:00.000-08:00</published><updated>2007-12-16T19:07:00.316-08:00</updated><title type='text'>S.O.S</title><content type='html'>estou a procura de alunos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-4904854287208609984?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/4904854287208609984/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=4904854287208609984' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/4904854287208609984'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/4904854287208609984'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2007/12/sos.html' title='S.O.S'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-5491049949982160622</id><published>2007-12-12T04:31:00.000-08:00</published><updated>2007-12-12T04:33:30.175-08:00</updated><title type='text'>Alerta para todas as mulheres do mundo!!!</title><content type='html'>Chocante! Infelizmente, verdadeiro!Feminicídio no Congo !&lt;br /&gt;Dramaturga e ativista descreve ao Conselho de Segurança da ONU os crimes e atrocidades contra mulheres no Congo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Eve Ensler&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volto do inferno. Procuro desesperadamente uma maneira para lhes contar o que vi e ouvi na República Democrática do Congo. Procuro uma maneira para lhes narrar as histórias e as atrocidades, e, ao mesmo tempo, evitar que fiquem abatidos, chocados ou afetados mentalmente. Procuro uma maneira de lhes transmitir o meu testemunho sem gritar, sem me imolar ou sem procurar uma AK 47.Não sou a primeira pessoa que denuncia as violações, as mutilações e as desfigurações das mulheres do Congo. Existem relatórios a respeito deste problema desde 2000. Não sou a primeira que conta essas histórias, mas, como escritora e militante contra a violência sexual contra as mulheres, vivo no mundo da violação. Passei dez anos a ouvir as histórias de mulheres violadas, torturadas, queimadas e mutiladas na Bósnia, Kosovo, Estados Unidos, Cidade Juárez (México), Quênia, Paquistão, Haiti, Filipinas, Iraque e Afeganistão. E, apesar de saber que é perigoso comparar atrocidades e sofrimentos, nada do que eu tinha escutado até agora foi tão horrível e aterrorizador como a destruição da espécie feminina no Congo.A situação não é mais do que um feminicídio, e temos que a reconhecer e analisar como tal. É um estado de emergência. As mulheres são violadas e assassinadas a toda hora. Os crimes contra o corpo da mulher já são horríveis por si. No entanto, há que acrescentar o seguinte: por causa de uma superstição que diz que, se um homem viola mulheres muito jovens ou muito idosas, obtém poderes especiais, meninas de menos de doze anos de idade e mulheres de mais de oitenta anos são vítimas de violação.Também é necessário acrescentar as violações das mulheres em frente de seus maridos e filhos. Mas a maior crueldade é a seguinte: soldados soropositivos organizam comandos nas aldeias para violar as mulheres, mutilá-las. Há relatos de centenas de casos de fístulas na vagina e no reto causadas pela introdução de paus, armas ou violações coletivas. Essas mulheres já não conseguem controlar a urina ou as fezes. Depois de serem violadas, as mulheres são também abandonadas por sua família e sua comunidade.No entanto, o crime mais terrível é a passividade da comunidade internacional, das instituições governamentais, dos meios de comunicação... a indiferença total do mundo perante tal extermínio. Passei duas semanas em Bukavu e Goma entrevistando as sobreviventes. Algumas eram de Bunia. Efetuei pelo menos oito horas de entrevistas por dia. Almocei e fui a sessões de terapia com essas mulheres. Chorei com elas. O nível de atrocidades supera a imaginação. Não tinha visto em nenhuma parte esse tipo de violência, de tortura sexual, de crueldade e de barbárie.No leste do Congo existe um clima de violência. Nesta zona as violações tornaram-se, tal como me disse uma sobrevivente, um “esporte nacional”. As mulheres são menos do que cidadãs de segunda classe. Os animais são mais bem tratados. Parece que todas as tropas estão implicadas nas violações: as FLDR, as Interahamwe, o exército congolês e até as Forças de Paz da ONU. A falta de prevenção, de proteção e a ausência de sanções são alarmantes.Passei uma semana no Hospital de Panzi, vivendo em uma aldeia de mulheres violadas e torturadas. Era como uma cena de um filme de terror futurista. Ouvi histórias de mulheres que viram os seus filhos serem brutal e cinicamente assassinados. Mulheres que foram forçadas, sob a ameaça de armas, a ingerir excrementos, a beber urina ou a comer bebês mortos. Mulheres que foram testemunhas da mutilação genital dos seus maridos ou, durante semanas, violadas por grupos de homens. Essas mulheres faziam fila para me contar as suas histórias. Os traumas eram enormes e o sofrimento extremamente profundo.Sentei-me com mulheres que tinham sido cruelmente abandonadas por suas famílias, excluídas por causa do seu cheiro, e pelo que tinham sofrido. Eu quero lhes falar da Noella. Mudei-lhe o nome para a proteger porque ela só tem nove anos de idade. Noella vive dentro de mim agora, persegue-me, leva-me a agir, a lembrar. Ela é magra, muito inteligente e viva. O dano está no seu corpo ligeiramente torto, envergonhado, preocupado. Ela sente a ansiedade nos seus pequenos dedos. Começa a contar a sua história como se ainda vivesse. Para ela o tempo parou. “Uma noite as Interahamwe vieram à nossa casa. Eles não deixaram nada. Pilharam nossa casa. Levaram a minha mãe para um lado, o meu pai para outro e a mim para outro. Levaram-me para o mato. Um deles pôs qualquer coisa dentro de mim. Não sei o que foi. Um disse para o outro, não faça isso, não faça mal a uma criança. O outro me bateu. Eu fiquei sangrando. Ele me bateu mais e eu caí. Depois me abandonou. Passei duas semanas com os soldados. Eles me violaram constantemente. Às vezes usavam paus. Um dia me deixaram no mato. Tentei caminhar até a casa do meu tio. Consegui, mas estava demasiado fraca. Tinha febre. Estava muito mal. Cheguei até a casa. O meu pai tinha sido morto. A minha mãe voltou, mas em muito mau estado. Comecei a perder a urina e as fezes sem controle. Depois minha mãe percebeu que eles tinham me violado e destruído. Eles registraram o que tinha me acontecido e me trouxeram para cá. Estou contente por estar aqui. Já não perco a urina e ninguém ri de mim. Os rapazes riem de mim. Já não tenho vergonha. Deus julgará aqueles homens, porque eles não sabem o que fazem. Quero me restabelecer. Também penso em como eles mataram o meu pai. Sempre que penso no meu pai as lágrimas caem pelo rosto.”O Dr. Mukwege, que, tanto quanto posso dizer, é um tipo de médico “santo” no hospital, disse-me que a uretra da Noella está destruída. Sendo tão jovem, ela não tem tecido suficiente para operar. Terá de esperar oito anos. Oito anos de vergonha e humilhação. Oito anos em que será forçada a recordar todos os dias o que aqueles homens lhe fizeram na floresta, antes dela ter idade suficiente para saber o que era um pênis. Ela é incontinente. O médico me disse: “O que acontece a essas jovens é terrível. Elas têm muito medo de serem tocadas por homens. Às vezes leva semanas até eu conseguir tratá-las. Dou-lhes bombons e trago-lhes bonecas.”As mulheres sofrem imensamente. Estão debilitadas pelas violações, as torturas e a brutalidade. Não têm praticamente apoio nenhum. Depois de viver essas atrocidades, são incapazes de trabalhar nos campos ou de transportar coisas pesadas, por isso deixam de ter renda. Vi chegar pelo menos doze mulheres por dia a essa aldeia. Chegavam mancando e apoiadas em bengalas feitas à mão. Várias mulheres contaram-me que “as florestas cheiravam à morte”, e que “não se podia dar nem cinco passos sem tropeçar com um corpo”.Durante a semana que passei em Panzi, o governo cortou a água. Por isso, o hospital, onde havia centenas de mulheres feridas, ficou sem água. O mesmo hospital pelo qual as mulheres tinham andado mais de sessenta quilômetros porque não havia outro mais perto. O mesmo hospital onde não havia nada para comer, (duas crianças morreram por má nutrição em um dia), onde as mulheres tinham de ficar durante meses, às vezes anos, porque as suas aldeias eram tão perigosas ou porque eram tão rejeitadas, após terem sido violadas e desonradas, que não tinham um lugar para onde voltar, onde as mulheres não podiam apresentar queixa porque os violadores podiam facilmente comprar a sua saída da prisão, voltar e violá-las outra vez, ou matá-las.E, enquanto nós estamos aqui escrevendo nosso relatório, há mulheres que estão sendo violadas, meninas que estão sendo destroçadas para sempre, mulheres sendo testemunhas do assassinato (a golpe de catana) de suas famílias, e outras que estão sendo infectadas pelo vírus da AIDS. Onde está a nossa indignação? Onde está a consciência das pessoas?Em 1999, eu voltei aos Estados Unidos de uma viagem ao Afeganistão, ainda debaixo do poder dos talibãs. As condições das mulheres, a violência... era uma loucura. Dirigi-me a todas as pessoas que consegui encontrar, canais de televisão, revistas, líderes etc. Com exceção de uma revista, ninguém parecia estar interessado no problema das mulheres afegãs.Naquela altura eu sabia que, se não se interviesse, se o mundo não se levantasse e ajudasse as mulheres, haveria graves conseqüências internacionais. Sabemos o que aconteceu depois. Não apenas o 11 de Setembro, mas a reação ao 11 de Setembro, a profanação do Iraque, a justificação dos ataques preventivos, o aumento da militarização e violência e o terror que ainda hoje continua a aumentar.As mulheres são o centro de qualquer cultura e sociedade. Embora possam não ter poder ou direitos, o modo como são tratadas ou não valorizadas, indica o que a sociedade sente em relação à própria vida. As mulheres do Congo são resistentes, poderosas, visionárias e solidárias. Com poucos recursos elas poderiam ser líderes do país e tirá-lo do seu atual estado de desordem, pobreza e caos; ou podem ser aniquiladas e, com elas, o futuro do país. A República Democrática do Congo é o coração da África, o centro dinâmico e a promessa do futuro. Se se permitir a destruição das mulheres, mata-se a vida, não apenas do Congo, mas de todo o continente africano.Eu estou aqui como artista e ativista, mas, sobretudo, estou aqui como um ser humano destroçado pelo que ouvi na República Democrática do Congo. Estou aqui para implorar àqueles que têm poder, para declarar estado de emergência no leste do Congo, para dar um nome ao que está sendo feito às mulheres: feminicídio. Para se unirem à nossa campanha internacional para parar as violações do melhor recurso do Congo, e dar poder às mulheres e jovens do Congo. Para desenvolver os mecanismos para proteger essas mulheres, para impedir esses crimes horrorosos e desumanos.Recomendações para terminar com a violência contra as mulheres e jovens na República do CongoA impunidade da violência sexual tem que terminar. Apesar de centenas de milhares de mulheres e jovens violadas, não houve, praticamente, nenhuma acusação. Incumbe a toda a comunidade internacional fortalecer mecanismos na República Democrática do Congo para assegurar que os violadores serão levados à Justiça, e as vítimas protegidas, através de ações judiciais. (Mais mulheres juízas, assim como mais mulheres na polícia e advogadas são essenciais para que isso aconteça).Está previsto que membros do Conselho de Segurança vão à República Democrática do Congo na próxima semana. É importante que eles:a) Falem com o Governo seriamente sobre o assunto da violência sexual. Devem abordar esse tema com o presidente, e perguntar, especificamente, o que ele está fazendo para assegurar que os militares (que são os que mais cometem esses crimes) não cometam crimes de violência sexual, e que os comandantes sejam responsabilizados pelas ações dos seus soldados, e que os soldados sejam também levados à Justiça.b) Ao reunirem-se com o Parlamento e as autoridades eleitas, os membros do Conselho de Segurança devem insistir para que seja estabelecida uma comissão parlamentar sobre a violência sexual. Devem também apelar para que se inicie um debate público com o ministro da Defesa sobre esse tema.c) A Missão das Nações Unidas na República Democrática do Congo (MONUC) deveria estabelecer uma unidade de combate contra a violência sexual, incluindo pessoal militar e civil, para dar prioridade à “resposta dada às sobreviventes de violência sexual e à proteção de mulheres e crianças, sobretudo em Goma e Bakuvu”. Os países que contribuem com tropas também têm que ter um papel mais ativo, enviando mulheres como soldados da paz.d) Os estados membros e as Nações Unidas devem mostrar o seu compromisso para terminar com a violência contra as mulheres da República Democrática do Congo através da atribuição de recursos financeiros significantes. Existem alguns bons projetos, por exemplo, o Hospital de Panzi, mas isso é muito pouco quando consideramos as enormes necessidades e a magnitude da violência. São necessários mais recursos, que poderiam ser usados para apoiar, por exemplo, programas de rádio/televisão realizados por mulheres sobre os direitos das mulheres, violência contra as mulheres, e outros temas importantes que precisam ser abordados para romper o silêncio sobre a violência sexual.e) Os membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas devem pedir ao secretário-geral que providencie um relatório sobre a situação da violência sexual na República Democrática do Congo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse relatório deve ser recebido pelo Conselho em tempo oportuno (três meses).17/10/2007&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto original divulgado em 15/06/2007&lt;br /&gt;Este artigo foi traduzido do inglês para o português por Cristina Santos, membro de Tlaxcala, a rede de tradutores pela diversidade lingüística, e revisada para ViaPolítica por Omar L. de Barros Filho. Ambas versões podem ser reproduzidas livremente, na condição de que sua integridade seja respeitada, bem como a menção ao autor, aos tradutores, aos revisores e à fonte.Fonte: TlaxcalaURL do original em português:&lt;a onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)" href="http://www.tlaxcala.es/" target="_blank"&gt;http://www.tlaxcala.es/&lt;/a&gt; pp.asp?reference=3924&amp;amp;lg=poPara outras informações sobre o trabalho de Eve Ensler, visite V-DayLeia também os artigos de Eve Ensler traduzidos para português em Tlaxcala&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-5491049949982160622?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/5491049949982160622/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=5491049949982160622' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/5491049949982160622'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/5491049949982160622'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2007/12/alerta-para-todas-as-mulheres-do-mundo.html' title='Alerta para todas as mulheres do mundo!!!'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-7279565490899610544</id><published>2007-12-10T04:00:00.000-08:00</published><updated>2007-12-10T04:01:37.046-08:00</updated><title type='text'>....</title><content type='html'>me perdi. e não consigo me encontrar, a minha essencia qual é?&lt;br /&gt;os paraísos artificiais agora me parecem prisões, onde o meu ser não se reconhece mais...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-7279565490899610544?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/7279565490899610544/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=7279565490899610544' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/7279565490899610544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/7279565490899610544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2007/12/blog-post.html' title='....'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' 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height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-1533477386582776337?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/1533477386582776337/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=1533477386582776337' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/1533477386582776337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/1533477386582776337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2007/12/enfim.html' title='enfim...'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-1513253984388267872</id><published>2007-11-08T10:16:00.000-08:00</published><updated>2007-11-08T10:18:06.604-08:00</updated><title type='text'>A FILOSOFIA DA LINGUAGEM EM WALTER BENJAMIN: FRANZ KAFKA E A OUTRA POSSIBILIDADE DA LINGUAGEM</title><content type='html'>São diversas as razões pelas quais a filosofia da linguagem de Walter Benjamin não tem um estatuto científico, a sua posição em face à linguagem terá sido, sobretudo, uma tática a mais que o filósofo recorreu para tentar definir sua tarefa de pensador. Benjamin tinha um espírito livre, buscava o conhecimento pela experiência, ou melhor, pela experimentação. Nunca formalizou a sua participação no Instituto de Pesquisas Sociais, a chamada Escola de Frankfurt, sendo conhecido como um “companheiro de viagem”. Preferiu a Europa fascista aos Estados Unidos da América ou até mesmo Israel, onde residia o amigo Gershom Scholem. Era um homem que buscava o seu próprio ser, a sua própria essência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui nos ateremos, sobretudo, ao texto Sobre a linguagem em geral e sobre a linguagem humana de 1916, que expressa uma parte importante e constituinte do seu pensamento sobre a linguagem. E o ensaio “Franz Kafka. A propósito do décimo aniversário de sua morte” (1934), que referiremos num segundo momento de nosso trabalho, para explicitar alguns pontos da linguagem e da modernidade. A filosofia da linguagem benjaminiana fundará as bases para, posteriormente, ser desenvolvida a sua teoria da arte e a sua filosofia da história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No texto Sobre a linguagem, Benjamin parte da idéia de que a própria linguagem não é uma particularidade do homem. Tudo, na Criação, é linguagem, e a linguagem do homem mais não é que uma forma privilegiada da linguagem em geral. Numa época em que Wittgenstein e outros elaboram uma lingüística científica, Benjamin parece voltar a uma concepção pré-moderna, metafísica e mística do Livro do Mundo, em que tudo fala, em que tudo se comunica. Mas o que a linguagem comunica? Segundo Benjamin ela comunica-se por si mesma, e comunica a essência espiritual correspondente na linguagem, não pela linguagem. Ou seja, antes de se tornar, ilusoriamente, instrumento de comunicação de um conteúdo particular&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=1720316826314508367#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;[1]&lt;/a&gt;. Tratar-se-á, em última análise, de afastar a linguagem de toda a concepção instrumentalista&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=1720316826314508367#_ftn2" name="_ftnref2"&gt;[2]&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Benjamin afirma que toda a linguagem humana comunica a essência espiritual que lhe corresponde. Nota-se, contudo, que tal essência espiritual comunica-se na linguagem e não pela linguagem. Ressalta-se com veemência que toda a linguagem se comunica a si mesma, isto antes de poder ser, ainda que ilusoriamente, instrumento de comunicação de um conteúdo particular. É então que surge a concepção da linguagem como magia, a propósito de toda a comunicação espiritual - que se produz na linguagem e não pela linguagem. A “magia da linguagem” está em que ela comunica em si mesma, e de forma absoluta&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn3" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=1720316826314508367#_ftn3" name="_ftnref3"&gt;[3]&lt;/a&gt;. Benjamin distingue-a de uma falsa magia inerente ao uso instrumental da linguagem, uso que será alvo de uma tentativa de libertação. Assim, como a linguagem das coisas e dos acontecimentos, também a linguagem humana exprime e comunica antes de toda a comunicação instrumental. Daí o propósito central que norteava Benjamin: libertar toda a linguagem do caráter instrumentalista. Em tal processo, distinguem-se duas linguagens: a linguagem das coisas e a linguagem dos nomes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A linguagem das coisas é a própria essência lingüística das coisas e que se comunica ao homem. Porém, no caso da linguagem do homem, sabemos que ele fala por palavras onde comunica a sua própria essência espiritual - e isto denominando todas as outras coisas. E é assim que Benjamin lança a questão: comunica-se a quem tal linguagem? O autor assinala a diferença então ao nível do destinatário destes dois tipos de linguagem. Por um lado, as coisas e os seres da natureza comunicam-se ao homem. Mas, por outro lado, quando o homem nomeia, no nome, a essência espiritual do homem transmite-se a Deus. Liberta assim a linguagem humana de uma concepção instrumental, a que ele chama de “concepção burguesa da linguagem”. Deus é a testemunha dessa faculdade humana de nomear, pela qual a humanidade exprime a sua essência espiritual. Benjamin rompe, deste modo, com qualquer teoria da linguagem que associe a palavra humana a funções meramente pragmáticas, uma característica da concepção burguesa da linguagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta faculdade de nomear faz do homem uma instância privilegiada da Criação divina – é que a Criação completa-se justamente através do ato de nomeação do homem. E é assim que se estabelece uma graduação de todos os seres espirituais, segundo “graus de existência” ou “segundo graus de ser”, como já sucedia na escolástica, em função do conceito filosófico-religioso de revelação. A idéia de Benjamin é a de que o domínio espiritual mais elevado da religião é simultaneamente o único que o inexprimível não conhece. Porque é interpelado no nome e se manifesta como revelação. Imagina-se, então, uma ordem genealógica da linguagem, a partir de um evento eruptivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, Benjamin sustenta em seu ensaio Sobre a linguagem, que só em Deus existe a relação absoluta do nome com o reconhecimento, só aí o nome é idêntico à palavra criadora. Considera, portanto, ter havido na comunicação entre os homens a perda da linguagem originária – a linguagem dos nomes, que nada sabe da exterioridade e na qual o nome e a coisa coincidem de maneira quase absoluta. É que, como afirma, a linguagem só se exprime de um modo puro quando fala no nome, a verdadeira e última invocação da linguagem. No nome, acumula-se “a totalidade intensa da linguagem”. Mas fora dele, no uso, fica a indeterminação, dado que nunca se trata nem da verdadeira nem da última invocação da linguagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir do momento preciso da perda da linguagem originária e da multiplicação de linguagens, toda a linguagem humana é apenas reflexo da palavra no nome. Assim, a linguagem surge com possibilidades limitadas. Isto quando comparada com a palavra Criadora, a palavra de Deus. E então o reflexo mais profundo a que podemos aceder é o nome humano – só aí atingimos uma modesta participação íntima na palavra divina, na sua infinitude. No entanto, ressalta que nesse mesmo ponto que é o nome a palavra não pode tornar-se palavra finita nem conhecimento. Ou seja, não pode ser alvo de uma única e última interpretação, de uma análise definitiva. Não é sempre ou necessariamente o mesmo aquilo a que a linguagem se refere. E deste modo, é linguagem dispersada e transformada num “mero sistema de signos arbitrários”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o uso da linguagem, surge perante nós, marcada pela convenção, cada denominação que pode assim nomear uma ou outra coisa. Enfatizando como é evidente e determinante a brecha que se abriu aqui entre a coisa e o nome: dá-se a perda da linguagem dos nomes, o que ocorre no momento preciso em que o uso chega. Esta idéia da linguagem dos nomes parece conformar-se à idéia tradicional de obra de arte, que Benjamin tão bem reflete, principalmente no seu ensaio sobre a “Obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica” (1936/1937).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na tradição, a obra de arte é apresentada como com uma existência autêntica, única, com o hic et nunc de um evento irredutível e insubstituível: como a aparição daquilo que permanece protegido da reprodutibilidade geral. A obra de arte tradicional gera um efeito de sacralização, produzido pela aura, que remete de volta a uma função ritual; em certa medida, ela é um nome. Como mostra Benjamin neste ensaio sobre a “Obra de arte”, é a reprodução técnica que destrói a autenticidade da obra de arte tradicional. Isto é também visível no processo que submete a linguagem ao princípio da reprodução, e nomeadamente da reprodução técnica. Mas a forma que a linguagem assume na era da reprodutibilidade técnica é precisamente esta: falar e escrever em clichês. Quando “cunhamos ditos” usamos em cada vez expressões tão gastas que acabam por assegurar que a linguagem criada pela imprensa, que é tida como a instituição da reprodutibilidade técnica, é uma linguagem de citações sem referências. A citação aparece assim como um vestígio da comunicabilidade no interior da própria comunicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob uma nova perspectiva da linguagem em Walter Benjamin, pode-se ressaltar a importância da leitura que este fez de Franz Kafka. Tal leitura desenvolve-se entre 1934 e 1938, as cartas entre Benjamin e seu amigo Gershom Scholem demonstram como essa troca de idéias foi relevante, principalmente para a consolidação de parte das “Teses sobre o conceito de história” (1940), versando principalmente a filosofia messiânica da história. Sabe-se que Benjamin leu em 1927, O Processo, de Kafka. A interpretação que então fez divergiu da que lhe era proposta por Scholem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode-se considerar que Benjamin tenha tido duas etapas nas leituras que fez de Kafka. Na primeira leitura verificou como a transição da tradição para a modernidade se manifesta do ponto de vista da modernidade, como uma possibilidade que se abre. Na segunda etapa, refletiu o ponto de vista da tradição. O ensaio que escreveu sobre Kafka, “Franz Kafka. A propósito do décimo aniversário de sua morte” (1934), têm uma linha de argumentação bastante clara. O ponto de partida é um exame da natureza do mundo de Kafka, centrado no lugar que nele ocupa a lei: “é certo que na obra de Kafka o direito escrito existe nos códigos, mas eles são secretos, e através deles a pré-história exerce seu domínio ainda mais ilimitadamente”&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn4" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=1720316826314508367#_ftn4" name="_ftnref4"&gt;[4]&lt;/a&gt;. O caráter secreto da origem da lei torna a situação do acusado desesperada. E é esse desespero que “revela a beleza” do acusado. É que Kafka torna belo o desespero daqueles que sofrem uma lei desconhecida, através da descrição da sua situação sem solução aparente, sejam quais forem as suas esperanças individuais. Este desespero distancia a obra de Kafka da restauração do mito:&lt;br /&gt;“Kafka não cedeu à sedução do mito. Novo Odisseus, livrou-se dessa sedução graças ao ‘olhar dirigido a um horizonte distante’[...]. Pois Odisseus está na fronteira do mito e do conto de fadas. A razão e a astúcia introduziram estratagemas no mito; por isso, os poderes míticos deixaram de ser invencíveis. O conto é a tradição que narra a vitória sobre esses poderes. Kafka escreveu contos para os espíritos dialéticos quando se propôs narrar sagas”&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn5" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=1720316826314508367#_ftn5" name="_ftnref5"&gt;[5]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dialética da interpretação benjaminiana de Kafka oscila, pois, nesta dupla referência: por um lado, um mundo anterior ao mito; por outro, um mundo que o superou, justamente pela existência da lei. Ao fazer parte de um mundo em que a realidade da lei é legitimada no tocante à sua forma escrita, Kafka não pode deixar de apresentar a opacidade dessa lei para o indivíduo, em termos de alguma origem escrita. Trata-se assim de um mundo pré-histórico e pós-mítico, pela sua apresentação da forma racional da lei. A principal conseqüência dessa ambivalência é a indeterminação interpretativa, e será esta indeterminação que constituirá o significado da obra de Kafka.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo de Kafka é determinado só na sua indeterminação. Como afirma Benjamin: “toda a obra de Kafka representa um código de gestos, cuja significação não é de modo algum evidente, desde o início, para o próprio autor; eles só recebem essa significação depois de inúmeras tentativas e experiências, em contextos múltiplos”&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn6" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=1720316826314508367#_ftn6" name="_ftnref6"&gt;[6]&lt;/a&gt;. Isto do mesmo modo que os seus personagens usam para, em vão, extrair um significado conclusivo das circunstâncias em que se inserem. As histórias de Kafka pedem para serem lidas como parábolas e, ao mesmo tempo, recusam-no.&lt;br /&gt;“Não são parábolas e não podem ser lidas no sentido literal. São construídas de tal modo que podemos citá-las e narrá-las com fins didáticos. Porém conhecemos a doutrina contida nas parábolas de Kafka e que é ensinada nos gestos e atitudes de K. e dos animais kafkianos? Essa doutrina não existe; podemos dizer no máximo que um ou outro trecho alude a ela. Kafka talvez dissesse: esses trechos constituem os resíduos dessa doutrina e a transmitem. Mas podemos dizer igualmente: eles são os precursores dessa doutrina, e a preparam. De qualquer maneira, trata-se da questão da organização da vida e do trabalho na comunidade humana”&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn7" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=1720316826314508367#_ftn7" name="_ftnref7"&gt;[7]&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer modo, “no espelho da culpa, que o mundo primitivo lhe apresentou, ele viu apenas o futuro, sob a forma do tribunal”&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn8" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=1720316826314508367#_ftn8" name="_ftnref8"&gt;[8]&lt;/a&gt;. Mas, acrescentou Benjamin: Kafka “não contou como ele era”.  Evidencia-se neste ensaio que Kafka compreendeu as coisas somente na forma de um gestus, mas que não foi capaz de compreender esse gestus em si. E, deste modo, em Kafka a narrativa retoma a significação que tinha na boca de Scherazade, nas Mil e Uma Noites: “adiar o que está por vir”&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn9" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=1720316826314508367#_ftn9" name="_ftnref9"&gt;[9]&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como já dissemos acima, havia sido Scholem que motivou Benjamin para a leitura de Kafka. É, então, que ele encontra uma afinidade com a linguagem do juízo final, o prosaico na sua forma mais canônica. Fazendo jus à originalidade do seu pensamento, para Benjamin o aspecto de maior saliência nas leituras de Kafka é a ignorância que perpassa por todo o seu mundo, e que vai tomar a forma de esquecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A propósito disto, Benjamin cita Willy Haas, sobre O Processo: “o verdadeiro herói desse livro inacreditável, é o esquecimento”. E continua: “cujo principal atributo é o de esquecer-se a si mesmo... Ele se transformou em personagem mudo na figura do acusado, figura da mais grandiosa intensidade”&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn10" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=1720316826314508367#_ftn10" name="_ftnref10"&gt;[10]&lt;/a&gt;. Onde Scholem vê julgamento, Benjamin vê memória, uma memória de que o personagem K. está para sempre alienado: “quando outros personagens têm algo que dizer a K., eles o dizem casualmente, como se ele no fundo já soubesse do que se tratava”&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn11" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=1720316826314508367#_ftn11" name="_ftnref11"&gt;[11]&lt;/a&gt;. Podemos notar nessa passagem que é como se nada de novo estivesse a ser comunicado, e ele fosse apenas convidado a relembrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Benjamin asseverou como a obra de Kafka indica um estado do mundo em que tais perguntas não têm mais lugar porque as suas respostas, longe de serem instrutivas, tornam as perguntas supérfluas. A experiência do presente, e com certeza a modernidade também, em termos da sua forma, nova e radicalmente abstrata formula por si mesma perguntas suficientes. É a questão do homem dilacerado, o homem moderno tentando recolher as suas migalhas e partes. Nesse sentido, pode-se observar como os escritos de Kafka proporcionaram a Benjamin elementos de análise do pólo da tradição – mas de uma tradição em luta com a modernidade, e dessa mesma tradição em crise. Também a modernidade em Kafka é assim vista sob o signo da tradição e da cabala, como forma de interpretação e de conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a teoria da linguagem de Benjamin, o que a linguagem tem de comum com a sua comunicabilidade é uma ínfima e inumerável sombra de verdade. Verdade essa que está acima de qualquer linguagem em particular. A importante tentativa de comunicar a experiência da modernidade numa linguagem da tradição e o seu fracasso, afirma Benjamin, tornam a obra de Kafka exemplar para ilustrar o seu pensamento. Porém, o que é central na obra de Kafka para esta questão é a indeterminação interpretativa, que constitui o significado da obra kafkaniana. Como em Benjamin, a verdade, também, está nos livros, numa escrita primeira afastada na distância, a que não temos acesso. É que o seu caráter secreto não nos permite ter as coisas pela linguagem de forma definitiva, alguma vez acabada. Há aqui, como em Benjamin, o desespero paradoxalmente fascinante de não nos podermos adaptar à convenção; o tal prazer em que se “articulam sentidos e espíritos”, na interpretação, na crítica e na análise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referencias Bibliográficas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BENJAMIN, W. Magia e Técnica, Arte e Política: Ensaios sobre literatura e história da cultura. Trad.: Sérgio Paulo Rouanet; prefácio: Jeanne Marie Gagnebin. 7. ed. SP: Brasiliense, 1996. (Obras escolhidas; v. I)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_________________. Rua de mão única. Trad.: Rubens Rodrigues Torres Filho e José Carlos Martins Barbosa. SP: Brasiliense, 1987. (Obras escolhidas; v. II)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_________________. O conceito de crítica de arte no romantismo alemão. Trad.: Márcio Seligmann-Silva. 3ª ed. SP: Iluminuras, 2002. (Biblioteca Pólem)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;________________. Origem do drama barroco Alemão. São Paulo: Brasiliense, 1984.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;______________; SCHOLEM, G. Correspondência. Trad.: Neusa Soliz. SP: Editora Perspectiva, 1993. (Coleção Debates, Filosofia)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BENJAMIN, A.; OSBORNE, P. (orgs.). A filosofia de Walter Benjamin: Destruição e experiência. Trad.: Maria Luiza X. de A. Borges. RJ: Jorge Zahar, 1997.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________. O Castelo. Trad.: Modesto Carone. SP: Companhia das Letras, 2000.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ROCHLITZ, R. O desencantamento da arte: a filosofia de Walter Benjamin. Trad.: Maria Elena Ortiz Assumpção. Bauru, SP: EDUSC, 2003.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=1720316826314508367#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;[1]&lt;/a&gt; Cf. Rochlitz. O desencantamento da arte. p. 24.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=1720316826314508367#_ftnref2" name="_ftn2"&gt;[2]&lt;/a&gt; Hans-Georg Gadamer em Verdade e Método, desenvolve uma “uma hermenêutica também oposta às concepções instrumentalistas da linguagem. Segundo ele, a linguagem é o ‘meio universal no qual a compreensão ocorre’ e não é, portanto, como em Benjamin, uma concepção mística conferindo ao homem um papel messiânico na Criação, mas uma teoria profana do primado da tradição inerente à linguagem sobre a razão e o conhecimento”. Idem, p. 34 e 35.   &lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn3" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=1720316826314508367#_ftnref3" name="_ftn3"&gt;[3]&lt;/a&gt; Cf. Idem, p. 24.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn4" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=1720316826314508367#_ftnref4" name="_ftn4"&gt;[4]&lt;/a&gt; Benjamin, Obras escolhidas, v. 1, p. 140.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn5" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=1720316826314508367#_ftnref5" name="_ftn5"&gt;[5]&lt;/a&gt; Idem, p. 143.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn6" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=1720316826314508367#_ftnref6" name="_ftn6"&gt;[6]&lt;/a&gt; Idem, p. 146.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn7" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=1720316826314508367#_ftnref7" name="_ftn7"&gt;[7]&lt;/a&gt; Idem, p. 148.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn8" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=1720316826314508367#_ftnref8" name="_ftn8"&gt;[8]&lt;/a&gt; Idem, p. 154.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn9" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=1720316826314508367#_ftnref9" name="_ftn9"&gt;[9]&lt;/a&gt; Idem, ibid.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn10" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=1720316826314508367#_ftnref10" name="_ftn10"&gt;[10]&lt;/a&gt; Idem, p. 156.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn11" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=1720316826314508367#_ftnref11" name="_ftn11"&gt;[11]&lt;/a&gt; Idem, ibid.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-1513253984388267872?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/1513253984388267872/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=1513253984388267872' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/1513253984388267872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/1513253984388267872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2007/11/filosofia-da-linguagem-em-walter.html' title='A FILOSOFIA DA LINGUAGEM EM WALTER BENJAMIN: FRANZ KAFKA E A OUTRA POSSIBILIDADE DA LINGUAGEM'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-4957843589181335014</id><published>2007-11-07T11:05:00.000-08:00</published><updated>2007-11-07T11:07:02.220-08:00</updated><title type='text'>Engenho das Idéias</title><content type='html'>Em breve abrirá em Bauru um novo espaço para as idéias florecerem!!!&lt;br /&gt;Uma nova proposta em ensino de Filosofia, Artes, Crítica, Sociologia, Atualidades e escrita textual...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero a visita de todos...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-4957843589181335014?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/4957843589181335014/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=4957843589181335014' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/4957843589181335014'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/4957843589181335014'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2007/11/engenho-das-idias.html' title='Engenho das Idéias'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-7035249408076833512</id><published>2007-10-25T06:03:00.000-07:00</published><updated>2007-10-25T06:09:24.049-07:00</updated><title type='text'>Recomeçar sempre!</title><content type='html'>Viver é um eterno vir-a-ser...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vir-a-ser, tornar-se, reciclar-se, aceitar-se....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não podemos abaixar a cabeça para as adversidades, parece clichê, mas é verdade. As pessoas não vislumbrar viver em harmonia. O caos e a desunião é que reinam o tempo todo...Temos que ter bom senso e contornar as situações. Cada dia que acordo é um recomeço, dormimos, na maioria das vezes para esquecer os problemas, mas essa não é a melhor solução. Pois teremos um sono perturbado. Temos que nos despir da angústia, e enfrentar tudo! De cabeças erguidas!&lt;br /&gt;Não quero nem tocar em questões teológicas, mas o mal está aí.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-7035249408076833512?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/7035249408076833512/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=7035249408076833512' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/7035249408076833512'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/7035249408076833512'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2007/10/recomear-sempre.html' title='Recomeçar sempre!'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-870778407624422147</id><published>2007-10-23T13:32:00.000-07:00</published><updated>2007-10-23T13:38:49.267-07:00</updated><title type='text'>Um Cão Andaluz</title><content type='html'>O cinema surrealista tem como marco este filme, que se tornou um clássico por seus recursos de montagem e sonoplastia. Exibido pela primeira vez em 1929, em Paris, o filme foi aclamado e muito estudado, contudo, o simbolismo que alguns acham que o filme possui, não existe! Buñuel e Dali queriam expressar a sua crítica, justamente nesse sentido. Pois não há sentido e nem simbolos, o filme, segundo os seus roteiristas, não passa de puro sonho.&lt;br /&gt;É imprescionante a rapidez dos cortes das imagens, é o efeito, a técnica a serviço do olhar do espectador. O filme é justamente um clássico por ainda hoje provocar o efeito de choque "da navalha".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-870778407624422147?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/870778407624422147/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=870778407624422147' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/870778407624422147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/870778407624422147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2007/10/um-co-andaluz.html' title='Um Cão Andaluz'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-788123380811488503</id><published>2007-10-23T13:26:00.000-07:00</published><updated>2007-10-23T13:32:04.441-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>A luz morna que ultrapassa a vidraça da janela...&lt;br /&gt;Eu,&lt;br /&gt;estou/não estou, sou/não sou, quero/ não quero, posso/não posso,&lt;br /&gt;eis que,&lt;br /&gt;penso, penso em...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-788123380811488503?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/788123380811488503/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=788123380811488503' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/788123380811488503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/788123380811488503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2007/10/luz-morna-que-ultrapassa-vidraa-da.html' title=''/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-1365313399051515170</id><published>2007-10-02T12:19:00.003-07:00</published><updated>2007-10-02T12:19:51.482-07:00</updated><title type='text'>experiencias surrealistas</title><content type='html'>como, por exemplo, receber um selinho da Elke Maravilha&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-1365313399051515170?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/1365313399051515170/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=1365313399051515170' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/1365313399051515170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/1365313399051515170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2007/10/experiencias-surrealistas.html' title='experiencias surrealistas'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' 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FELICIDADE?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-3453827508834436061?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/3453827508834436061/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=3453827508834436061' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/3453827508834436061'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/3453827508834436061'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2007/09/amar-no-amar.html' title='Amar   /   não-Amar'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-1588524425936116928</id><published>2007-09-20T06:34:00.000-07:00</published><updated>2007-09-20T06:39:30.580-07:00</updated><title type='text'>Sobre o tempo...</title><content type='html'>Alguns apontamentos a serem desenvolvidos posteriormente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão do tempo intriga filósofos desde a antiguidade. Indagavam a respeito das coisas que os cercava, depois sobre o tempo e sobre o ser... (depois Heidegger retoma a tematica na celebre obra inacabada, Ser e Tempo)&lt;br /&gt;Como medir o tempo, a história, o movimento?&lt;br /&gt;Walter Benjamin também discutirá a questão do tempo....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que eu, eu mesma, estava pensando ontem quando assistia a TV, é que ainda hoje temos diferentes parâmetros de temporalidade. Ainda hoje, na África temos diversos povos, mesmo países inteiros, que se orientam pela luz solar, tem rituais de chá que duram, em média 3h.&lt;br /&gt;Fico imaginando despreender esse tempo em nosso mundo capitalista desenvolvido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-1588524425936116928?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/1588524425936116928/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=1588524425936116928' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/1588524425936116928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/1588524425936116928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2007/09/sobre-o-tempo.html' title='Sobre o tempo...'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-283777623365135735</id><published>2007-09-04T17:56:00.000-07:00</published><updated>2007-09-04T17:57:32.483-07:00</updated><title type='text'>Uma viagem,</title><content type='html'>As aventuras de uma jovem intelectual envolvem muitos livros, leituras, escritos, “viagens” e muita criatividade. Sou formada em filosofia. Mas aí já rola o desconforto: rotulo-me. Como se isso definisse a minha verdadeira essência, como se eu não tivesse uma real identidade, até mesmo, como se eu não fosse uma pessoa, fosse uma coisa. Estamos sendo e estando coisificados. Em seguida perguntam-me: Você faz o que? Eu penso, sempre penso... : Estudo! Estudo, pesquiso e escrevo. Assim como estou escrevendo para vocês agora, para que leiam e reflitam.&lt;br /&gt;Partindo desta premissa, não posso escrever algo que não seja relevante para a vida prática de vocês. Certo? Errado. Vou contra a aplicação de um conceito preciso. Escrevo sobre algo abstrato, e que abrange o todo. E certamente não deve ser tomado como “auto-ajuda”. Pois a filosofia deve ser cultivada, semeada (no sentido literal) e não usada como um “manual”. A importância da propagação do saber filosófico é essencial para que as verdadeiras mudanças ocorram.&lt;br /&gt;Como já disse “eu” estudo. Mas estudo o que? Estudo Teoria Crítica, Walter Benjamin (e a turma da Escola de Frankfurt). Mas o que isso tem haver com a sua vida? O que se pretende? Qual a finalidade? Aliás, finalidade é uma palavra muito em uso. É comum dizermos: para que serve? Qual o seu fim? O que importa é como iremos usar isso em benefício próprio. Como obteremos mais sucesso.&lt;br /&gt;Hoje, a sociedade está tão fragmentada, dilacerada que o sentido de totalidade está perdido. Ao contrário do que se pensa, o indivíduo não está mais autônomo, livre, do que no final do século XIX. As amarras sociais estão confortavelmente dispostas. O indivíduo circula por esse “hiper-campo” de bens de consumo dependendo cada vez mais do sistema que o oprime. A liberdade foi perdida. Cabe a filosofia retomar a Razão. Ou em outras palavras fazer a revolução, mas como?&lt;br /&gt;A filosofia da história de Benjamin já dizia que a emancipação dos indivíduos está muito ligada à imagem. A imagem daquilo que está abandonado, esquecido, do “fantasmagórico”. Já o teatro, a poesia de Bertolt Brecht (Perguntas ao operário que lê) o complementa. Numa postura quase didática prepara a classe operária, para aquilo que Benjamin conceitua como “rememoração”. Pois será através dessa rememoração que as atrocidades do passado vêem a mente e pode-se ter consciência de todo o mal que a humanidade cometeu. Pois como Benjamin afirmou em suas “Teses sobre o conceito de história” (1940): “Todo monumento de cultura é também um monumento de barbárie”. Assim, quando vemos as pirâmides do Egito, temos os milhares de escravos. Ou quando na convencional aula de história ouvimos sobre Alexandre, o grande, nunca paramos para pensar que ele não chegou às Índias sozinho. Mesmo aqui no Brasil, a questão dos indígenas oprimidos pelos colonizadores está sendo varrida para baixo do tapete a mais de 500 anos.&lt;br /&gt;Um dos diversos papéis sociais da filosofia é esse, propor o esclarecimento. Nas minhas breves linhas de divagações queria explicitar, expor, apontar, delimitar. Para que a compreensão de algo tão importante não acabe se perdendo neste tempo em que a aparência, o consumo e as relações pessoais enfraquecidas estão em voga.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-283777623365135735?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/283777623365135735/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=283777623365135735' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/283777623365135735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/283777623365135735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2007/09/uma-viagem.html' title='Uma viagem,'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-8190718739841010064</id><published>2007-09-04T14:30:00.000-07:00</published><updated>2007-09-04T14:35:05.950-07:00</updated><title type='text'>C´la vie</title><content type='html'>disponibilidade&lt;br /&gt;acaso+química=?&lt;br /&gt;relacionamento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;querer ter, querer retribuir, querer ficar&lt;br /&gt;intensidade&lt;br /&gt;profundidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;imaturidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não querer ter, não querer retribuir, não querer ficar&lt;br /&gt;superficialidade&lt;br /&gt;afastamento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;dor&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-8190718739841010064?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/8190718739841010064/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=8190718739841010064' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/8190718739841010064'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/8190718739841010064'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2007/09/cla-vie.html' title='C´la vie'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-1427684735654556055</id><published>2007-09-03T18:37:00.001-07:00</published><updated>2007-09-03T18:38:55.984-07:00</updated><title type='text'>novas idéias/velhos planos</title><content type='html'>ler ler ler&lt;br /&gt;escrever escrever&lt;br /&gt;amar?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-1427684735654556055?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/1427684735654556055/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=1427684735654556055' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/1427684735654556055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/1427684735654556055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2007/09/novas-idiasvelhos-planos.html' title='novas idéias/velhos planos'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-1194074252239301564</id><published>2007-09-03T18:35:00.000-07:00</published><updated>2007-09-03T18:37:29.886-07:00</updated><title type='text'>UFSCar/ A perspectiva surrealista de Walter Benjamin e A Interpretação dos Sonhos</title><content type='html'>Esta comunicação tem como base o ensaio, "O surrealismo. O último instantâneo da inteligência européia" (1929), o qual nos encaminha para uma visão singular da vanguarda para Walter Benjamin. Pois, para o autor, somente o dadaísmo e o surrealismo são considerados autenticas vanguardas artísticas. É nesse sentido de fundamentação que buscaremos na obra freudiana uma resposta para a “embriaguez” que Benjamin apresenta em seu ensaio. A interpretação dos sonhos (1899/1900), de Sigmund Freud, preencherá as lacunas do texto benjaminiano, na medida em que se fizer necessário. Buscaremos saber em que nível o “observador alemão” influenciou a interpretação desse movimento vanguardista que primava a psicanálise freudiana. A “crise da inteligência européia”, do conceito humanista de liberdade, está no cerne desta pesquisa, pois será a partir desta conjectura que será fomentado o terror, que Benjamin já profetizava neste ensaio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-1194074252239301564?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/1194074252239301564/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=1194074252239301564' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/1194074252239301564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/1194074252239301564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2007/09/ufscar-perspectiva-surrealista-de.html' title='UFSCar/ A perspectiva surrealista de Walter Benjamin e A Interpretação dos Sonhos'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-2134735202196253023</id><published>2007-08-30T15:53:00.000-07:00</published><updated>2007-08-30T15:55:01.037-07:00</updated><title type='text'>Outro olhar histórico: tese número 7 e a poesia brechtiniana</title><content type='html'>A proposta de um novo olhar histórico apresenta-se não somente nas “Teses sobre o conceito de história” (1940), como também em Alguns temas em Baudelaire (1936-1939), no ensaio “O narrador” (1936), na introdução da Origem do drama barroco Alemão e no livro das Passagens (Teoria do Conhecimento). Contudo é importante ressaltar que o pensamento constelado benjaminiano traz consigo elementos do romantismo alemão, do messianismo judaico e do marxismo, para então, formular uma interpretação original da História. Nessa interpretação está incutida a crítica ao progresso, ao positivismo que demarca os conceitos de história. Tal iluminação perpassa os escritos de Benjamin desde 1914 até 1940, ano de sua morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crítica do progresso tem origem romântica, contudo ganha significado messiânico revolucionário. O conceito de progresso tem uma função crítica na sua origem, mas no século XIX, com a ascensão do poder da burguesia essa função vai desaparecendo gradativamente. A historiografia do século XIX torna-se, então, cúmplice da barbárie de toda a cultura. É sob esta perspectiva que se tem a necessidade de submeter o conceito de progresso a uma crítica imanente pelo materialismo histórico. A articulação com o materialismo histórico acontece por volta de 1924, para contestar as doutrinas do progresso ilimitado e contínuo da social-democracia e do comunismo stalinista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crítica veemente de Benjamin contra o progresso da própria humanidade vai em direção ás descobertas técnicas, ao desenvolvimento das forças produtivas e à dominação da natureza. Pois a utilização bélica das novas técnicas (aperfeiçoamento técnico dos meios de guerra) e máquinas só intensifica a exploração do próprio indivíduo. Sob essa perspectiva que a revolução é louvável, pois somente pela revolução que se atingiria a interrupção messiânica do curso da história. Nas “Teses” a crítica é mais radical e profunda a respeito das ideologias do progresso, Benjamin está tratando do declínio da experiência (Erfahrung) do mundo moderno, que se inicia com o advento da manufatura e a produção de mercadorias. Experiência no sentido de declínio da Erfahrung coletiva e a ruptura do encantamento libertador, ou seja, há uma destruição, por meio da técnica, da relação homem e natureza que deve ser reconciliada. As experiências passadas e as experiências presentes como uma revisão do passado pelo presente, ou seja, salvar o que foi esquecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O operário, segundo Benjamin, é o autômato impermeável à experiência, são os passantes na multidão, as massas amorfas. O poema de Brecht, Perguntas de um operário que lê, é exemplar nesta discussão: pois “quem construiu Tebas, a das sete portas?”. “A Babilônia, tantas vezes destruída, quem outras tantas a reconstruiu?”. Ou ainda, “a grande Roma está cheia de arcos do triunfo. Quem os ergueu?”. É nesse sentido que vai a discussão sobre o progresso e a história. A perspectiva da razão tem que ser enaltecida. Contudo a alegoria do autômato está sobressaindo-se. O caráter mecânico, vazio e repetitivo da vida na sociedade industrial. Os indivíduos têm que se conscientizar do seu passado, através da rememoração (Eingedenken), da redenção ao passado. A rememoração coletiva das sociedades sem classes, vivendo em estado de harmonia edênica com a natureza. Ou seja, o conceito de história benjaminiana, assim como a história para Hegel vai ter um telos, um fim. E este fim chegará quando o homem emancipado reconciliar-se-á com a natureza e com a sua própria Razão, e viverá no antiautoritarismo e antipatriarcalismo. Ou seja, quando o indivíduo atingir a sua completude, que é um processo de uma espera messiânica de redenção que cada geração transmite à seguinte; por isso da importância de uma historia narrada de geração para geração. Contudo o progresso que impedirá a realização dessa redenção. Na alegoria da tempestade (tese 5, 6, 7 e 9), o vento da história representa o vento do Absoluto, que sopra do Paraíso, mas a tempestade que se aproxima é o progresso. O homem deve ir ao encontro do movimento histórico, ou seja, do Absoluto. Ainda cabe afirmar que é sob o signo de um olhar surrealista que devemos buscar o passado prematuramente em ruínas, juntamente com a idéia de progresso, para então chegarmos a natureza da rememoração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retomando a poesia “didática” brechtiniana, é somente a revolução proletária que pode e deve operar a interrupção messiânica do curso da história. Será pelas forças de rememoração que os operários recuperarão a experiência perdida, que os orientarão para o futuro messiânico/revolucionário.&lt;br /&gt;“O jovem Alexandre conquistou as Índias&lt;br /&gt; Sozinho?&lt;br /&gt; César venceu os gauleses.&lt;br /&gt; Nem sequer tinha um cozinheiro ao seu serviço?&lt;br /&gt; Quando a sua armada se afundou Filipe de Espanha&lt;br /&gt; Chorou. E ninguém mais?&lt;br /&gt;Frederico II ganhou a guerra dos sete anos&lt;br /&gt;Quem mais a ganhou?&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;Tantas histórias&lt;br /&gt;Quantas perguntas”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A figura do historiador aparece em 1936 no ensaio “O narrador”, ele possui traços do cronista – quer-se resgatar os antigos hábitos de contar, de narrar histórias, de colocar a imaginação e a rememoração em prática. Pois o autor desconfia do historiador racional que explica “exatamente” como aconteceram os fatos do passado, por meio de causalidades, ao invés de apresentá-los como ilustrações significativas. É desta forma, que o historiador das teses herda traços do cronista (tese 3). Por meio dessa argumentação que a ciência da história será suspeita de empatia à sistemática dos vencedores. Pois até hoje a história foi apresentada da perspectiva dos “fortes”, dos lideres e vencedores; se esquecem que para um líder ser forte muitos escravos e trabalhadores tiveram suas vidas aniquiladas, e povos inteiros foram oprimidos. Benjamin quer rememorar e narrar com veracidade esses fatos de opressão para que a revolução seja feita com consciência. A história deve ser entendida do ponto de vista da “classe combatente”, do verdadeiro ponto de vista universal e emancipador da história messiânica. Ou seja, há uma reapropriação de uma parte alienada das forças salvadoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história deve ser entendida pelos povos oprimidos que ergueram os grandes monumentos. Não à história dos vencedores! Deve-se compreender que antes de um grande vencedor, herói ou ditador, há o povo. Desta maneira, o povo que deve ser alvo dos estudos, e não por uma “empatia” (conceito empregado pelo próprio Benjamin) que se deve estudar a história “limitada”. Sabe-se que os vencedores são os herdeiros dos que triunfaram antes, e ao estudarmos estes estaremos fortalecendo os dominadores. Fortalecendo no sentido de que o povo não se reconhecerá. A noção de justiça (tese 12) aparecerá, então, como uma vingança geral das classes oprimidas. Este será o motor da revolução social. O que é uma visão problemática: se todos clamarem em nome da vingança terá uma vingança ad infinitumm – na medida em que todos se acharam injustiçados e buscarem essa justiça. Em contrapartida essa noção de justiça benjaminiana se aplica ao “estado de exceção permanente”, ou seja, a uma política autoritária (leia-se fascismo) que é uma regra na história. Contudo o elemento concreto da libertação é o ato do historiador que salva um passado do esquecimento, para que posteriormente ele possa ser rememorado, esta é uma ação revolucionária. Salvar o passado da opressão e do esquecimento, resgatar à memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poema de Brecht vai em direção aos escritos sobre a história crítica apresentada por Benjamin. Ele é exemplar pelo fato de demonstrar ao operário a sua importância no meio social em que vive, e que estava presente em todo o percurso histórico: sem os trabalhadores os heróis não seriam heróis; sem a opressão não haveria dominação. No entanto, o mais importante é a conscientização de que, na verdade, os trabalhadores que são os verdadeiros heróis, pois estavam ativamente ligados a cada empreitada de seu “senhor”. Fortalecendo, assim, a máxima de que “todo monumento de cultura é também um monumento de barbárie”. Não se testemunha a cultura sem se testemunhar também a barbárie. Theodor Adorno terá uma visão de cultura similar a de Benjamin, apresentadas, principalmente na Dialética do Esclarecimento (1947), Mínima Moralia e “Educação pós-Auschwitz”. Para Adorno a história do ocidente é contada desde o massacre cometido por Ulisses até Auschwitz, numa mesma escala. Logo, a cultura passa a ter um alvo certeiro para o nosso estudo, pois ela está impregnada de barbárie. Até mesmo o seu processo de transmissão está submetido ao aparato da barbárie. E qual é a solução proposta por Walter Benjamin? É a de que o historiador crítico se desvie da cultura bárbara; que compreenda o fio condutor da história no seu interior, que entenda as grandes civilizações, os grandes palácios e reinos, por aqueles que os habitavam. É justamente a tarefa, segundo Benjamin, de “escovar a história a contrapelo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deve-se liquidar o elemento épico quando se estuda a história, como um impulso contra as falsas continuidades da história. A história dos oprimidos é um descontinuum; o problema é gerado quando os historiadores tradicionais nivelam num continuum todo o sofrimento e revolta (como, por exemplo, no caso de Auschwitz, que nominaram o genocídio, quando se usa a linguagem para denominar algo repulsivo isso não se torna mais tão asqueroso, ver “Educação pós-Auschwitz”, Adorno). Não se trata de análise dos massacres e opressões que existiram ao longo da história, é a crítica. A desumanidade não é somente regressiva, ela ultrapassa tudo o que já foi cometido. A proposta de outra história que não seja a dominante, para que não sejamos injustos com os milhares de trabalhadores e escravos anônimos de todos os tempos. Deve-se procurar aquela cultura autêntica e não bárbara que o passado nos transmite. A arte autêntica contém um caráter emancipatório, esses monumentos ditos culturais não: os palácios, os arcos do triunfo, a muralha da China só contém opressão. A arte salva do emudecimento e do esquecimento certas experiências da humanidade, conservam a esperança e a derrota. Assim, os sonhos que não puderam se tornar ação em seu tempo são petrificados. A crítica tem a tarefa de estudar as obras de arte produzidas, e “traduzí-las”, arrancando-as do esquecimento, rememorando-as. Essa é a contribuição do historiador crítico para escrever a “história dos vencidos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A acedia que Flaubert conhecia. Essa tristeza que os teólogos medievais apresentavam em seus textos. Já na Origem do drama barroco de Benjamin era analisada como “preguiça do coração” e “tristeza mortal”, será para fugir dela que o autor coloca o seu pensamento a favor da transformação social. Em nome da emancipação, da justiça e da felicidade. Assim, esse processo de conhecer o verdadeiro passado ganha um caráter de ação política integral. O método do pensamento histórico em Benjamin consiste em: memória involuntária; apreensão instantânea de uma imagem furtiva; salvação trazida por um perigo iminente e; classe oprimida constituindo o sujeito da história. O sujeito inserido desta forma na História é um sujeito finalizado que procura transcender-se, contudo, ele herda as revoltas do passado. O objeto histórico e o sujeito que conhece essa história estão ligados pela verdade (que deve sempre comprovar-se), pelo ato de revelar-se um ao outro. A libertação desse passado de opressão só ocorrerá quando houver uma detenção do processo histórico. Essa detenção ou “imagem dialética” é uma imagem do sonho da humanidade libertada. Este é um conceito difícil, pois Benjamin não o desenvolveu – mas pode-se dizer que segue o modelo da análise marxista da mercadoria. Mas em breves linhas, consiste em extrair uma imagem, recolher do passado e libertá-la da fantasmagoria que a condenou ao fracasso do esquecimento. O médium entre essa “imagem dialética” será a linguagem, que pela narração será transmitida pelas gerações. Assim, o presente tem influência tanto com o passado quanto com o futuro, haja vista que as gerações futuras só serão emancipadas se deterem todo o conteúdo em que os seus antepassados viveram. Sem as falsas continuidades que a história positivista nos apresentou. Walter Benjamin viveu a guerra, o nazismo, o exílio. Viu nascer uma república que se fundava em valores humanísticos, universais e democráticos: a República de Weimar. Mas esta sociedade civilizada gerou a maior barbárie do século XX. Nenhuma sociedade está imune a tais regressões do espírito, por isso que as “Teses” surgem como um sopro em meio a essa tempestade que se forma no céu, um sopro de esperança, para que se olhe para trás e recordem dos mortos desta carnificina histórica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referências Bibliográficas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BENJAMIN, W. Obras Escolhidas. Trad.: Sérgio Paulo Rouanet. 7 ed. SP: Brasiliense, 1994. (v.I)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________. Obras Escolhidas. Trad.: Rubens Rodrigues Torres Filho e José Carlos Martins Barbosa. 5 ed. SP: Brasiliense, 1995. (v.II)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________. Obras Escolhidas. Trad.: José Carlos Martins Barbosa e Hemerson Alves Baptista. 3 ed. SP: Brasiliense, 1994. (v. III)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LÖWY, M. Romantismo e Messianismo. Trad.: Myrian Veras Baptista e Magdalena Pizante Baptista. SP: Perspectiva, 1990. (Col. Debates, v. 234)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ROCHLITZ, R. O desencantamento da arte. Trad.: Maria Elena Ortiz Assumpção. Bauru, SP: EDUSC, 2003.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-2134735202196253023?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/2134735202196253023/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=2134735202196253023' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/2134735202196253023'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/2134735202196253023'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2007/08/outro-olhar-histrico-tese-nmero-7-e.html' title='Outro olhar histórico: tese número 7 e a poesia brechtiniana'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-2788411307708963147</id><published>2007-08-23T18:25:00.000-07:00</published><updated>2007-08-23T18:32:34.656-07:00</updated><title type='text'>sobre o filme Últimos Dias</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.lastdaysmovie.com/site.html"&gt;http://www.lastdaysmovie.com/site.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiramente vou dizer que o site do filme é de primeira!&lt;br /&gt;O filme foi selecionado para o festival mde Cannes, mas e aí ?&lt;br /&gt;Sinceramente o filme é tedioso, pode ser cult, mas nem de longe é uma obra prima. O filme é uma referência a juventude do início dos anos 90. Mais uma vez o diretor de Elephant (2003), Drugstore Cowboy (1989) entre outros, retratou a juventude. A banalidade sexual, as paranóias, o delírio e principalmente o desapreço a vida. É com pesar que eu digo, esse filme é oportunista e pretensioso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-2788411307708963147?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/2788411307708963147/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=2788411307708963147' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/2788411307708963147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/2788411307708963147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2007/08/sobre-o-filme-ltimos-dias.html' title='sobre o filme Últimos Dias'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-7088133534437772607</id><published>2007-08-23T13:40:00.000-07:00</published><updated>2007-08-23T13:43:19.698-07:00</updated><title type='text'>Angústia, Ansiedade...</title><content type='html'>tem hora que a própria hora não passa...&lt;br /&gt;a angústia, a ansiedade, tudo vai somando-se...&lt;br /&gt;um nó na boca do estômago, um pavor, um medo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-7088133534437772607?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/7088133534437772607/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=7088133534437772607' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/7088133534437772607'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/7088133534437772607'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2007/08/angstia-ansiedade.html' title='Angústia, Ansiedade...'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' 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Não vendo a hora passar...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-2191215732249576780?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/2191215732249576780/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=2191215732249576780' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/2191215732249576780'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/2191215732249576780'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2007/08/hummm.html' title='hummm'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-6887497674879549598</id><published>2007-08-16T16:34:00.000-07:00</published><updated>2007-08-16T16:36:11.298-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>as vezes me sinto sozinha, outras me sinto necessariamente sozinha...&lt;br /&gt;envolvida livremente entre os meus livros, me sinto como um ser magico, que tem poderes ao deter os conteudos que cada livro traz consigo...&lt;br /&gt;a narracao, a arte de contar historias, a narrativa transmite sempre algo novo, magico...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-6887497674879549598?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/6887497674879549598/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=6887497674879549598' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/6887497674879549598'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/6887497674879549598'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2007/08/as-vezes-me-sinto-sozinha-outras-me.html' title=''/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-6165792294540813581</id><published>2007-08-16T12:46:00.001-07:00</published><updated>2007-08-16T12:46:39.566-07:00</updated><title type='text'>...</title><content type='html'>AGORA SÓ PENSO EM ESCOVAR A HISTÓRIA A CONTRAPELO!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-6165792294540813581?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/6165792294540813581/comments/default' 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Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/8622937635460632109'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/8622937635460632109'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2007/08/continuo-afirmando-que-esses-carinhas.html' title=''/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1720316826314508367.post-871983738765891624</id><published>2007-08-06T14:49:00.000-07:00</published><updated>2007-08-06T14:52:46.004-07:00</updated><title type='text'>FIMDESEMANA</title><content type='html'>Uma amiga me disse que eu só arrumo rolo!!!!&lt;br /&gt;Será?&lt;br /&gt;Mas as relações interpessoais estao ficando cada vez mais descatáveis e imediatizadas...a relação do dialogo desapareceu. Sempre tem que ter um fim. Os meios foram esquecidos. (vide Eclipse da Razão de Max Horkheimer).&lt;br /&gt;O que é realmente real?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1720316826314508367-871983738765891624?l=serafilosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://serafilosofia.blogspot.com/feeds/871983738765891624/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1720316826314508367&amp;postID=871983738765891624' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/871983738765891624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1720316826314508367/posts/default/871983738765891624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://serafilosofia.blogspot.com/2007/08/fimdesemana.html' title='FIMDESEMANA'/><author><name>Ju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423494455085482171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-n11FcuXnWFI/Tr_aXvmtNMI/AAAAAAAACJ4/V_66wJtXoYM/s220/lola.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
